Whatsapp como possibilidade de ferramenta na aprendizagem colaborativa

O estudo apresenta o Whatsapp como possibilidade para comunidade de prática. Serão analisadas respostas utilizando Analise Textual Discursiva sobre: ?Que informações você acha que poderiam ser compartilhadas pelo WhatsApp que contribuiriam com sua formação como professor? ?. Objetiva-se ampliar as reflexões sobre esse aplicativo como ferramenta para comunidade de prática.
Autores: Mônica da Silva Gallon
Luciana Richter

Leia o ARTIGO COMPLETO aqui
Este artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2016.2

68 thoughts on “Whatsapp como possibilidade de ferramenta na aprendizagem colaborativa

  1. O artigo é importante a partir do momento em que a maioria dos alunos (e professores) tem acesso ao Whatsapp. Em algumas salas de aula são criados grupos das turmas em que, inclusive, o professor pode estar no meio.

    Atualmente dou aulas na EJA e a maioria dos alunos possuem o Whatsapp. Me identifiquei com o artigo a partir do momento em que este representa uma continuidade dos estudos feitos em sala de aula. Além de informes de eventos e reuniões dentro e ao redor da instituição, o Whatsapp serve também para tira-dúvidas rápidas, relacionadas não somente ao conteúdo proposto (como “professor, como faço esta questão?”) mas também assuntos genéricos (do tipo, “Quando será a próxima noite cultural?”).

    Além do mais, observa-se o uso do Whatsapp para a marcação de encontros fora do horário de aula (como em uma praça ou até mesmo dentro da própria instituição para fins de reforço escolar em horários extra classe).

    É de fundamental importância compreender e aplicar novas formas de uso do Whatsapp de modo a estabelecer limites e usos que inovem o ensino-aprendizagem em sala de aula.

    • Boa noite,
      Sem dúvidas, o aplicativo apresenta potencial para auxiliar não somente os professores em sua aprendizagem colaborativa, mas também como forma de dar continuidade as tarefas realizadas em sala de aula, estabelecendo um vínculo entre o professor e a turma. Porém, tratando-se de um movimento para “além” da escola, limites e combinações são necessárias, tais como horários e o tratamento de assuntos pertinentes ao grupo participante.
      Obrigada pelas contribuições!

  2. Da mesma forma que o colega Marcelo Pereira Rizzi, também me identifiquei com o o artigo, na medida em que, atualmente, o WhatsApp é uma importante ferramenta para o aprendizado, ampliando os mecanismos de divulgação de conhecimento, aproximando os professores dos alunos. Contudo, como bem salientado na conclusão do artigo, é preciso ter cautela com o uso dessa ferramenta, tanto em função de tempo/horário, quanto em função dos temas postos em debate. Ao meu ver, um dos problemas do uso dessa ferramenta é a facilidade com que alguns usuários extrapolam os temas em discussão, trazendo questões que não dizem respeito ao que está em debate. Nesses casos, é importante a intervenção do professor/coordenador do grupo, para que haja foco e objetividade dos participantes. Além disso, é preciso cuidado com comentários desabonadores a terceiros, que podem implicar a responsabilidade legal dos participantes. Uma simples omissão quanto a tais comentários, a depender da situação, pode ser interpretada como anuência/adesão, o que pode trazer problemas. Sob essa ótica, o uso da ferramenta deve-se dar de forma criteriosa, a fim de que cumpra o propósito de, efetivamente, contribuir para o ensino e o aprendizado, sem comprometer os usuários.

    • Boa noite,
      Concordo com suas colocações, principalmente quanto ao uso criterioso.
      Diferentemente de outras formas de interação já conhecidas, como os fóruns de discussão, o WhatsApp traz a praticidade da mensagem instantânea, o que apresenta benefícios, como também, problemas, pois, muitas vezes o usuário não reflete sobre o que está postando, “economizando” nas palavras.
      Acredito que é importante que haja um acordo entre os participantes do grupo, concordando sobre o assunto a ser debatido e que algumas pessoas sejam responsáveis por trazer o “foco” ao grupo, sempre que houver fuga do tema, atuando como mediadores.
      Agradeço as contribuições!

  3. Olá! Gostaria de saber se em algum momento da pesquisa se pensou em existir uma forma de os alunos interagirem diretamente com os professores se utilizando do aplicativo Whats App, acelerando assim a velocidade das trocas de informações e de esclarecimento de dúvidas acerca das matérias ministradas em sala de aula?

    • Bom dia. Existem trabalhos que relatam esse compartilhamento entre professores e estudantes. O foco da nossa pesquisa, especificamente, foicompreender se o Whatsapp poderia servir como uma ferramenta que possa contribuir de alguma forma no processo formativo do professor. Trocando informações referentes a cursos, artigos, materiais, videos e mesmo registros de atividades realizadas durante as aulas na escola.
      Com foco específico na escola onde foi realizada a coleta de dados, o acesso a internet é limitado, inclusive o sinal de telefonia é bastante ruim, portanto 3G e 4G muitas vezes não funcionam e a escola não possui WiFi. Nesse sentido, um trabalho focando no estudante, neste ambiente, seria complicado.

