Em defesa da Universidade, da Educação a Distância e de Software Livre

Este texto apresenta algumas ideias a respeito de universidade, de educação a distância e de software livre, objetivando engrossar movimentos de resistência que buscam construir outras formas de pensar e viver. Ressignificação de discursos e posturas políticas mais claras são indispensáveis nesse processo.
Palavras-chave: universidade, educação a distância, software livre, movimentos de resistência.
Autores: Adriane Teresinha Sartori

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15 thoughts on “Em defesa da Universidade, da Educação a Distância e de Software Livre

  1. Parabéns para a autora, excelente artigo. Esclarece dúvidas sobre a diferença entre software livre, gratuito e proprietário, com uma linguagem simples, acessível à todos. Penso, que a EAD é um desafio para nós professores e estudantes. Para mim, é a tendência do futuro, no entanto, ainda há muito o que a ser pensando. Não podemos apropriar uma aula tradicional para a EAD, ou seja, simplesmente informatizá-la, sem qualquer tipo de interação, por exemplo, pegar um arquivo de slides e colocar em uma plataforma, para disponibilizar aos alunos. Isso não corresponde a uma proposta de ensino a distância. Também precisa haver uma mudança de postura por parte dos alunos que dependem muito da presença do professor, iniciativa e disciplina são características importantes para um discente que pretende fazer um curso a distância. Enfim, os desafios são muitos, mas não impossíveis para professores e alunos pesquisadores.

  2. Gostaria, primeiramente, de cumprimentar a autora pela excelente visão a respeito da educação a distância e gostaria de acrescentar que o preconceito continua, agora nos cursos de pós-graduação stricto sensu, de algumas universidades, que fazem diferenciação entre graduados de cursos presenciais e de cursos EaD. Realmente lamentável. Mas creio que não devemos desistir, pois o desenvolvimento tecnológico se faz, justamente, para facilitar a vida do homem em todos os aspectos. E por que não na educação?

  3. Olá. Gostei muito da temática atualizada desse artigo, pois aborda a falta de verbas nas universidades públicas.
    Achei muito interessante comparar os ensinos público e privado (sendo que este último, um grande comércio voltado para o lucro, adotou a EAD enquanto o público a abomina). É uma verdade na qual eu ainda não havia parado para pensar, mas de fato, quase todas as faculdades privadas tem uma ou mais disciplinas EAD.
    Apesar de curto, o artigo fomenta interessantes reflexões para o momento atual.
    Parabéns a autora.

  4. O Texto é muito bem elaborado em linguagem clara e objetiva, uso de conceitos de forma a dar robustez aos argumentos. Aponta para questões políticas e econômicas que envolvem a produção e circulação de conhecimento na área de software. Menção honrosa. Gostaria de saber se posso compartilhar no meu FB. Parabéns Adriane Teresinha Sartori e professores envolvidos. Iara Farias/EFLCH-UNIFESP

  5. Tenho pesquisado sobre a EaD e percebo a dificuldade, também entre docentes universitários, em conceber essa modalidade de ensino como instrumento de ensino e aprendizagem já fixado em nosso contexto educacional. Não há como “fugir”. Pode ser que careçamos de mudanças e organização dos procedimentos, contudo, a solução não está em desprezar o que já é realidade.
    Obrigado pelo artigo e pela oportunidade.

  6. Adriane, antes de tudo: parabéns pelo texto claro e rico de relações, reflexões! Adoro seu estilo de escrita!
    Outro ponto de confluência que percebo como possível entre universidade, software livre e EaD é a Cultura Livre, mas, ao contrário da “educação” (que você citou), esta precisa ser um movimento mais consciente e direcionado. A Cultura Livre não é só software livre; é uma visão de mundo baseada na liberdade de usar, distribuir e modificar trabalhos e obras culturais, científicas e tecnológicas livremente. Além do software livre, o movimento chamado “open” envolve temáticas como “Conhecimento aberto”, “Ciência aberta” e “Dados abertos”. Também o movimento da “Educação aberta” está na linha do “open”, pois defende o compartilhamento de boas ideias entre educadores com a cultura digital baseada na interatividade e na colaboração. Os Recursos Educacionais Abertos (REA) são uma forma de realização dessa Educação Aberta, ao contrário dos materiais fechados que nossos alunos são, muitas vezes, obrigados a comprar ou piratear para acompanhar nossas aulas. Tanto a universidade como a EaD precisam se envolver mais com esse movimento, tendo em vista o aumento das possibilidades de aprendizagem em diferentes contextos. Mas concordo e friso o que você afirma no seu texto: “O uso que se faz da tecnologia é que determinará se será um instrumento de aprendizagem ou não”. O fato de se “abrir” as práticas pedagógicas ou uma tecnologia específica não garante que sejam bem-sucedidas, mas pode permitir que outras pessoas possam interagir e contribuir no processo, que não será mais centrado no professor/autor/desenvolvedor inicial. É ainda só uma contribuição no universo de questões que essas três áreas nos propõem a refletir, não é?
    Ah, não encontrei a referência de Silveira (2004), é o Sérgio Amadeu?
    Abraço,
    Daniervelin

  7. Adriane, parabéns gostei do seu texto.
    É interessante comparar os ensinos público e privado e a educação como ponto de confluência das três expressões: universidade, EAD e Software Livre. E realmente a EAD exige reflexões permanentes e a construção de novas práticas, embasadas em princípios claros, para que possamos garantir aprendizagem (de qualidade) aos alunos

  8. Parabéns pelo artigo. Eu como estudante de uma educação a distancia, sendo mais exata, num período de alternância, vejo que o preconceito e real, porem desta forma me possibilita estudar sem sair do meu meio, da minha cultura.
    Como moradora do Campo, consigo estudar sem deixar minhas raízes. Artigo de suma importância para uma educação de qualidade e acessível.

