Reportagem: uma proposta de leitura e análise no Ensino Fundamental

O objetivo deste trabalho é relatar uma atividade prática a partir do gênero discursivo reportagem, desenvolvida com alunos do 7º ano do Ensino Fundamental, em uma escola da rede pública do município de Contagem/MG, nas aulas de Língua Portuguesa. Foram realizadas oficinas de leitura e análise linguística, levando em consideração os propósitos comunicativos do gênero em estudo. Observou-se que atividades de ensino nas quais a língua seja vista em funcionamento, mostram-se mais atrativas para os alunos. Conclui-se que se faz necessária a adoção de práticas pedagógicas que privilegiem o uso social da língua e possibilitem a compreensão da diversidade inerente à nossa língua materna.

Palavras-chave: Análise linguística. Educação. Leitura. Reportagem.

Autores: Flávia Elisa Vargas Chamon

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33 thoughts on “Reportagem: uma proposta de leitura e análise no Ensino Fundamental

  1. Mobilizar conhecimentos significativos de pessoas de uma comunidade é valorizar os moradores de um lugar, buscando melhor compreender suas vidas. A escola, do jeito que funciona historicamente, não considera o saber dessas pessoas como importante. Acredito que um trabalho com “memórias literárias” seja uma boa estratégia para mudar essa lógica.

  2. A comparação entre textos autênticos é uma das melhores estratégias para efetivamente ensinar a ler (compreender/interpretar) na escola. Essa experiência é muito válida e espero que vários professores a leiam.

    • Não é possível deixarmos de fora das nossas práticas pedagógicas atividades que privilegiem textos autênticos que circulam em nossa sociedade, assim estaremos contribuindo para desenvolver a criticidade dos nossos alunos. Obrigada pelo comentário!

  3. Boa tarde, Flávia! Parabéns pela escrita da proposta. Muito pertinente aos contextos escolares. Possibilitar essa vivência aos alunos certamente, favorece a ativação de vários conhecimentos e aspectos metacognitivos. Conduzir a uma percepção crítica da realidade em que os fatos acontecem é um trabalho primoroso para o bom professor, comprometido socialmente e muito enriquecedor aos alunos. Parabéns!

    • Certamente, Fabrício, precisamos ajudar nossos alunos a compreenderem criticamente a realidade que nos cerca. Assim, a leitura de textos que circulam em nossa sociedade mostra-se como uma estratégia pertinente. Obrigada pelo comentário!

  4. Parabéns, Flávia! Temos aí mais um avanço no que diz respeito ao trabalho com gêneros discursivos na escola. Muito bacana a proposta que busca alternativas para o trabalho em sala de aula privilegiando a realidade/vivência dos alunos, transformando-os assim em leitores críticos e conscientes, desenvolvendo as habilidades necessárias para se tornarem leitores proficientes. Um abraço

    • Isso mesmo, Desirê, acredito que temos o dever de formar leitores críticos e conscientes, que compreendam a realidade na qual estão inseridos e estejam aptos a se posicionarem diante dela. Obrigada pelo comentário! Abraços.

  5. E este é um grande desafio, né, Desirê? Estamos sempre buscando estratégias para possibilitar que nossos alunos se tornem leitores proficientes. E, às vezes, elas estão ao alcance das nossas mãos e nós nem as percebemos. Obrigada pelo comentário!

  6. Ei Flávia! Parabéns pelo artigo!

    O trabalho com gêneros em sala de aula é fundamental como nos lembra Marcuschi e como preconizam os PCN.

    Se lhe interessar, também estou na programação com o artigo “Entre Haters e Trolls: O discurso do ódio e banalidade do mal – Discursos sobre adolescentes infames no Facebook”.

    http://ueadsl.textolivre.pro.br/blog/?p=8269

    Abraço!