  4. Olá! Gostaria de entender melhor o que significa dizer que alguns professores já se utilizam do Whats App como um trabalho continuado ao já realizado em ensino presencial.

    • “A utilização do app relacionada à educação vem surgindo de forma crescente,
      porém, os estudos, no geral, abordam experiências de professores com a utilização do aplicativo como um trabalho continuado ao já realizado no ensino presencial.”

      No contexto dessa frase, fazemos referência aos inúmeros trabalhos que localizamos em nossa revisão relacionando o uso do aplicativo às práticas realizadas pelos professores com suas turmas. Encontramos trabalhos realizados em diferentes contextos educativos: Educação Básica (Ensino Médio), Ensino Superior, e cursos de pós-graduação. Assim como também registramos a experiência em diferentes disciplinas e, inclusive em trabalhos propostos por dois ou mais professores, demonstrando o uso do app como auxiliar no trabalho interdisciplinar.
      Nesse sentido, o uso do aplicativo se mostra como uma continuação ao trabalho realizado pelo professor no ensino presencial, servindo como apoio para algum projeto ou mesmo como “reforço” de determinado conteúdo.

      Fico à disposição para novos esclarecimentos.

  5. Da mesma forma que o colega Marcelo Pereira Rizzi, também me identifiquei com o artigo, na medida em que o WhatsApp é uma ferramenta interessante na divulgação do conhecimento, contribuindo para o ensino e o aprendizado. Contudo, como bem salientado na conclusão do artigo, é preciso ter cautela no uso da ferramenta, em especial, no tocante ao tempo/horário e também no se que se refere aos temas em discussão. É comum que as reflexões e os arquivos postados extrapolem os temas propostos para debate, o que requer a pronta intervenção do professor/coordenador do grupo, para manter o foco e a objetividade das discussões. Não raras as vezes, determinado participante aproveita esse meio de comunicação para fazer comentários desabonadores a terceiros que em nada se relacionam com o propósito do grupo, sendo que a simples omissão dos demais participantes, no sentido de refutar tais comentários, a depender da situação, pode implicar responsabilidade legal. Sob essa ótica, é preciso cuidado no uso da ferramenta, para que, ao invés de contribuir para o propósito educacional, traga prejuízos aos usuários.

    • Bom dia,
      Acredito ter respondido às suas colocações no comentário acima. Agradeço mais uma vez suas contribuições! 🙂

  6. Boa tarde, pessoal!
    Qualquer ferramenta utilizada pelo ser humano que permita uma interação tão rápida como o whatsapp tem seus altos e baixos… isso podemos perceber até mesmos em grupos familiares que ora se estendem em assuntos de interesse de apenas uma parte do grupo, ora adentram em discussões que não se esgotam graças a opiniões divergentes, dentre outras coisas mais. E aí entra a relação de amor e ódio pelo aplicativo… quem nunca se deparou com a vontade de sair de um grupo? Chaves chama a atenção sobre seu uso no comentário acima; no entanto, sua utilização já se instalou na vida de todos nós e não podemos ignorar esse aplicativo. O importante é saber como ponderar seu uso como recurso educacional. Vamos estabelecer normas? De que forma será a interação? Ou a maturidade do professor será capaz de contornar possíveis problemas? Afinal, grande parte do que nos faz crescer é o que nos desestrutura… Fica aqui uma reflexão!!

    • Bom dia, Josiane.
      Concordo com suas colocações. Impossível ignorar a presença do Smartphone em nossas vidas, bem como os aplicativos e suas inúmeras funções. O WhatsApp permite uma interação entre os participantes de grupo de uma forma não vista em outros grupos, tais como os fóruns de discussão, com recebimentos de mensagens por e-mail. É automático, rápido, permitindo o compartilhamento de arquivos e encaminhamento de imagens e outros arquivos. Dentre essas qualidades, percebemos que o fato de ser rápido pode ser uma desvantagem, pois alguns usuários pensam que todos os participantes interagem com o aplicativo com igual intensidade. Outro fator que pode dificultar é o meio de acesso dos participantes à internet. Alguns usuários possuem um acesso restrito às redes Wi-Fi, portanto não há como penalizá-los pela baixa participação caso estejam em locais que não permitam esse acesso
      Assim como dito em seus comentários, penso que é importante quando em comum acordo dos participantes de um grupo, com objetivos claros de aprender de maneira horizontal, o estabelecimento de regras, incluindo alguns integrantes do papel da mediação, instigando novos questionamentos e orientando ao foco central da discussão.
      Agradeço suas contribuições! 🙂

  7. Parabéns pelas reflexões que tocam em pontos importantes.
    Creio ser essencial, ao estabelecermos comunidades práticas com o aplicativo Whatsapp, estabelecermos alguns limites: o que pode e deve ser postado, se o professor deve responder nos finais de semana (domingo à noite, por exemplo), entre outros. Como é afirmado, “cautela” é necessária, pois o “app, diferentemente de outros recursos, está presente
    na vida dos usuários de forma constante por meio do smartphone, devendo ser
    respeitados limites de tempo de cada participante, de forma a não se tornar invasivo
    ou prejudicial. Também é preciso ter foco e objetividade, já que se torna muito fácil o
    compartilhamento de outros arquivos não compatíveis com o tema proposto pelo
    grupo.”
    Gostei das reflexões 🙂

