Textos Multimodais: leitura e produção

Na sociedade contemporânea dominada pelas TDICs, os meios de se comunicar são diversificados assim como as linguagens para se fazê-lo. Dessa forma, este trabalho objetiva discutir a leitura e produção de textos na era digital e investigar quais concepções os alunos têm sobre texto, leitura e escrita bem como eles se comportam diante de textos multimodais. Trata-se de uma pesquisa empírica, de natureza qualitativa, cujos instrumentos principais são um questionário e duas atividades, uma de leitura e outra de produção de textos multimodais, aplicados a 27 alunos de 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública do município de Divinópolis-MG. Os resultados apontam a necessidade de se direcionar as práticas de ensino para desenvolvimento do letramento verbo-visual dos alunos e prepará-los para atenderem as demandas comunicacionais da atualidade.

Palavras-chave: Leitura. Escrita. Multimodalidade. Práticas de Ensino.

Autores: Cláudia Ribeiro Rodrigues

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54 thoughts on “Textos Multimodais: leitura e produção

  1. A escola realmente precisa se repensar. A leitura e a escrita apenas por textos que figuram em livro didático contribuem pouquíssimo para que o aluno leia (interprete) e escreva seu mundo.

    • Acredito nisso. É preciso mostrar aos alunos a escrita e a leitura no meio digital e prepará-los para as novas demandas exigidas na atualidade.

  2. Bom dia cara Cláudia, maravilhoso o teu trabalho, parabéns. Digo sempre uma pessoa sem ler e sem interpretar um texto, não está pronta para a vida. Sem ler e interpretar o indivíduo se quer consegue ir bem nas exatas. É necessário uma grande mudança na escola e nas atitudes dos educadores, cursos de capacitação e até mesmo o querer ir buscar aperfeiçoamento por conta própria já ajuda muito. Vivemos em uma era tecnológica e as mudanças precisam começar já, agora! Abraço e um bom evento.

    • Bom dia, Cíntia! Obrigada por suas considerações. Realmente é preciso repensar muito a formação dos professores para que essa supremacia que texto verbal ocupa nas escolas dê lugar aos textos multimodais e para que os professores de todas as áreas deixem de entender a leitura e a escrita apenas como tarefa do professor de Língua Portuguesa. Além de voltadas para o uso social da língua, a leitura e a produção devem ser eixos estruturadores de projetos interdisciplinares que realmente signifiquem o aprendizado para os alunos.

  3. Bom dia, Cláudia,
    seu texto é muito pertinente para os dias atuais. Em um mundo cada vez mais multimodal, como você mesma aponta em suas Considerações Finais “a multimodalidade tem sido pouco trabalhada nas escolas e estas não têm fornecido aos alunos condições de atribuir significado às representações com que tomam contato em seu cotidiano”. A partir disso, amplia-se o abismo entre escola e sociedade, o que torna a primeira desinteressante e desmotivante ao aluno. Seu trabalho valorize muito mais que o texto verbal e abre espaço para a leitura de imagens, sinais, gráficos, por exemplo. Isso me lembra o letramento visual tão necessário em dias atuais. Normalmente, entendemos as imagens como meros acessórios, mas elas são muito mais que isso e precisam ocupar seu protagonismo na interpretação textual.
    Obrigada por compartilhar seus achados conosco,
    Patrícia

  4. Olá!
    O que tenho visto nos livros didáticos de Língua Portuguesa mais recentes é que a multimodalidade está cada vez mais presente. Tenho trabalhado, através dos livros didáticos, gêneros variados desde pinturas a anúncios com os oitavos e nonos anos faz algum tempo e o que ouço muitos alunos dizerem é que esses gêneros não são textos ou que toda a interpretação em torno disso parece “meio louca”. É interessante e incômodo como eles se envolvem e ao mesmo tempo estranham esse tipo de interpretação, às vezes por dificuldade mesmo em interpretar. O que me preocupa mais, no entanto, é a recusa de professores desatualizados em aceitar o novo, em inserir nas suas aulas o que realmente interessa para os seus alunos. Tenho observado colegas focando ainda em verbos e suas conjugações, enquanto poderiam se aprimorar e focar em multimodalidades, produções e conteúdos que ensinam ao mesmo tempo em que são atrativos.

