O movimento estudantil de ocupação das escolas enquanto prática social motivadora para o desenvolvimento de um projeto de letramento

Este artigo apresenta uma síntese dos resultados obtidos a partir do desenvolvimento de um projeto de letramento com cerca de 40 alunos do 1º ano do Ensino Médio de uma escola estadual da cidade de Divinópolis (MG) que teve como gatilho o movimento estudantil de ocupação das escolas. Os resultados corroboram a tese de que as práticas sociais oferecem ricas oportunidades para se trabalhar a leitura e a escrita, de forma mais atrativa, contextualizada e relevante para os alunos.
Autores: Gillienne Guimarães Garcia

Leia o ARTIGO COMPLETO aqui
Este artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2017.1

41 thoughts on “O movimento estudantil de ocupação das escolas enquanto prática social motivadora para o desenvolvimento de um projeto de letramento

  1. O artigo revela que é possível construir uma escola que dialogue efetivamente com as práticas sociais. Dessa forma, há razão para professores e alunos estabelecerem uma relação pedagógica, dando sentido ao que se aprende.

    • Sim, esse diálogo é possível e torna as aulas de Língua Portuguesa bem mais interessantes e significativas para os alunos.

  2. Acho maravilhoso utilizar o contexto social para desenvolver práticas pedagógicas. Muito bom!

  3. Gilliene,
    que trabalho interessante! Muito bom tratar de assuntos tão necessários, mas que ainda são tratados como tabus em algumas salas de aula. As ocupações que aconteceram em todo o Brasil é um deles. Entendo que a partir dos letramentos, notadamente do letramento crítico, pode-se viabilizar a formação cidadão, sendo o ensino significativo para o aluno viver em sociedade. Não há mais como deixar um abismo entre o que a escola trata e o que acontece na vida dos alunos sob pena de desmotivá-los e afastá-los do sistema escolar.

    Obrigada por compartilhar,
    Patrícia

    • Eu que agradeço Patrícia pela atenção e comentário. Realmente a escola precisa reavaliar o espaço que tem dado às práticas sociais extra-escolares com as quais os alunos/cidadãos estão envolvidos. Essas práticas se constituem como ricas oportunidades para o desenvolvimento de competências e habilidades não só em relação ao uso da língua, mas também relacionadas a outras áreas do conhecimento.

  4. A leitura do mundo precedendo a leitura da palavra, no dizer freireano…Ótima oportunidade essa a partir da mobilização dos estudantes, para além de sua configuração como movimento social necessário na busca da qualidade na educação pública , mas destacadamente também pela possibilidade concreta de um currículo que dialoga com o cotidiano e onde o ensino de língua se inclina para uma perspectiva dialógica. Desafio é permanecer nessa busca e garantir que assuntos tão caros aos estudantes, pais e comunidade em geral sejam pauta constante dos objetivos educacionais…Não é?! Gostaria tb de conhecer o relato dos estudantes a respeito do projeto…

    • Também acredito e defendo um currículo/ensino de língua portuguesa mais contextualizado e significativo para os alunos. Somente assim, a escola fará mais sentido para eles e cumprirá, além de seu papel pedagógico, a função muitíssimo importante de formar cidadãos críticos, que lutem por seus direitos e defendam seus ideais. Podemos conversar melhor por e-mail (gilliennegarcia@gmail.com). Muito obrigada!

    • Com certeza é possível trabalhar o ensino de Língua Portuguesa numa perspectiva mais dialógica, contextualizada e significativa para a realidade dos alunos. É um grande desafio sim, mas os resultados são excelentes e muito gratificantes para a nossa prática docente. Podemos conversar melhor a respeito deles. Segue meu email: gilliennegarcia@gmail.com
      Muito obrigada pela atenção e pelo seu tempo.

  5. Boa tarde, amei o seu trabalho, é maravilhoso quando se trás a realidade, o contexto social para a sala de aula, para o uso pedagógico. Parabéns, abraço.