    • Agradeço os comentários.
      O WhatsApp é um aplicativo que apresenta grande potencial, visto que a cada dia novos recursos são adicionados e o Smartphone é um equipamento presente na vida tantos dos professores quanto dos alunos. Ignorar sua presença ou deixá-lo de utilizar com funções pedagógicas é ignorar o que de bom podemos extrair dessa tecnologia.
      Porém, justamente pela sua presença constante em nossa vida, é preciso “aprender” a respeitas limites, como horários, publicações não pertinentes com o grupo. Um dos membros (ou vários) assumir o papel na moderação e lembrar de algumas regras estabelecidas é importante para que se delimite esse espaço, mantendo o foco, respeito e pertinência das postagens a proposta do grupo.
      Por ser uma tecnologia relativamente recente, aprender e criar em conjunto essas normativas são importantes para o bom trabalho coletivo.

  8. Parabéns pelas reflexões que tocam em pontos importantes.
    Creio ser essencial, ao estabelecermos comunidades práticas com o aplicativo Whatsapp, estabelecermos alguns limites: o que pode e deve ser postado, se o professor deve responder nos finais de semana (domingo à noite, por exemplo), entre outros. Como é afirmado, “cautela” é necessária, pois o “app, diferentemente de outros recursos, está presente
    na vida dos usuários de forma constante por meio do smartphone, devendo ser
    respeitados limites de tempo de cada participante, de forma a não se tornar invasivo
    ou prejudicial. Também é preciso ter foco e objetividade, já que se torna muito fácil o
    compartilhamento de outros arquivos não compatíveis com o tema proposto pelo
    grupo.”
    Gostei 🙂

  9. Olá meninas!

    Sem sombra de dúvida o artigo de vocês é de grande relevância para a comunidade acadêmica e para a comunidade em geral. Vocês levam a temática da utilização do Whatsapp a uma reflexão bastante interessante!
    Percebo que muitos professores utilizam o aplicativo em sua vida cotidiana mas por inúmeros motivos o restringem a prática pedagógica. Muitos grupos de estudantes de licenciatura e de professores são formados no Whatsapp mas poucas são as informações trocadas que contribuem para a formação continuada. Alguns ainda “arriscam” fazer uso dele como uma ferramenta didática com os alunos mas pouco trocam essas experiências com seus pares.
    Acredito que o artigo de vocês traz uma ótima forma de fazer com que os professores também façam uso dele com outros fins além de puro entretenimento ou um espaço para lembretes e recados.
    A falta de tempo dos docentes para fazerem cursos de aperfeiçoamento muitas das vezes compromete a qualidade do ensino mas todo mundo tem uns minutinhos para dar uma visualizada no celular quando ouvem o tradicional barulhinho do “Zap zap”. Acho que essa é uma valiosa ferramenta para se dar início a uma nova forma de ensinar e aprender e de fazer educação com qualidade sem ser chato ou cansativo.
    Espero que essa pesquisa possa criar novos hábitos visto que os professores percebem o aplicativo como um benefício em suas carreiras.

    • bom dia, Loyane
      Agradeço suas observações.
      Assim como qualquer material utilizado como uma ferramenta no ensino e aprendizagem precisa de orientações quanto a sua utilização, o WhatsApp não é diferente. Mesmo sendo um aplicativo amplamente utilizado, a forma como o professor vai empregar na sua aula, precisa ser explicada. Deve-se também ter o cuidado, elaborando-se regras para essa utilização, que respeitem horários, limitações quanto ao acesso (como já respondi em outro questionamento, nem todos tem o mesmo tipo de acesso à internet) e também as opiniões e formas de participação de todos os integrantes do grupo. Esses “acordos” precisam ser conversados em grupo, pois o fato de utilizar o app no cotidiano não significa que todos o façam de igual maneira.
      Esse diálogo entre participantes também vale se o grupo for de professores, com o objetivo de aprender de forma colaborativa. É importante ressaltar que o foco do grupo e conversas que fujam à proposta devem ser conduzidas de forma individual ou de outra maneira.
      Como você disse, a falta de tempo dos professores, muitas vezes o impossibilita de realizar cursos de aperfeiçoamentos. A utilização do aplicativo de forma alguma substitui a realização de outras atividades formativas, porém, pensamos que possa contribuir e instigar o docente à reflexões sobre determinados assuntos, por meio da participação e interação com outros participantes e com o compartilhamento de alguns materiais que podem ser lidos no próprio Smartphone.
      Negar as facilidades do aplicativo ou limitar seu uso a fins recreativos é não utiliza-lo em seu potencial. Porém, refletir sobre seu uso e suas limitações é necessário, para que se torne um aliado e não um obstaculo à aprendizagem.
      Obrigada novamente por suas contribuições! 🙂

  10. Prezadas autoras, parabéns pelo estudo! As questões levantadas sobre os benefícios da utilização dessa estratégia educativa são pertinentes para o desenvolvimento de novas pesquisas.