    • Oi, Fabiana! Realmente, ainda que seja o suficiente, os livros didáticos recentes têm contemplado mais os textos multimodais e, ainda que os livros não trabalhassem a multimodalidade, o professor poderia se servir de outros recursos para fazê-lo. Como você mesmo aponta, a questão é a mudança de mentalidade, pois muitos professores, assim como os sujeitos da minha pesquisa, entendem o texto apenas como o verbal e as imagens apenas como recursos ilustrativos. Portanto, acredito que essa mudança deve começar na formação do professor e que este tenha cursos de formação continuada para que perceba as reais demandas do mundo e necessidades dos alunos.

  5. Obrigada por suas considerações, Patrícia!
    O trabalho voltado para o letramento verbo-visual é fundamental para que os alunos desenvolvam habilidades de leitura e de escrita capazes de atender as demandas do mundo contemporâeno multiletrado, dominado pelas novas tecnologias, em que circulam textos cada vez mais multimodais.
    Abraço!

  6. Boa tarde, Cláudia! Excelente a reflexão proporcionada pelos dados fornecidos pela sua pesquisa. Realmente, a escola precisa mudar o trabalho com a produção de texto, diria até “modernizar” para acompanhar a multiplicidade de textos a que os alunos estão expostos e então proporcionar-lhes condições de atuarem como produtores de textos conscientes. Parabéns e sucesso!

    • Obrigada, Desirê!
      Realmente as escolas precisam estar atentas aos textos que os alunos têm acesso fora dela para então proporcionar-lhes condições de interagir com os mesmos.

  7. Excelente a reflexão proporcionada pelos dados de sua pesquisa. A escola precisa mudar o trabalho com a produção de textos, diria “modernizá-lo” para acompanhar a multiplicidade de textos a que os alunos estão expostos e então dar-lhes condições de se tornarem produtores de textos conscientes e competentes,

  8. Cláudia, boa tarde!
    Parabéns pela clareza e concisão da proposta. Suas ideias me levam a refletir sobre a variedade de suportes textuais tecnológicos recorrentes nos livros didáticos de língua portuguesa e que muitas vezes são vistos como entraves aos professores. Alguns suportes aparecem como meros pretextos para se dizer que as tecnologias estão presentes nas escolas e nas aulas. Fico feliz com pesquisas como a que você nos apresenta, pois sinaliza que há alguém pensando estratégias para que o uso da TICS sejam de fato relevantes e representativas nas escolas. Obrigado.

    • Sim… Substituir o giz pelas novas tecnologias não significa que se está trabalhando na perspectiva de preparar os alunos para as necessidades da sociedade atual tecnologizada. Para tanto, é preciso que eles sejam instruídos a lidarem de forma produtiva com essa tecnologia. As escolas precisam tornar os materiais tecnológicos acessíveis aos alunos. Não só ensinar a usar as tecnologias, mas direcionar os alunos para criar estratégias de acesso às informações e condições de darem sentido a elas. Deve-se levar o aluno a refletir e compreender a intenção da combinação de linguagens uma vez que isso lhe oportuniza maiores condições de acesso e participação no mundo globalizado.

  9. Olá, Cláudia!
    Muito pertinentes as suas reflexões e conclusões!
    Pensar o processo de leitura como algo muito maior do que a simples decodificação de textos escritos e analisar a leitura de nossos alunos para além do texto escrito é descortinar os horizontes da escola para a realidade que a cerca. Admitir que não mais aprendemos somente por meio de uma forma de veiculação de informações é ampliar o próprio ponto de vista do aluno e oferecer-lhe a oportunidade de se tornar aquilo que somos incumbidos de fazer: torná-lo, muito mais que alfabetizado, um indivíduo letrado. E isso implica trabalho árduo sim, mas altamente eficaz para ele e para toda a sociedade. Parabéns por ampliar nossas ferramentas de educação!