    Leles Gomes

    • Olá, Leles! Diversos são os estudiosos que afirmam a importância dos diversos gêneros do discurso serem o ponto de partida de toda a prática de ensino nas aulas de Língua Portuguesa. Por acreditar nisso, venho tentando assim conduzir minhas aulas, como exposto no artigo. Obrigada pelo comentário! Ah, já li e comentei seu artigo! Abraços.

  7. Em um mundo onde estamos cercados por informação, é necessário estarmos preparados para avaliarmos o conteúdo que nos chega. Trabalhos que visam o desenvolvimento da capacidade crítica dos alunos são muito relevantes. Parabéns, Flávia!

    • Exatamente, Geizi! Nossos alunos precisam ter oportunidades para desenvolverem a leitura crítica e os textos que circulam socialmente, como as reportagens, são fundamentais nesta questão. Obrigada pelo comentário! Abraços.

    • Oi, Fabiana. Assim como você, também acredito que os nossos alunos precisam compreender o uso social da língua. Obrigada pelo comentário e pela indicação do artigo. Abraços.

  8. Parabéns, Flávia!
    Seu trabalho apresenta dados de um trabalho sistematizado que contempla a leitura, a escrita, a multimodalidade, em prol do uso social da língua. Tudo isso é muito pertinente em vista das atuais demandas do mundo contemporâneo.
    Abraços!!!!

    • Sim, Cláudia, a atualidade, cada vez mais, exige proficiência dos leitores e não há como não incluir a multimodalidade, que deve fazer parte das nossas práticas de ensino. Obrigada pelo comentário! Abraços.

  9. Oi Flávia!
    Trabalhar leitura de textos que circulam socialmente é sempre válido! Você selecionou um gênero riquíssimo, que permite um trabalho interdisciplinar e a mobilização de diversas capacidades, como a de analisar as estratégias linguísticas e discursivas, conforme você destacou em seu artigo.
    A seleção dos jornais: O Tempo e Folha de São Paulo foi feliz, pois possibilitou aos alunos entenderem que as diferenças da forma justificam-se pelas condições de produção, circulação e recepção de um texto.
    Uma dúvida: como seus alunos reagiram no início do trabalho? Pergunto isso porque, no meu caso, percebi uma certa resistência à leitura de jornais, por ser considerado “chato”.
    Um abraço!

    • Oi, Camila!
      Os alunos conseguiram perceber que tais condições (produção, circulação e recepção) influenciam nas escolhas linguísticas e discursivas das reportagens. Interessante também quando comentaram as diferenças nas imagens escolhidas para ilustrarem as referidas reportagens e o impacto delas na recepção e compreensão.
      Com relação ao seu questionamento: a reação não foi unânime, alguns alunos demonstraram interesse e outros afirmaram que não gostavam de jornal, antes mesmo de serem questionados. Mas, com o decorrer do projeto, esta visão do jornal foi mudando. Atualmente, algumas famílias assinaram o jornal (após a nossa visita à Sempre Editora) e, uma aluna, após a oficina com um jornalista, que foi até a escola, disse “Professora, antes eu não gostava de jornal. Agora, depois deste projeto, estou achando muito interessante.” Portanto, Camila, veja só a importância da motivação e do ensino contextualizado, não é mesmo?
      Muito obrigada pelos comentários! Sucesso na continuidade do seu projeto. Abraços.

  10. Olá, Flávia! Muito interessante sua preocupação em trazer para a sala de aula os suportes originais das reportagens, apesar do contratempo para obtê-los. A comparação entre reportagens atuais, com o mesmo tema, leva os alunos a desenvolver um olhar crítico diante dos textos a que estão expostos. Parabéns pelo significativo trabalho! Abraços.

    • Oi, Bianca!
      O objetivo é exatamente este: possibilitar que os alunos desenvolvam a leitura crítica de textos que circulam socialmente. Sim, realmente, não foi tão fácil obter o jornal Folha de São Paulo (antes de elaborar estas oficinas, eu não sabia que este jornal não era vendido nas bancas de jornais do município onde moro. Foi uma surpresa para mim!). Muito obrigada pelo comentário! Abraços.