  11. Estou aqui pensando a respeito desse uso do WhatsApp para a promoção do conhecimento. Corroborando com os comentários acima, trago uma experiência. Tenho um grupo do WhatsApp de um grupo de estudos linguísticos e embora surjam assuntos relacionados a problemas de nossa comunidade, o mais interessante é o poder de divulgação de cursos, trabalhos publicados que são interessantes, discussões a respeito de temas de interesse comum, incluindo discussões gramaticais… sim, até isso… regras gramaticais… algumas dúvidas que surgem sobre o uso de algum verbo ou mesmo uma palavra… hífen, então, nem se fala. Aí eu me pergunto? Se dá certo com professores, por que não com nossos alunos? Tudo tem seus altos e baixos, como já disse em um outro comentário… o que importa são os rumos que damos aos nossos interesses. Parabéns pelo trabalho de vocês!!!!

    • Bom dia,
      Quando você se reporta ao grupo que participa sobre estudos linguísticos, faz referencia ao que citamos no texto:
      “Pensar na organização de comunidades aprendentes por meio de dispositivos
      móveis faz-se uma possibilidade de formação continuada, visto que essas
      comunidades têm por princípios a vontade de um grupo em mover-se em torno de
      um determinado interesse e dispostos a aprender e produzir novos conhecimentos” (MOSER, 2010).
      É preciso que haja uma vontade em comum entre os participantes de querer aprender, visto que se trata de uma ferramenta, onde a intenção é aprender com o outro, por meio de interesses comuns.
      A ideia de trabalhar com grupos de professores segue esse princípio: um grupo de pessoas com interesse em comum e vontade de compartilhar e aprender.
      Quando se trata de estudantes em conjunto com o professor para algum projeto de disciplina, é possível que essa mesma vontade que pode mover a construção de um grupo em torno de um interesse não seja o mesmo, e nesse caso, os resultados dessa atividade talvez não sejam tão satisfatórios aos olhos do docente.
      Porém, como já respondido em outros comentários, é preciso que se converse a respeito do uso, que se busque o estabelecimento de normativas para que não se perca o foco da proposta.
      O uso do aplicativo, como o título do trabalho sugere, é uma ferramenta. De forma alguma pretende substituir os encontros presenciais, mas auxiliar para que os debates iniciados nessas reuniões não se encerrem ao final do encontro.
      Agradecemos suas contribuições e sua experiência com o uso do aplicativo! 🙂

  12. A tecnologia pode ser uma nova aliada na construção do conhecimento e grande facilitadora, tendo em vista que nossa sociedade está em constante contato com a mesma das mais diversas formas. Muito interessante!

  13. Os meios de comunicação atuais possibilitam um grande fluxo de informações que nem sempre conseguem ser filtradas (selecionadas) e/ou adaptadas às realidade dos indivíduos, sejam eles acadêmicos ou não.
    O aplicativo Whatsapp tem enorme capacidade de integração e aumento da velocidade de comunicação. Atualmente, já o utilizamos em nosso departamento para comunicação interna e atendimentos mais urgentes à demandas, com muito sucesso.
    Mas um dos seus grandes problemas é destacado pelas autoras e vivenciado pela maioria dos usuários, o grande tempo dispendido com o aplicativo, podendo prejudicar planejamentos e aprendizagem de alunos. Assim, tal instrumento deve ser utilizado de maneira moderada e consciente, como já sugerem alguns trabalhos relacionados.

    • Bom dia,
      Concordo com suas ideias quanto a utilização do aplicativo. Mensagens sem objetividade e fora do tema central do grupo podem prejudicar não apenas a discussão, mas o tempo gasto pelos usuários. Ele serve como uma ferramenta, devendo seu uso ocorrer de forma moderada e consciente.

      Agradecemos suas contribuições.

  14. Como já atestaram os comentários acima, com os quais concordo, o WhatsApp é, sem dúvida, um dispositivo facilitador na troca de informações. Por meio dos grupos, podemos transmitir e receber dados de forma imediata e ter acesso a assuntos de interesse específico; é mais uma ferramenta importante na formação continuada do professor. No entanto, como ocorre com a chegada de novas tecnologias, o WhatsApp também tem alterado o nosso modo de vida, como bem ressaltaram as autoras no início do texto. Os dispositivos que dão suporte à internet transformaram nosso tempo num eterno agora. Um link leva a outro, que leva a outro, e que nos joga num moto contínuo virtual e insone. Daí a importância de adotarmos alguns critérios no uso dessas incríveis e sedutoras ferramentas eletrônicas. Elas são indispensáveis e estão no nosso cotidiano para nos servir, na hora e da forma que acharmos conveniente.

    • Bom dia, Raquel!
      Agradeço suas observações.
      Concordo com você. O Whatsapp é uma ferramenta sedutora, pois apresenta a conversa no “agora” e faz com que queira participar, visualizar, sabem quem leu suas postagens, acessar o link para determinado artigo, e assim por diante.
      Acredito no potencial do aplicativo, justamente por permitir essa forma rápida de comunicação e por estar presente na maioria dos celulares Smartphones da atualidade.
      Porém, precisamos ser educados quanto ao seu uso. E acredito que é preciso estabelecer limites e regras entre os participantes, cujo principal objetivo, nesse caso, é o aprendizado de forma colaborativa e, portanto, deve ocorrer de forma horizontal entre os participantes.Pois não se trata do grupo da “família”, mas um grupo de pessoas cujo principal objetivo é o aprender com um objetivo em comum.
      Agradeço suas observações!
      Abraços

      Mônica

  15. Boa Noite,
    Parabéns pelo artigo! O Whats App é focado na troca de informações. Passa a ser um direcionador de formato de aplicativos e trocas de informação, mas acredito que seu uso de ser moderado.