    • Obrigada, Suely!
      Também acredito que fornecer ao aluno o letramento verbo-visual é um compromisso que devemos assumir diante dos textos cada vez mais multimodais que circulam atualmente. Isso impactará positivamente o desempenho dele, sua ação na sociedade e, consequentemente, todo o processo de ensino e de aprendizagem.

  10. Olá!

    Inicialmente gostaria de parabenizar a autora pela pesquisa. É sempre muito bom casar as atividades de ensino com a pesquisa. Eu gostaria de saber em que momento na sua sala de aula você multimodaliza a produção textual dos alunos e de que forma você avalia a questão escrita? Grande abraço

    • Obrigada, Bruno!
      Como prática de escrita multimodal, trabalho muito de forma interdisciplinar com os professores de História, Geografia e Ciências em que produzimos gêneros como gráficos, infográficos, esquemas, produção de jornal mural que, consequentemente, exige dos alunos a produção de textos em que articulem as multimodalidades. A avaliação se dá primeiramente pelos próprios alunos por meio de uma lista de verificações adequada a cada gênero em questão. Feitas as adequações, os alunos apresentam uma segunda versão, que normalmente é projetada na sala e avaliada por toda a turma, segundo os critérios estabelecidos na lista de verificação. Por fim, se necessário, faço as intervenções através de conversas com os alunos ou por meio de bilhetes e os alunos entregam uma terceira versão do texto. Espero ter respondido suas perguntas. Se não, estou à disposição para maiores esclarecimentos. Obrigada!

  11. Boa noite!
    Realmente, Cláudia, precisamos incluir em nossas práticas de ensino atividades que levem em consideração as diversas linguagens presentes em um texto. Só assim estaremos contribuindo para a formação de leitores proficientes, que precisam desenvolver habilidades para atribuírem significado aos textos multimodais que circulam na atualidade. E os dados do questionário inicial revelam a pertinência da sua excelente proposta. Parabéns pelo trabalho! Abraços.

    • Obrigada, Flávia!
      Creio que, por meio de um trabalho sistematizado, com foco no desenvolvimento das habilidades necessárias aos alunos para compreensão de textos multimodais, é possível promover o letramento verbo-visual dos mesmos tão necessário no mundo contemporâneo. Por isso, as práticas de ensino devem contemplar as demandas de leitura e escrita da era digital e levem os alunos a atentarem para as diferentes linguagens presentes em um texto, impresso ou digital.

  12. Cláudia, boa noite!
    Parabéns pelo artigo, você fez um excelente trabalho, muito claro e objetivo.
    Precisamos modernizar e diversificar o trabalho em sala de aula. As diferentes formas de comunicação podem influenciar no processo de ensino aprendizagem, a partir do momento que o sujeito, é convidado a participar de processos formativos, não apenas de treinamentos. Ou seja, uma relação humanizada e construtiva com o saber, é tornarem-se produtores e transformadores do conhecimento no qual adquiriram, pois, as mensagens captadas pelo sujeito tendem a interferir na sua conduta.
    É a cultura associada às tecnologias digitais, as mídias interativas, e o professor como mediador que cria esta nova relação. E as crianças e os jovens da atualidade têm muita facilidade em se adaptar e interagir com a Multimodalidade.

    • Obrigada, Rosilene!
      Concordo com você. É o professor que deve agir como mediador entre o aluno e e as novas demandas na área da comunicação advindas das novas tecnologias. Como digo, não é porque essa geração de alunos cresceu na era digital que eles desenvolverão sozinhos as habilidades necessárias para lidar com os textos multimodais que circulam na sociedade.
      Abraço!