    • Muito obrigada Cíntia! É um desafio para nós professores; dá muito trabalho rsrs!!!! Mas o resultado é muito gratificante! Abraço

  6. Olá, Gillienne!
    Penso que a escola é o ambiente mais vivo e dinâmico que pode existir. Empolgo-me com a diversidade de possibilidades que a sala de aula nos proporciona. Lendo seu artigo, ratifiquei esse pensamento, pois o que se percebe é uma extrapolação do currículo em função de uma reflexão muito mais ampla que as simples leituras e estudos cotidianos. Levar o mundo e as suas revoluções para dentro da sala de aula e fazer dessa prática um momento de reflexão e de quebra de rótulos é algo altamente revigorante para um professor.
    Parabéns pela iniciativa!

    • Muito obrigada Suely! É esse desafio que nos move a cada dia e que nos faz ficar atentos e sensíveis às práticas sociais com as quais os alunos estão envolvidos fora dos muros da escola que podem e devem ser aproveitadas para ressignificar e inovar as nossas aulas de Língua Portuguesa. Abraço e bom evento para você!

  7. Gilliene,
    Seu artigo mostra que é possível atrelar a vivência do aluno às práticas escolares. Precisamos entender que a escola não é uma bolha desvinculada da realidade. Ela é a própria instância de análise dessa realidade e também a compõe.
    Seu trabalho é de extrema relevância,pois a abordagem de temas atuais, muitas vezes até polêmicos, presentes no cotidiano do aluno, põe em relevo os componentes sócio-discursivo e sócio-cultural, em geral secundários nas aulas de língua. Parabéns por essa excelente ideia!
    Abraços.
    Camila

    • Sábias palavras Camila! Concordo plenamente com tudo quer você disse. Obrigada pelo comentário e por seu tempo. Tenha um ótimo evento. Abraço

  8. Parabéns pelo trabalho.
    Achei o tema bem relevante e super interessante. Também acredito que as práticas pedagógicas combinadas com o cotidiano do aprendiz podem ser bem mais construtivas que a simples prática de “passagem de conhecimento” ou ensino sistema bancário, muitas vezes praticados em sala de aula.

    • Obrigada Túlio. Quando o tema surgiu na sala de aula, com o término da ocupação, confesso que tive receio de que eu não soubesse conduzir o projeto, de que o foco, desenvolver habilidades de letramento dos alunos, não fosse mantido e que se perdesse em meio às discussões. Mas, me surpreendi muito ao perceber que os próprios alunos me ajudaram a conduzir o projeto, com uma organização incrível, um envolvimento com as atividades que eu nunca tinha presenciado antes. Foi um trabalho colaborativo muito enriquecedor; de troca mesmo de experiências e conhecimentos entre mim e eles.

  9. Gilliene, parabéns pelo artigo. O tema discutido é bastante relevância e enriquecedor. É preciso aliar à nossa prática pedagógica o cotidiano de nossos alunos.

  10. Olá, Gillienne! Seu trabalho traz de volta uma das funções desacreditadas da escola: a de agência transformadora da realidade. Através de práticas situadas, características do projeto de letramento, você levou seus alunos a refletirem sobre a própria realidade e organizar essas reflexões em textos escritos. Muito interessante e corajosa sua proposta. Poucos professores ousam realizar isso. Parabéns!

    • Obrigada Bianca! “Poucos professores ousam realizar isso” deve ser porque dá muito trabalho e exige de nós, professores, um (re)planejamento constante de nossas aulas, uma sensibilidade muito grande para detectar situações sociais que podem ser trazidas para sala de aula e serem trabalhadas como eventos de letramento. Implica também que o professor divida com os alunos o protagonismo do ensino, uma vez que neste tipo de projeto a relação de aprendizagem não é vertical (o professor como detentor único do saber), mas horizontal, de trocas, todos aprendem e ensinam juntos.

  11. Excelente trabalho, Gillienne. A escola não pode estar alheia aos acontecimentos à sua volta, por isso considero seu trabalho de grande relevância, visto que, conseguiu associar as práticas de leitura e escrita ao contexto social, trabalho pouco realizado pelas escolas. Parabéns.

    • Obrigada Elaine! Este desafio que você citou de associar as práticas de leitura e escrita ao contexto social é muito importante. É o que todos nós buscamos fazer em nossas aulas, não é? Abraço.