  16. Quero parabenizar as autoras pelo tema. Pergunta: como fazer com que os próprios professores não se percam e acabem compartilhando temas que não tem nada a ver com Educação? Sinto isso em alguns grupos. Colegas chegam a tornar o grupo insuportável enviando links, por exemplo, sem nenhuma pertinência.

    • Para que haja moderação e faça-se bom uso do espaço de troca de informações, deve-se partir do pressuposto que o grupo tem um interesse em comum e o foco deve ser os objetivos coletivos, no caso, compreendendo o uso do WhatsApp como ferramenta formativa.

  17. Não há dúvidas quanto às possibilidades de uso de ferramenta pesquisada para a educação.
    Podemos fazer bom uso dela na sala de aula.
    Porém, os usuários devem ser muito bem educados neste fazer, uma vez que seu uso é anárquico e criar uma disciplina para uso desta ferramenta exige do educador muita dedicação.
    Porém, pode ser sim uma luz na educação dos jovens, tão conectados que são.

    • Bom dia, Murilo.
      Como já exposto nos outros comentários, concordamos com a ideia de um diálogo entre os participantes do grupo para que regras de utilização sejam respeitadas.
      Partimos da ideia também que trata-se de um grupo onde os participantes tem uma vontade comum em aprender e compartilhar ideias, sendo de livre vontade sua participação. Nesse aspecto, conta-se com a colaboração no entendimento das regras. Outro ponto é um ou mais usuários ocupar o papel de mediação para que não se percam nos diálogos fora do tema central proposto.
      Agradecemos suas observações.

  18. Eu ainda acredito numa estratégia híbrida, ou seja, pensar em tecnologias da informação e da comunicação como ferramentas de disseminação, mas tratar pessoalmente o aluno no sentido do estímulo ao consumo do conhecimento em questão. Ferramentas como smartphones, além de serem muito úteis podem se constituir numa grande armadilha que rouba tempo e produtividade em função do grande volume de informações que é recebido, por várias outras fontes.
    Acredito nessas ferramentas como um espaço virtual compartilhado para discussão das ideias e disseminação de conteúdo, e nesse caso, pois não pode ser garantida a sua utilização, ainda mais quando se diz respeito a material de cunho científico e acadêmica, textos que normalmente são mais longos e exigem maior grau de concentração para que seja absorvidade de forma útil, e nesse sentido, acredito que ainda seja uma barreira a utilização dos smartphones. Acredito ser útil um estudo direcionado à compreensão do uso destas estruturas no sentido de consumo da informação através delas e não apenas a troca dos arquivos.

    • Bom dia Rodrigo,
      Importante suas considerações.
      O artigo tem a pretensão de apresentar Whatsapp como uma ferramenta auxiliar na aprendizagem colaborativa de professores. Para isso, é necessário um envolvimento e esforço igualmente de todos os participantes do grupo. Não pensamos no app como um substituto à reuniões presenciais, mas como uma extensão, no sentido de que os diálogos gerados nos encontros não se esgotem.
      Também pode servir para aproximar docentes e outros interessados em uma mesma temática de aprendizagem, possibilitando compartilhamento de links e arquivos que possam ser consumidos no próprio smartphone.
      O usuário pode optar também no uso de seu próprio celular ou notebook para visualizar os arquivos, visto que o aplicativo possui suporte para isso ou, caso ache oportuno, pode imprimir esse material e manter as discussões online.
      Creio que o ponto central do artigo é apontar o Whatsapp como uma possibilidade. Dentre as realidades de cada grupo, contexto e limitações (pois nem todos tem acesso em tempo integral a rede WiFi) devem haver negociações e acordos, tratando-se de um grupo de aprendizagem horizontal.
      Agradeço muito suas colocações.
      Fico à disposição a novas discussões 😉

      Abraços,
      Mônica

  19. Oi, meninas! Parabéns pelo artigo! É interessante ver que as discussões sobre tecnologias e ferramentas como o WhatsApp estão ganhando cada vez mais espaço, porque já não há como pensar em práticas educacionais sem incluí-las. É como vocês disseram no texto, as tecnologias transpõem barreiras territoriais, é possível buscar referências de práticas que deram certo em qualquer lugar do mundo. Acredito que ainda mais estudos como o de vocês devem ser feitos para que a escola possa utilizar esse tipo de ferramenta também para fomentar o aprendizado.