  13. Olá, Cláudia! Seu trabalho tem muitos pontos em comum com a minha pesquisa de mestrado. Como você, vejo precariedade na leitura do texto não-verbal tanto na escola quanto fora dela. É muito importante que a escola não ignore as multissemioses em um mundo que se comunica de forma cada vez mais multimodal. Como você diz em seu artigo, “Não é porque os alunos têm contato a todo momento com textos multimodais que eles desenvolverão sozinhos habilidades para
    compreendê-los em seu sentido global.” Você ainda vai além da leitura e propõe a produção do texto verbo-visual. Parabéns pela iniciativa! Sucesso em seu trabalho!

    • Que bom, Bianca! Realmente os alunos têm muitas muitas dificuldades em atribuir significado aos textos multimodais, pois, para a maioria, o não verbal é apenas “enfeite” do verbal. Isso é preocupante, pois mostra que os alunos reproduzem a cultura escolar em que o texto verbal ocupa lugar privilegiado. Portanto, a mudança deve comecar nas práticas de ensino. Por isso, fico muito feliz em saber de propostas voltadas para o letramento visual dos alunos como as nossas. Abraços!

  14. Olá Cláudia,
    Os textos multimodais proporcionam ao leitor interação com as modalidades semióticas e requerem uma capacidade de conhecimento para compreender os vários códigos. Por isso, a importância das escolas prepararem os alunos para a compreensão desses textos. Desenvolver o letramento verbal e não verbal é realmente fundamental para a formação de leitores e produtores de textos multimodais na era digital. Parabéns pelo seu trabalho!

  15. Obrigada, Kátia!
    Os textos contemporâneos colocam novos desafios tanto para os alunos quanto para os professores. Estes precisam ensinar àqueles a integrar linguagens para que possam compreender as informações que lhes são apesentadas e, assim, construírem o sentido global dos textos.

  16. Olá, Cláudia, parabéns pelo trabalho. Sua experiência é um exemplo de como é preciso avançar nas práticas de ensino considerando as multimodalidades. Parabéns pelo desafio e por mostrar que isso é possível!

    • Obrigada, Elaine! É um processo muito trabalhoso , mas é possível sim. Nós professores precisamos estar atentos às reais necessidades dos nossos alunos direcionar nosso trabalho para atendê-las.
      Abraços!

  17. Cláudia, parabéns! Excelente trabalho!
    Você faz apontamentos que também muito me preocupam e não tem “papas na língua” ao dizer que ” o aluno reproduz a cultura escolar aprendida” e que, sim, “são as escolas que devem dar aos educandos a chance de se tornarem sujeitos leitores e produtores de textos multimodais dos diversos gêneros com que se deparam no cotidiano”. Onde se lê as escolas, leia-se professores.
    Infelizmente, muitos professores usam a tecnologia como “bengala” ou simplesmente pensam que, pelo fato de os alunos estarem imersos na cibercultura, eles dominam tudo o que nela está.
    Sua pesquisa foi maravilhosa para reforçar a necessidade de se repensar e de se mudar as práticas de ensino, para que os alunos vivam (e não sobrevivam a) a era digital, como sujeitos, em sua extensão máxima.

    • Obrigada, Milena!
      Sim… a escola é uma metonímia para professores. Cabe a nós termos sempre um olhar voltado para a comundade em que atuamos, para as reais necessidades de nossos alunos e direcionarmos nossas práticas de ensino para supri-las. O letramento digital é fundamental nos dias de hoje e é papel de todos os professores, de todas as áreas, proporcioná-lo ao aluno.

  18. Boa noite, Cláudia!
    Como é importante o trabalho que você propõe! Favorecer o letramento verbo-visual é indispensável nas práticas pedagógicas atuais, pois estamos cada vez mais cercados de textos que ultrapassam as fronteiras do tradicional, no trabalho com as habilidades linguístico-discursivas. Meus parabéns pela excelente proposta! Muito sucesso! Abraço!