  11. Oi, Flávia, excelente trabalho! Ampliar as habilidades leitoras é dar condições para que os alunos possam continuar a progredir satisfatoriamente na aprendizagem. Parabéns!

    • Oi, Elaine! É verdade, e este progresso aparece nas aulas das demais disciplinas também, além de os ajudar a se posicionarem nas diversas situações de uso da língua. Obrigada pelo comentário! Abraços.

    • Oi, Elaine! Concordo plenamente com você. Acredito que nossas práticas precisam sempre contribuir para o progresso na aprendizagem de nossos alunos. Obrigada pelo comentário! Abraços.

  12. Oi Flávia.
    Amo trabalhar o genero reportagem em sala.
    Estou fazendo, na eja, um trabalho com reportagem, e os alunos estão gostando bastante!
    Parabéns pelo projeto e pelo artigo tão bem escrito.
    Abç.
    Cris

    • Oi, Cristiane! O gênero reportagem é muito rico para nossas práticas em sala de aula. Que ótimo que seus alunos estão gostando do seu trabalho. Aposto que você também terá ótimos resultados. Sucesso! Obrigada pelo comentário! Abraços.

  13. Parabéns pelo trabalho. A abordagem propõe a integração de dois aspectos muito importantes para o desenvolvimento intelectual e social de cada indivíduo, que é a construção de habilidades de leitura e interpretação e uma visão crítica de seu ambiente social.

    • Olá, colega! Em nossa sociedade, cada vez mais excludente, ter visão crítica é fundamental, inclusive, para que os sujeitos saibam se informar sobre os direitos e deveres que têm. Acredito que nosso papel, enquanto professores, é dar voz aos nossos alunos por meio do conhecimento das inúmeras possibilidades que a linguagem nos oferece. Obrigada pelo comentário! Abraços.

  14. Me chamou atenção: “a escolha por utilizar o jornal impresso justifica-se pela falta
    de laboratório de informática com acesso à Internet na escola”. Muito se falou em outras mesas sobre as contribuições das TDICs no ensino. Infelizmente a situação relatada é uma realidade ainda bastante comum.

    • Oi, Carlos! Infelizmente, muitas escolas ainda não têm estrutura para possibilitar o acesso às TDICs. Espero que esta realidade mude o quanto antes. Até que isso aconteça, vamos buscando estratégias para mostrarmos a língua em funcionamento em suportes que estejam ao nosso alcance. Obrigada pelo comentário! Abraços.

  15. Prezada, boa noite!
    Muito interessante o seu artigo, pois sua proposta é de grande valia para possamos de forma simples, despertar e fomentar a prática da leitura dos alunos. Esta prática e a interlocução do professor, permite aos alunos o despertar crítico e reflexivo para tornarem independentes e saberem se posicionar sobre determinado assunto. Ou seja, saber o que está por trás daquela reportagem.
    Sucessos no seu trabalho!

    Wellington

    • Boa noite, Wellington! É nosso papel, como professores, o despertar para a leitura crítica e reflexiva sim. E acredito que devemos possibilitar o desenvolvimento desta habilidade em nossos alunos já no Ensino Fundamental. Obrigada pelo comentário! Abraços.

  16. A leitura nem sempre é um ato agradável, muitas vezes é vista como uma necessidade de ampliar nossos conhecimentos para obtermos informações; por isso, muitas vezes os alunos não a praticam como deveriam. Provocar no aluno o interesse e a busca do conhecimento da realidade que o cerca não é fácil. O professor tem um papel muito importante na formação de leitores bons, competentes e satisfeitos. Devemos reconhecer que a seleção dos textos para a série e o nível dos alunos, além de dar importância à realidade social dos mesmos, facilitará a realização de uma prática de leitura constante e transformadora.

    • Olá, Janete! Concordo com você, a prática de leitura precisa ser estimulada por meio de textos motivadores e adequados à faixa etária dos leitores. Obrigada pelo comentário! Abraços.