    • Bom dia,
      Agradeço as contribuições.
      Não fazer uso de tecnologias, como os Smartphones, no ambiente escolar, é abrir mão do potencial que oferecem ao ensino e aprendizado.
      Acredito que existam ainda muitos campos investigativos a serem explorados quanto a utilização e a eficácia dessas ferramentas na aprendizagem e esperamos que mais pesquisadores se interessem por essa temática, contribuindo com a construção do conhecimento na utilização de aplicativos na área educacional.
      Abraços,

      Mônica

  20. Olá,

    Primeiramente, parabéns pelo desenvolvimento do artigo.

    Acredito que a ferramenta do Whatsapp pode sim ser utilizada pelo docente no ensino-aprendizagem, mas vale ressaltar, que professor deve sentir a vontade para atuar, pois alguns até usam hoje em dia, mas grupos formados são usados para assuntos superficiais, que não agregam nenhum valor.

    Sendo assim, como tudo na vida, deve ter limites em seu uso, e uma forma de utilizar positivamente é enviar sugestões de leitura, filmes, lançar questões que gerem debates e que possa criar reflexão de forma construtivista.

    Abraços

    • Bom dia
      Importante suas observações.
      O foco do artigo foi apresentar o Whatsapp como uma possibilidade formativa, porém, levando-se em consideração o interesse de todos nessa construção, ocorrendo de forma horizontal, sem imposições ou hierarquias.
      Na questão do ensino e aprendizagem, tratando-se de relação entre alunos e professor, o trabalho pode funcionar de forma diferente, visto que há uma questão impositiva, muitas vezes, na participação do grupo.
      Acredito que quando o professor decide agregar o uso do aplicativo como uma extensão de sua pratica em sala de aula, ele deve levar em conta os objetivos desse uso, para que não vire algo, como você disse, que não agrega valor algum.
      O que acontece muitas vezes, é a criação de um grupo no “calor do momento” em sala de aula, mas sem objetivo claro, sem foco em um assunto e sem negociar as formas de participação (alguns não tem acesso a internet WiFi em tempo integral; os horários de acesso devem ser estabelecidos para que não se corra o risco de pensar que as pessoas são obrigadas a responder em horários impróprios, como madrugada ou finais de semana).
      Enfim, como você disse, deve haver limites de uso, e isso deve ser negociado e respeitado.
      Mas pensamos que a potencialidade na utilização do app ainda merece novas investigações.
      Agradecemos seus comentários.
      Ficamos a disposição!

  21. Cara Luciana e Mônica,
    Eu gostei muito do trabalho de vocês! Acho que no âmbito acadêmico deve-se aprofundar os estudos que tecem um olhar para a formação docente, a partir do uso de diferentes redes sociais, como o whastapp.
    Se possível, gostaria de ler com mais atenção a pesquisa completa que vocês desenvolveram, pois é um assunto que tenho muito interesse, já que é o tema da minha pesquisa de doutorado. Se puderem me enviar por e-mail será muito bom!
    Enfim, deixo o meu contato para compartilhar ideias: tais.ap.moura@hotmail.com
    Um abraço, Taís Moura.

    • Bom dia Thais
      Agradeço seu interesse.
      Essa pesquisa foi realizada no contexto de uma disciplina cursada sobre tecnologias.
      Outros questionamentos foram realizados durante a pesquisa. Possuímos mais dados que em breve serão publicados em forma de artigo.
      Caso queira mais detalhes sobre o estudo, peço que entre em contato comigo por email: monica.gallon@gmail.com
      Fico a disposição!!

      Abraço e obrigada pelas contribuições! 😉

      Mônica

  22. O Whats app realmente é uma tecnologia que chegou pra ficar, os alunos não desgrudam e interagem com o mundo.por meio dessa ferramenta, porque não usa-la? Mas leva se em consideração muitos fatores, a autorização dos pais, dá escola, e o acesso a internet.

    Gostei muito, e me trouxe muitas orientações a se pensar para o uso didático do Whats app. Excelente experiência.

  23. Prezadas autoras, que trabalho interessante!
    Abordar as questões da tecnologia digital na formação de professores é de suma importância, principalmente com a utilização de uma ferramenta tão presente como o WhatsApp.

    Parabéns!

  24. Em primeiro lugar quero parabenizar as autoras pelo excelente trabalho! É de suma importância para a realidade educacional que estamos vivendo.

    Em segundo, refletir a cerca do tamanho da responsabilidade que é trazer o whatsapp para contribuir com a educação. Sou completamente favorável ao uso de tecnologia em sala de aula. Sou ainda mais favorável a estender a educação para fora da sala de aula e o esse aplicativo proporciona exatamente isso: a extensão da sala de aula. O aluno não tem mais o horário agendado para aprender. Isso é bom. Mas, não podemos esquecer que precisa ser mediado, e é claro, que é pelo professor. E como fica para o professor? Sobrecarregado, pois, trabalha, geralmente em mais de uma escola, com várias disciplinas diferentes e tempo escasso para dividir com trabalho e família.
    Portanto, reconheço toda a potencialidade do aplicativo, mas, a cautela também é importante para não gerar um trabalho desumano ao profissional professor. Bem planejado a ferramenta será de grande ajuda. Mas, se não for, poderá ocasionar um fluxo de trabalho que não cheguerá a lugar algum.

    Um forte abraço e mais uma vez parabéns!!