    • Obrigada, Márcia!
      Favorecer o letramento verbo-visual dos alunos é meu objetivo, pois acredito que
      os letramentos multissemióticos estão entre as principais necessidades atuais relacionadas à cidadania.
      Abraços!

  19. Olá, Cláudia!

    Bom trabalho! Essa discussão sobre a multimodalidade dos textos é muito pertinente.

    Gostaria de compartilhar uma percepção e de pedir sua opinião sobre: atualmente, há uma quantidade imensa de memes circulando nas redes sociais com uma imagem imensa e um texto que, além de curto, muitas vezes ainda contém erros grosseiros de grafia. Não seria esse um exemplo de que a “ordem” de importância dos textos estaria, em alguns casos ou em algum nível, se alterando?

    Pergunto isso pois vi que no texto você afirma que os alunos veem as imagens apenas como complemento da parte escrita. E eu, que também sou professor, concordo que no meio escolar eles pensem assim. Porém, me parece que fora do ambiente escolar eles conseguem fazer essa troca entre o que seria pilar e o que seria complemento em um texto. Como você interpreta essa questão?

    Abraço!
    Sergio

    • Oi, Sérgio! obrigada por suas considerações e compartilhamento.
      Os memes, assim como outros gêneros, o publicitário por exemplo, exploram bem mais o imagético, o gestual, o sonoro que o verbal. Como disse, os textos que circulam atualmente, estão cada vez mais multimodais e os alunos têm contato com eles principalmente fora da escola. Esta, porém, conforme pontuo no artigo, continua focada no verbal e não prepara os alunos para “lerem” esses textos com que se deparam no cotidiano deles.
      No caso específico dos memes, não vejo o verbal como complemento da imagem (o pilar). Embora esta ocupe um maior espaço, o verbal, ainda que conciso, é fundamental para a construção do sentido global do texto.
      Fora das escolas, acredito que, os alunos têm uma boa compreensão dos gêneros com os quais têm mais familiaridade (memes, propagandas, tirinhas). Entretando, não acredito que seja um processo consciente, feito de forma crítica, em que avaliam o contexto de produção, circulação e recepção do texto, o modo como as linguagens foram articuladas para cumprir a vontade enunciativa, o porquê da opção por uma ou outra lingagem. Então acredito que cabe a nós professores desenvolvermos essa percepção crítica nos nossos alunos.
      Espero ter contribuído para elucidar suas questões, Sérgio. Do contrário, estou à disposição.
      Abraços!

  20. Excelente trabalho, Cláudia! Proporcionar os multiletramentos é uma tarefa que não pode mais ficar fora da sala de aula, mas ainda se constitui um desafio para muitos professores.

    • É muito desafiadora uma pedagogia voltada para os multiletramentos realmente, mas nós professores não podemos mais nos eximir dessa responsabilidade.
      Obrigada, Luciana!

  21. Oi, Claúdia, muito boa a discussão proposta por você! Com os avanços da TDIC, a sociedade contemporânea tornou-se digital, professores e alunos vivenciam as redes sociais, as cidades, os programas de TV perpassados por textos multimodais e essa vivência se dá sem maiores problemas, ou seja, nossos alunos parecem conviver bem com os textos multimodais fora da escola. Contudo, no ambiente, escolar, pelos resultados apresentados em sua pesquisa, o aluno compreende que texto é apenas aquele escrito com palavras e não com imagens ou sons e imagens; enfim, cabe a escola e ao professor trazerem para o cotidiano da escola textos multimodais a serem trabalhados de modo que se sintam capazes de compreendê-los e produzi-los sem dificuldades. Grata pela partilha! Abraços!!!

    • Muito obrigada, Jaiza!
      Acredito que nós professores precisamos estar atentos às necessidades dos nossos alunos para que nossas práticas de ensino não se tornem algo distante da realidade deles e, consequntemente, a aprendizagem se torne desestimulante para eles.