  12. Como kilpatrick deixou a prática de projetos e assim nos ensinou a projetar o indivíduo para ir além, devemos nos envolver nesses projetos, dando ênfase ao aluno e faze- los pensar, pesquisar e serem motivados ao novo

    • Com certeza Elaine, tornar o aluno o protagonista de seu processo de aprendizagem é muito importante. Eles gostam disso, gostam de assumir responsabilidades, de terem a incumbência de pesquisar, buscarem alternativas para solucionar problemas, enfim, terem uma atuação ativa, contribuindo com seus saberes, com suas vivências e culturas. Nós precisamos acreditar mais no potencial de nossos alunos. Eles são muito competentes no que fazem, desde que estejam motivados e vejam sentido naquilo que estão fazendo.

  13. Ótimo trabalho. É ao mesmo tempo importante e desafiador associar questões sociais as práticas pedagógicas que utilizamos.

    • Muito obrigada! Com certeza é um desafio, mas é possível e os resultados são muito positivos.

  14. Ei Gillienne! Parabéns pelo artigo!

    O trabalho com gêneros em sala de aula é fundamental como nos lembra Marcuschi e como preconizam os PCN. Partir de uma temática atual (como a ocupação das escolas) e que seja motivadora para os alunos e professores é muito importante.

    Se lhe interessar, também estou na programação com o artigo “Entre Haters e Trolls: O discurso do ódio e banalidade do mal – Discursos sobre adolescentes infames no Facebook”.

    http://ueadsl.textolivre.pro.br/blog/?p=8269

    Abraço!

    Leles Gomes

    • Obrigada pelo comentário Leles e pelo seu tempo. Com certeza irei acompanhar o seu trabalho também. Tenha um ótimo evento.

  15. Gillienne, parabéns pela iniciativa de propor um projeto de letramento que propiciou aos seus alunos agir no mundo em que vivem. Essa prática é muito importante hoje com tudo que enfrentamos e sabemos que isso leva os alunos a construírem sentido para o que é realizado na sala de aula.

    • Obrigada Luciana. Acredito que somente assim, trazendo a realidade do mundo para dentro da sala de aula, nossos alunos conseguirão atribuir sentido e importância àquilo que estão estudando. A língua a serviço da atuação social, do exercício da cidadania. Esse deve ser nosso propósito ao ensinar Língua Portuguesa. Obrigada pelo seu tempo e bom evento para você.

  16. Parabéns pela iniciativa, são acoes como essa que engrandece o nosso papel na sociedade.

    • Obrigada Vinicius. É nosso papel sermos agente de transformação da sociedade em que vivemos; a sala de aula nos oferece ricas oportunidades para isso.

  17. Cara autora,

    Excelente trabalho, com ótima temática e uma iniciativa brilhante.

    Ficou demonstrado o quanto é possível, viável e necessário trazer o ensino da língua portuguesa para a realidade vigente no contexto atual de mundo.
    Além de ser algo em que os alunos tenham todo o interesse em fazer parte por compreender a importância de sua participação, ensina a como utilizar os conhecimentos aprendidos em prol da sociedade, utilizando-se de análises críticas para posicionarem em causas sociais de extrema importância.

    Vocês estão de parabéns.

    Abraço!

    • Muito obrigada Leandro. Repassarei seus elogios a meus alunos, afinal, foram eles os principais responsáveis pelo sucesso do projeto. Foi uma experiência muito gratificante e, tenho certeza, muito significativa para os alunos. Já estamos pensando em desenvolver um novo projeto de letramento. Têm surgido temáticas e questões muito relevantes para esta nova empreitada. Trabalho com alunos super críticos e antenados para o que estamos vivendo em nosso país e isso é uma excelente força motriz para o meu trabalho. Abraço!

  18. Oi Gill!
    Muito inovadora e interessante sua intervenção.
    Colocar o jovem como protagonista é realmente necessário.
    Parabéns e abç.
    Cris

  19. Que lindo o seu trabalho, Gill! Precisamos estar atentos a essas oportunidades que a sociedade nos oferece e que não devem passar despercebidas. Nossos alunos, de alguma forma, clamam por um ensino que faça sentido a eles. Seu olhar foi sensível e a sua postura de coragem por levar adiante um trabalho rico, desafiador e significativo não só para a vida escolar dos alunos, mas social. Tenho certeza de que você fez diferença na vida desses alunos. Parabéns!

  20. Oi, Gilliene.
    O relato de sua experiência nos motiva a desenvolver projetos que aproxime as aulas de Língua portuguesa à prática social de produção de textos.
    Parabéns!!!