    • Bom dia.
      Muito importante suas observações.
      Pensamos que como qualquer ferramenta utilizada para fins didáticos deve haver um diálogo entre professor e estudantes. Por mais que o aplicativo seja de fácil manuseio e de total domínio por boa parte dos usuários, deve-se construir alguns limites de utilização, incluindo questões de horário, acesso a internet (pois nem todos tem acesso WiFi em tempo integral para fazer download dos arquivos), tipos de postagens, enfim. Acredito que é necessário o professor incluir no seu planejamento o real objetivo de adotar o uso do aplicativo, de que forma isso vai se ocorrer e de que maneira vai “linkar” o que está sendo discutido por meio do grupo ao que está trabalhando em suas aulas. São aspectos importantes que garantem inclusive que não sobrecarregue o professor.
      Todas essas questões precisam ser discutidas e analisadas de acordo com cada realidade.
      Porém, ignorar o uso ou proibir é desperdiçar a potencialidade do app no processo de ensino e aprendizagem e na contribuição das relações entre alunos e professor.
      Agradecemos seus comentários! Fico à disposição para novos esclarecimentos 😉

      Abraços!

  25. Olá, achei muito interessante e válido o artigo. Tenho muito interesse na área e em pesquisar mais sobre ferramentas que auxiliam em sala de aula.
    Em minha prática docente, decidi não excluir mais os celulares da aula os uso para elaborar pesquisas e incentivar os alunos a buscarem informações durante as aulas.
    Experimentei criar um whatsapp para uma turma tirar dúvidas, mas a experiência não foi muito satisfatória, talvez devesse repensar como por em prática esse teste.

    Obrigado pelo artigo.

    • Bom dia, Geraldo
      Agradecemos suas contribuições.
      Penso que você não deve abandonar o uso do aplicativo em suas práticas, porém repensar de que forma o aplicativo entra em seu planejamento.
      Como você mencionou, o celular pode ser um excelente aliado nas pesquisas em sala de aula e ignorá-lo é perder uma oportunidade de “ensinar” aos estudantes as potencialidades desse equipamento em suas aprendizagens.
      Apesar do Whatsapp ser um app presente na vida dos estudantes, creio que enquanto docentes devemos esclarecer o que esperamos do grupo criado, expondo os objetivos, as temáticas a serem discutidas e, quem sabe, a sugestão de alguns alunos moderadores que auxiliem a manter o foco no tema proposto. O aplicativo ainda merece estudos e boas práticas devem ser compartilhadas. Gostaria de saber mais se suas experiências posteriores deram certo. Caso queira manter contato, meu email é monica.gallon@gmail.com
      Fico a disposição para novas discussões.

      Mônica

    • Bom dia, Luciana.
      Agradecemos a escolha pelo nosso artigo pela leitura e os comentários. 🙂

      Abraços,

      Mônica

  26. Parabéns Monica e Luciana! O texto foi muito interessante pois discutir as questões referentes a tecnologia na educação que considero um meio possível de comunicar, ensinar e aprender. E o resultado de que o professor não esta alheio as possibilidades que a tecnologia traz para a educação só demonstra que a cultura escolar tem refletido sobre o uso das TICs, tão presente na cultura social. Parabéns!

    • Bom dia!
      Agradecemos seus comentários.
      Pensar no uso das tecnologias no ambiente escolar é fundamental, tanto no emprego enquanto ferramenta em sala de aula, nos trabalhos desenvolvidos entre professores e alunos, como também auxiliando na formação continuada desses docentes, atuando no compartilhamento de experiências entre colegas e interessados pela temática.
      Agradecemos mais uma vez suas observações! 🙂

      Abraços,
      Mônica

  27. Achei interessante o tema abordado pelo estudo, já que é indiscutível a praticidade e a presença de tal aplicativo, que é acessível à uma gama imensa de pessoas.

    O Whats App é uma ferramenta, e como todas as outras, pode ser bem ou mal utilizada, dependendo de como se explorar as possibilidades oferecidas por esta.

    A metodologia faz uso de um recurso interessante para se conhecer o pensamento geral sobre o uso desta ferramenta. A minha crítica seria a abordagem de certa forma unilateral do foco da entrevista, sendo feita apenas com professores. Seria interessante perguntar também aos alunos e entender como estes reagiriam à utilização do aplicativo como fonte de estudo ou aprendizado. Porém, este ponto não tira o mérito da temática e metodologia do estudo.

    Penso que além das opções fornecidas pelos entrevistados, seria interessante também alguma maneira de utilizar o aplicativo como ferramenta de aprendizado na própria sala de aula, tendo em vista que hoje é claro o uso deste aplicativo dentro das salas de aula, até no momento da aula, o que pode torna-lo em uma espécie de “vilão”, já que tira o foco do aluno do conteúdo apresentado durante a aula.