  22. Ei Cláudia! Parabéns pelo artigo!

    O trabalho com gêneros textuais em sala de aula é fundamental como nos lembra Marcuschi e como preconizam os PCN.

    Se lhe interessar, também estou na programação com o artigo “Entre Haters e Trolls: O discurso do ódio e banalidade do mal – Discursos sobre adolescentes infames no Facebook”.

    http://ueadsl.textolivre.pro.br/blog/?p=8269

    Abraço!

    Leles Gomes

    • Obrigada!
      O PCN, Marcuschi bem como os demais adeptos do sociointeracionismo discursivo defendem o trabalho com a língua a partir do gênero, pois é no texto que a língua se concretiza.
      Lerei seu artigo com prazer.
      Abraços!

  23. Cláudia, excelente trabalho. Precisamos repensar o trabalho com os gêneros textuais, só o livro didático não dá conta da formação de um sujeito letrado no mundo de hoje. Precisamos ir além dos muros da escola. Obrigada por compartilhar suas reflexões. Abraços!!!

    • Obrigada, Silvana! Realmente, o livro didático, ainda que tenha um grande repertório de gêneros e, ultimamente, tenha dado uma atenção ainda que incipiente para a multimodalidade, não dá conta da formação do sujeito leitor e produtor de textos tal qual a sociedade moderna requer. O letramento digital deve então ser introduzido nas salas de aula por outros meios para fornecer aos nossos alunos uma formação adequada às demandas contemporâneas.

  24. Cláudia, gostei muito do seu artigo. A capacidade de leitura de textos multimodais é um problema também no ensino superior.Os alunos apresentam muita dificuldade na ” leitura ” de imagens por exemplo de estruturas biológicas ou mesmo um gráfico. Achei muito interessante a aplicação da atividade de diagnóstico, a construção do infográfico é complexa mesmo. Há dois semestres trabalho com o uso do infográfico na disciplina de bioestatística e os alunos relatam que não é fácil organizar textos e as imagens( gráficos e tabelas). Espero que sua pesquisa possa trazer mais contribuições para essa questão do leitura dos textos multimodais.

    • Obrigada, Ana Paula! O ensino de leitura e produção de textos que envolvem imagens bem como das demais modalidades linguísticas é uma fundamental e deve começar desde os anos iniciais. Infelizmente, isso ainda é feito de forma bem incipiente. Daí o fato de muitas pessoas chegarem ao ensino superior sem as habilidades necessárias para leitura e produção de textos multimodais. Também espero contribuir com essa questão, pois, em uma sociedade como a nossa, em que as informações nos chegam por meio de diversos suportes e por meio de diversas linguagens, já não se pode mais negar o letramento visual e digital aos nossos alunos.

  25. Boa Noite Cláudia Rodrigues,
    Gostei muito do seu texto, tenho percebido que os alunos cada vez mais ávidos por serem construtores do seus conhecimentos através de uma maior prática que pode ser desenvolvida por técnicas diferentes, multimodais. A imagem, som, troca de informação, rede é um grande atrativos para os alunos. Espero que dê continuidade a pesquisa e lhe traga muitos frutos.

    • Obrigada, Leila! Tenho obtido resultados bem satisfatórios e realmente os alunos se interessam bem mais quando lhes são propostas atividades relacionadas às necessidades cotidianas deles, em que se sentem sujeitos de sua escrita e, assim, a aprendizagem se torna significativa para eles.

  26. Oi Claudia.
    Parabéns pelo belo artigo.
    Suas considerações são muito relevantes para o professor de língua materna. A leitura e a escrita são cruciais para o desenvolvimento de todos, não só para a escola.
    Abç.
    Cris

    • Obrigada, Cristiane. Realmente a leitura e a escrita impactam toda a vida de uma sociedade. Por isso a importância de refletirmos sobre as necessidades das comunidades em que atuamos e direcionarmos nossas práticas para atendê-las.
      Abraços!

