A relação entre o contexto e o plano de expressão no reconhecimento do sinal “MULHER” (LIBRAS) como icônico ou convencional/arbitrário

Em LIBRAS, uma grande parte dos sinais foi criada com base na similaridade com o objeto, permitindo seu reconhecimento através do sinal. Com o passar do tempo, alguns sinais se tornaram convencionais devido ao aspecto diacrônico da língua.
O sinal “MULHER” é marcado como convencional por estudantes de Libras ao considerar, num primeiro momento, apenas o plano de expressão. Ao ter acesso ao contexto motivador do sinal, os estudantes remarcam o sinal como icônico.
A proposta é analisar essa mudança tendo como parâmetro teórico a relação entre o contexto e o plano de expressão.
Autores: Adriana Aparecida de Oliveira

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Este artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2017.2

16 thoughts on “A relação entre o contexto e o plano de expressão no reconhecimento do sinal “MULHER” (LIBRAS) como icônico ou convencional/arbitrário

  1. Ótimo trabalho. Seria muito interessante aprofundar mais a teoria semiótica para investigar o efeito do contexto situacional sobre o efeito de sentido da palavra; será que é só a ideia de arbitrariedade que se perde ou o fato do contexto trazer um sentido visual tridimencional à palavra não faz com que ela passe a ser menos temática e mais figurativa?

    • Obrigada pelo comentário! Eu realmente tenho interesse de pesquisar mais sobre o assunto e sobre outros aspectos relacionados à construção de significados em sinais da Libras. De fato,o contexto traz de volta o sentido visual tridimensional que o sinal havia perdido (não só pela falta do referencial histórico, mas também pela redução do sinal) tornando-o mais figurativo e menos convencional.

  2. Olá pessoal!
    Espero que apreciem o artigo e que, juntos, possamos compartilhar conhecimentos e suscitar transformações!!

    Adriana Oliveira

  3. Parabéns pelo artigo, adorei lê-lo. É muito importante que Libras seja abordada, pois acredito que nas faculdades como um todo, a língua de sinais é pouco tratada.
    Eu estou cursando Libras esse semestre e sempre interpretei essa palavra como arbitrária, agora que conheci o contexto, mudei de perspectiva. Muito interessante a abordagem do contexto para a formação de palavras, espero na minha vida acadêmica cruzar com mais artigo como esse.
    Você tereia alguma bibliografia que aborde a influência do contexto na formação de palavras em Libras para recomendar?

    • Oi Maristela,que bom que você gostou!
      Também estou cursando Libras e tenho interesse em continuar aprendendo esta língua.
      Quanto à bibliografia,infelizmente não encontrei nenhuma com este tema.São poucos os estudos de Libras ligados à semântica e semiótica.
      Obrigada pelo comentário.

  4. Parabéns, Adriana, pela iniciativa. Fico imensamente feliz em ler um artigo sobre a Libras neste evento. Sou formada em Letras, pela UFMG, e também atuei como monitora na disciplina de Libras. O seu artigo fez com que recordasse quando fazia parte dessa equipe maravilhosa.
    Continue estudando e pesquisando, a Língua de Sinais é maravilhosa. Fiquei com vontade de ler mais detalhes da pesquisa, inclusive a relação arbitrariedade/iconicidade relacionada a outros sinais. Acredito que conhecer a história de uma língua permite apropriarmos da cultura que a por trás dela. Perceber que a iconicidade passa por variações linguísticas é apenas uma das muitas justificativas para reafirmar a LIBRAS enquanto Língua, e não linguagem (como ainda vemos muito, inclusive em editais de seleção de tradutor/interprete).
    Parabéns, abraços a todos do Núcleo de Libras da FALE/UFMG (se este ainda for o seu “nome”).

    • Obrigada pelo comentário!
      Acredito,assim como você, que é importante que as pessoas compreendam que Libras é uma língua.E como língua, é essencial para o indivíduo surdo, e que a falta dela ocasiona dificuldades no que se refere ao seu desenvolvimento emocional, social e intelectual.
      Os abraços serão dados aos monitores do Núcleo de Libras (o nome ainda é esse rsrsrs).

  5. Olá, parabéns pelo ótimo trabalho.
    Estou cursando Libras na minha faculdade, e ache interessante que o sinal utilizado para “homem” é bastante associativo, porém pela primeira vez conheci a origem do sinal destinado para “mulher”. Interessantíssimo essa questão cultural que está arraigada na língua de sinais até os dias de hoje.

    • Oi Inês,
      Que bom que você gostou!
      Realmente,cultura e contexto são elementos essenciais na construção de significados,seja nas línguas de sinais ou nas línguas orais.
      Obrigada por comentar!

  6. Adriana, que interessante o seu trabalho!
    Hoje, um trabalho voltado à questão da LIBRAS tem maior visibilidade pois temos podido refletir muito mais sobre a importância dessa linguagem em nossas vidas e a representação da mulher, traz coisas muito legais e importantes!
    Agradeço imensamente a oportunidade de ler e ter contato com este material riquíssimo!
    Parabéns e felicidades na pesquisa!

  7. Parabéns pelo trabalho!
    Muito interessante o seu olhar sobre o seu objeto, que expõe muito claramente as suas questões e a LIBRAS como a linguagem importante que é, com o reconhecimento que merece!
    Parabéns e felicidades na pesquisa!

    • Obrigada Tamyries!
      Um dos motivos de ter escolhido Libras como objeto de pesquisa é, justamente, difundir a língua da comunidade surda brasileira e sua importância para este grupo.
      Obrigada pelo comentário.

  8. Adriana, eu – como uma desconhecida do campo da LIBRAS – mas curiosa e interessada, gostei muito de ler o seu trabalho. Ele me fez lembrar de quando vi o sinal índio/indígena ser interpretado por um tradutor em uma conferência e no choque que levei ao perceber dentro desse sinal um estereótipo, que, após a leitura do seu trabalho, percebi indicar sua iconicidade. Interessante pensar que a percepção comum dos indígenas na sociedade é icônica e que a ideia do aculturamento ainda assombra a população indígena brasileira, tornando o sinal índio estereotipado.
    Parabéns pelo trabalho! 🙂