  9. Quantas questões importantes estão nos comentários de vocês! Poderíamos conversar dias sobre elas e não as esgotaríamos… Como boa parte se refere à educação a distância, ressalto o que já disse: precisamos vencer o preconceito, muito forte ainda, e oferecer educação de excelência. Uma de nossas colegas observou, em seu comentário, que não basta disponibilizar slides abarrotados de conteúdos para dizermos que estamos primando pela qualidade. Concordo plenamente com essa afirmativa! Cada atividade proposta precisa ser pensada à luz de princípios claros do que seja ensinar e do que seja aprender. Nesse sentido, precisamos ficar alertas para não reproduzirmos metodologias expositivas (presenciais) em verdadeiros “depósitos” de conteúdos (a distância).
    Se há muitos desafios a vencer, a exemplo do preconceito ou da própria concepção do processo ensino-aprendizagem, nós só vamos enfrentá-los a partir da compreensão de que estamos construindo nossa vida (particular, profissional) em todas as áreas, utilizando máquinas que, sem cair no extremo do “endeusamento”, nos permitem muitas facilidades. Por que o processo ensino-aprendizagem não pode ser realizado utilizando máquinas? A educação a distância é uma necessidade hoje e é tarefa das instituições públicas ampliar o acesso, do contrário, continuaremos permitindo um crescimento astronômico da educação a distância oferecida por empresas privadas, transformando, em última instância, um direito inalienável em mercadoria, “adquirido” por quem tem condições de comprar.

    Continuemos conversando sobre isso, ok?

    Gostaria de agradecer à colega Danieverlin que, além de acrescentar aspectos muito relevantes a respeito dos movimentos “open”, percebeu a falta da referência de Silveira (2004) no meu texto. Já a acrescentei, e a coordenação do evento disponibilizará amanhã a “nova” versão. Se a colega Iara quiser compartilhá-la, não há problema algum, ao contrário, agradeço a deferência.

  10. Olá!

    Gostaria inicialmente de parabenizar a autora sobre o seu estudo. Considero uma leitura bastante pertinente às nossas reflexões sobre software livre e EaD. Eu tenho concordado em parte com a questão da liberdade de escolha por um produto tecnológico livre. Por outro lodo, e não é o caso do texto aqui apresentado, tenho visto uma radicalização por grupos antissoftwares proprietário. Eu ainda prefiro usar alguns softwares pagos por conta da usabilidade. A maioria das instituições de ensino usam softwares proprietários. E como não tenho muito conhecimento técnico, já tive inumeros problemas por conta de incompatibilidade de arquivos. Sobre o que foi apontado em relação ao Banco Mundial, eu concordo plenamente com a autora. Vejo uma desconstrução de direitos do povo em detrimento aos interesses dos grandes empresários. E, neste ponto, vejo que essas ideologias estão a serviço de outros interesses que não o da população. Eu sinto que as comunidades de software livre precisam se expandir, promover ações mais fortes para atrair mais usuários. Hoje a Google, Microsoft, Apple, Samsung e outros tem um poder financeiro muito grande e conseguem desenvolver recursos tecnológicos que atraem pessoas. As principais redes sociais usam códigos de software livre para promover a comercialização de produtos, o que não acho de todo o mal. Mas por outro lado, como a autora se posiciona, até que ponto estamos seguros e quais garantias temos de termos nossos dados pessoais livres de espionagem, por exemplo. Sobre a questão da qualidade da EaD, também concordo que essa onda de cursos superiores virou um mercado em potencial. O marketing sustenta instituições. E sobre a qualidade de ensino, é inegável que temos cursos de todos os tipos: excelente, bom e ruim. Tem o lado de que com a EaD, foi possível oportunizar/flexibilizar uma formação superior para quem não dispõe de um turno (noturno) inteiro para estudar. Por outro lado, isso pode resultar em meno oportunidades profissionais tendo em vista que um docente na modalidade EaD, concentra centenas de alunos. Já vi algumas universidades encerrarem cursos de Letras, Pedagogia e outras licenciaturas por esse motivo. Agora é difícil julgar o certo ou errado. O que vai importar é a promoção do bem-estar social.

    Mais uma vez parabéns pelo artigo, muito interessante e de agradável e fácil leitura.

    • Oi, Bruno,

      Que bom que você gostou do texto!

      Não tenho dados quantitativos, mas acho que, nas universidades públicas, há softwares livres mais do que proprietários, considerando o custo, inclusive.
      Em relação ao fechamento de cursos causado pela implantação de EAD, acho que você está se referindo a instituições particulares, correto? Nossa luta deve ser para que as públicas ampliem a oferta, jamais fechem cursos, exatamente para que possamos oferecer educação para todos, não é mesmo? Na verdade, as questões são complexas…

      Um abraço,

  11. Realmente essas ferramentas vieram e implementaram uma ajuda de suma importancia tanto para a educação quanto para os estudantes, melhorando assim a forma de ingressar em cursos superiores a distancia sem deixar suas culturas e indentidades, sem contar com as questões políticas e econômicas onde ambas envolvem uma circulação de tais conhecimentos na área de software. Parabéns pelo magnifico texto!!!

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