Segregação Ocupacional por Gênero
Estruturas e Impactos no Mercado de Trabalho
Palavras-chave:
ocupação, mercado de trabalho, segregação, gênero, desigualdadeResumo
O estudo explora a segregação ocupacional por gênero, destacando que, apesar da maior participação feminina no mercado de trabalho desde a industrialização, persistem desigualdades estruturais. Fatores como educação, papéis de gênero, discriminação, diferenças salariais e barreiras econômicas e culturais influenciam essa segregação. As mulheres enfrentam limitações relacionadas a escolhas profissionais, preconceitos e ambientes hostis, além de menor acesso a ocupações de maior remuneração e status. Por meio de uma revisão de literatura, conclui-se que a superação dessa desigualdade exige mudanças educacionais, culturais e políticas para promover equidade no trabalho.
Referências
BARROS, R. P.; MENDONÇA, R. Investimentos em educação e desenvolvimento econômico. IPEA, 1997
BLAU, F. D; KAHN, L. M. The gender wage gap: Extent, trends, and explanations. Journal of Economic Literature, v. 55, n. 3, p.789–865, set. 2017
BUSCH, F. Gender segregation, occupational sorting, and growth of wage disparities between women. Demography, v. 57, n. 3, p. 1063-1088, jun. 2020.
CHARLES, M.; BRADLEY, K. Indulging our gendered selves? Sex segregation by field of study in 44 countries. American Journal of Sociology, v. 114, p. 924–976, 2009.
COSTA, A. M.; RIBEIRO, M. B.; GATTO, M. F. Divisão sexual do trabalho e segregação ocupacional: um recorte de gênero. Cronos: Revista da Pós-Graduação em Ciências Sociais, v. 22, n. 1, jan. 2021
FOUARGE, D.; KRIECHEL, B.; DOHMEN, T. Occupational sorting of school graduates: The role of economic preferences. Journal of Economic Behavior & Organization, v. 106, p. 335–351, out. 2014.
JONES, K. P. et al. Subtle Discrimination in the Workplace: A Vicious Cycle. Industrial and Organizational Psychology, v. 10, n. 1, p. 51–76, 2017.
MADALOZZO, R.; MARTINS, S.; LICO, M. Segregação ocupacional e hiato salarial entre os gêneros. Insper Working Paper. 2015.
PAES DE BARROS, R.; ROSANE, S.; PINTO DE MENDONÇA. Os determinantes da desigualdade no Brasil. 1996.
PEARLMAN. J, Occupational mobility for whom? Education, cohorts, the life course and occupational gender composition, 1970–2010. Research in Social Stratification and Mobility, v. 59, p. 81–93, feb. 2019.
RODRIGUES, F. A. Barreiras à efetivação da igualdade salarial de gênero no Brasil. Revista Estudos Feministas, v. 31, p. e82532, 2023.
SHAUMAN, K. A. Are there sex differences in the utilization of educational capital among college educated workers? Social Science Research, v. 38, p. 535–57, mar 2009.
SHEN, P.; KUH , P.; SHEN, K. Gender Discrimination in Job Ads: Evidence from China. The Quarterly Journal of Economics, v. 128, n. 1, p. 287–336, 2024.
SOUZA, L.; SIQUEIRA LEÃO, N. Segregação ocupacional e diferenciais de renda por gênero e raça no Brasil: uma análise de grupos etários. Revista Brasileira de Estudos de População, v. 38, p. 1–22, 26 jul. 2021.
VIANA, G.; LIMA, J. F. Capital humano e crescimento econômico. Interações, v. 11, n. 2, p. 137-148, 2010.
WRIGHT, D. B.; EATON, A. A.; SKAGERBERG, E. Occupational segregation and psychological gender differences: How empathizing and systemizing help explain the distribution of men and women into (some) occupations. Journal of Research in Personality, v. 54, p. 30–39, 2014
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2025 Jeane Alves Miranda, Nivea Catelani dos Santos, Sofia Lara Dias de Morais, Ester Toledo Guimaraes, Ana Luiza Lima Crespo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.
Licença Creative Commons CC-by-sa4.0: permite copiar, distribuir e reutilizar para quaisquer fins desde que citada a fonte e mantida a mesma licença.