    • Bom dia Victor,
      Nosso trabalho foi pensado como um recurso formativo aos professores. Não realizamos a pesquisa no intuito de investigar sobre o uso entre professores e estudantes, visto que a escola em que foi realizada a pesquisa não contava com rede WiFi e poucos estudantes possuíam Smartphone.
      O foco realmente foi pensar de que forma esses professores poderiam aprender, compartilhar experiências, por meio de um grupo, prevendo a aprendizagem colaborativa, sem intervenção de equipe diretiva ou qualquer imposição em suas participações.
      Realmente o aplicativo apresentar possibilidades de trabalho entre professor-aluno, aluno-aluno, e outros cruzamentos possíveis e passíveis de novas pesquisas.
      No contexto da escola em que os entrevistados realizam seu trabalho, a prática com o aplicativo (a pesquisa ocorreu em 2015) ainda está longe do ideal. Mesmo em 2017 não seria possível envolver os estudantes desta escola em uma prática mais efetiva, por razões econômicas deste contexto e mesmo de infraestrutura da escola.
      Mas em outras realidades sabemos que é possível e pode ser observada em estudos de práticas com a utilização do aplicativo.
      Agrademos seus comentários!
      Ficamos a disposição.

      Mônica

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  29. Muito bom o trabalho. Meus parabéns!
    Ótima temática e abordagem sobre ela, simplesmente fantástico.

    • Bom dia!
      Agradecemos por ter escolhido nosso trabalho para leitura e as observações. 🙂

      Abraços,

      Mônica

  30. Olá, Excelente trabalho!

    Usar uma ferramenta aceita, por quase todos, que expressa uma potencialidade para educação,
    sem dúvidas, é uma iniciativa a ser explorada e muito estuda. Parabéns!

    Márcia Maximiano

  31. Olá, Excelente trabalho!

    Usar uma ferramenta aceita, por quase todos, e com uma grande potencialidade para educação, é se dúvidas, algo a ser explorado e muito estudo. Parabéns!

    Att,

    Márcia Maximiano

  32. Olá autoras. Gostei muito do artigo de vocês. A linguagem está bem clara e sucinta, facilitando o entendimento. É importante ressaltar atualmente as diversidades existentes em termos de disseminação de informação por mecanismos não convencionais. O Whatsapp proporciona uma gama de possibilidades para ferramentas pedagógicas. Espero que o artigo de vocês possa criar nos leitores novas ideias para disseminação de informação através do Whatsapp. Parabéns pelo trabalho!

    • Obrigada, Gustavo.
      Os artigos do evento são sucintos. Mas creio que o objetivo principal é despertar o interesse à pesquisa desses temas e mostrar o que vem sendo realizado.
      A utilização do Whatsapp é tão automática em nosso cotidiano que, muitas vezes, não paramos para refletir sobre as potencialidades do aplicativo, nesse caso, no contexto educacional.
      Esperamos continuar com a pesquisa e, posteriormente apresentar novos dados a respeito.
      Agradecemos as observações! 🙂

  33. Prezadas,

    Parabéns pela preocupação demonstrada pelo assunto e pelo desenvolvimento da pesquisa.
    Admito que senti falta, embora compreenda o contexto do evento, de uma mínima abertura para discussão de questões éticas relacionadas ao uso entre alunos e professores.
    Acredito que mais importante, inicialmente, que o compartilhamento e interação pelo WhatsApp seria abrir a discussão para os limites da esfera pública da privada. E isso é um trabalho que depende do professor, logo que ele propõe esse método de interação com os estudantes.
    Ressalto que a pesquisa é muito boa, o caminho é justamente esse de aproximar as TICs da educação para que os conteúdos sejam apresentados de novas formas e se tornem mais interessantes.

    Luiz Eduardo Andrade

    • bom dia Luiz,
      Interessante suas observações
      Quando buscamos trabalhos referentes ao uso do WhatsApp sentimos uma carência de pesquisas que envolvessem o processo formativo do professor.
      Por isso optamos por focar na formação continuada de professores e as possibilidades do WhatsApp como ferramenta nesse processo. Nossa ideia foi pensar o app como uma ferramenta de aprendizagem colaborativa, sem imposições, hierarquias, impulsionada pela vontade de aprender de um grupo em torno de um assunto de interesse de todos.
      Nosso foco não foi a investigação da relação professor-estudante com o uso do aplicativo, mesmo porque são relações diferentes, verticalizadas e que merecem estudos investigativos porém, levando em consideração esses fatores. Fatores que podem influenciar na motivação do estudante e seu nível de participação do grupo.
      Penso que isso seja uma ideia para um novo estudo. O uso de aplicativos ainda é recente e merece novas investigações quanto aos seus limites e possibilidades.
      Agradeço seus comentários e fico à disposição para novos esclarecimentos 🙂
      Abraços!

      Mônica

  34. Meus parabéns pelo artigo! Sem dúvida, até agora foi um dos mais bem escritos que li. A pesquisa trás algo do cotidiano para se trabalhar dentro da escola. Afinal, por que não? Aplicativos são ótimas ferramentas de apoio tanto para o professor quanto para o aluno. Cada qual utilizando da forma que melhor lhe convier. Usar o WhatsApp de uma forma colaborativa para criar uma comunidade de prática fazendo valer dos interesses dos membros do grupo é bem mais que louvável e sim adequar um aplicativo à necessidade que lhes é demandada. Realmente ainda temos muitas pesquisas interessantes e de qualidade como essa envolvendo a utilização de aplicativos na área educacional. Obrigada por divulgar a pesquisa de vocês!