  27. Olá, Cláudia!
    Um dos artigos mais interessantes que li aqui neste congresso. É muito comum ver trabalhos que contemplam a leitura de textos multimodais, mas que deixam de lado a produção, visto sua complexidade e recursos envolvidos. Entretanto, é preciso ter em vista que foi-se a época da exclusividade grafocêntrica. Hoje em dia, os nossos alunos, enquanto cidadãos estão imersos em uma cultura multimodal. Com isso eles se deparam o tempo todo com a necessidade de produzir textos que ultrapassam o a dimensão do verbal, agregando fotos, ilustrações, gráficos, etc. Afinal, tudo é linguagem! E qual outra melhor oportunidade de trabalhar múltiplas linguagens senão na aula de português?
    Parabéns pela iniciativa e sucesso!
    Abraços!
    Camila

    • Muito obrigada, Camila!
      No âmbito da visão sociointeracionista da língua, a leitura e escrita encontram-se cada vez mais imbricadas e são fundamentais para a formação de um leitor produtor enquanto sujeito social capaz de se posicionar a interferir no meio em que vive. Assim, são mecanismos importantes para a formação da cidadania. Em uma sociedade cada vez mais tecnologizada, é fundamental pensar esses dois processos de modo que se possa contemplar a multiplicidade de semioses que se fazem presentes nos textos com que nossos alunos têm contato no cotidiano deles e prepará-los para interagir com eles e produzi-los de forma satisfatória.
      Agradeço muito suas considerações!
      Abraços!

  28. Boa noite.
    A leitura e a produção de texto que conjugam linguagem verbal e não verbal são importantes recursos para o desenvolvimento do aluno. Trabalhei com infográfico em minha turma do 9º ano e também tive dificuldades durante o desenvolvimento das atividades. Então, levei-os ao laboratório de informatica e deixei que eles buscassem infográficos de interesse deles. A partir dessa atividade, eles se interessaram mais, pois analisaram textos que eles queriam.
    Gostei muito do artigo. Excelente tema! Parabéns!

    Abraços,

    Mariângela

    • Obrigada por suas considerações e compartilhamento, Mariângela! É muito bom saber que há colegas trabalhando nesse sentido. Criar estratégias como você fez, conduzir o processo de aprendizagem dando liberdade aos alunos, é fundamental para que eles possam se interessar e desenvolver as habilidades necessárias à compreensão deste e de qualquer outro gênero.
      Abraços!

  29. Olá Cláudia. Primeiro, quero te parabenizar pelo texto. O que eu percebo é que o trabalho com imagens geralmente é muito incentivado com as crianças. Nos primeiros anos escolares, os textos e livros são ricamente ilustrados, mas com o passar dos anos, tornam-se basicamente só escritos e as imagens que aparecem servem apenas para complementar esses textos, como por exemplo, mapas e diagramas. Enquanto que fora da escola, há uma predominância de textos em que há um diálogo dos textos escritos com imagens, sons e outros recursos. E nem por isso, os textos multimodais são ensinados e produzidos na escola, mesmo diante de sua importante presença dentro da sociedade. Acho interessante ressaltar aqui, o trabalho de Kress e Van Leeuwen, no desenvolvimento da Gramática do Design Visual, que trata do estudo de imagens, trazendo uma abordagem social. É uma gramática que tem uma abrangência geral de design visual contemporâneo nas culturas ocidentais e auxilia muito na interpretação de textos multimodais.

  30. Parabéns pelo trabalho, Cláudia!
    Tenho grande interesse pela multimodalidade e acho que essa noção ampliada de texto é de fundamental importância em todas as áreas do conhecimento. Eu trabalho no campo da Educação em Ciências e o texto científico também articula o modo verbal e as imagens. Por isso, fiquei feliz em ler nos comentários anteriores sobre o seu trabalho interdisciplinar.
    Abraço,
    Vanessa