A utilização de softwares livres e acervos digitais no estudo das línguas clássicas na universidade

O presente estudo pretende analisar os benefícios da utilização de softwares livres e acervos literários digitais para o aprendizado de línguas clássicas como o latim e o grego, levando em conta a relativa escassez de material didático e literário para o aprendizado e o contato com tais idiomas. Metologicamente, serão identificados e analisados os instrumentos digitais voltados especificamente para o estudo das línguas clássicas, confrontando-os com o material de estudo tradicionalmente posto à disposição dos estudantes. Objetiva-se, ao final, evidenciar as vantagens trazidas pela utilização dos referidos instrumentos digitais para o estudante universitário das línguas clássicas.
Autores: Bruno Scomparin Pereira

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overlord59-tux-neo-matrixEste artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2015.1

15 thoughts on “A utilização de softwares livres e acervos digitais no estudo das línguas clássicas na universidade

  1. Utilização de softwares livres e acervos literários digitais para o aprendizado de línguas clássicas.

  2. Bruno, pessoalmente tenho muito interesse nas línguas clássicas. Sou, inclusive, estudante de latim e sou apaixonada pela língua. Assim, consigo me relacionar com o problema da escassez de material com os quais trabalhar – motivo pelo qual me interessei pelo seu artigo. A leitura foi muito proveitosa, pois pude conhecer o Marcion (mal posso esperar para testá-lo), que parece ser extremamente útil e interessante. Além disso, já tinha procurado por obras latinas digitalizadas e conhecia a Biblioteca Digital Perseus, que é inestimável para alunos, professores, estudiosos e interessados pelas línguas clássicas. Mas é sempre bom conheceer novas opções e vou procurar The Packard Humanities Institute, pois, como já disse, sou aluna de latim. Iniciativas para facilitar o acesso a esse tipo de informação é muito importante. Obrigada pelas sugestões de ferramentas, pois vão ser de grande utilidade.
    Luísa.

    • Obrigado pelo seu comentário, Luísa. Vi no seu currículo que você faz a licenciatura em francês, portanto pode ser que também ache interessante – caso ainda não conheça – as ferramentas digitais presentes no sítio eletrônico , que contém dicionários latim-francês e francês-latim, um sistema de pesquisa de conjugações e declinações e uma pequena gramática latina escrita na língua francesa.

      • por algum motivo o endereço do sítio não apareceu na minha última mensagem: www (ponto) grand-dictionnaire-latin (ponto) com.

        • Ah, muito obrigada, Bruno! Vou conferir sim! Depois podemos continuar a compartilhar as ferramentas que formos descobrindo ao longo do curso uns com os outros…

  3. Opa! É bom saber que a tecnologia também acompanha o estudo das línguas clássicas. Ótimo artigo!

  4. Bruno, achei seu artigo muito interessante e uma ótima fonte para descobrir caminhos mais proveitosos para o estudo das línguas clássicas. O Marcion é um software que me parece bastante revolucionário e adiantado e é também um ótimo modelo de exemplificação dos softwares livres que defendo no meu artigo. É realmente muito bom saber que há muitas fontes para serem consultadas quanto ao latim e ao grego, principalmente tendo em vista a situação do estudante brasileiro. Além do Marcion, há também o Diógenes, em alguns aspectos bastante similar [https://community.dur.ac.uk/p.j.heslin/Software/Diogenes/]. Porém, como estudante de latim, sinto muita falta de mais posicionamentos brasileiros quanto a isso, sobretudo de uma iniciativa que procure revitalizar a forma de estudar as línguas clássicas, procurando resgatar o seu valor na sociedade atual e também o valor dos profissionais que atuam na área. Bom saber que alguém mais tem preocupações parecidas!

    Parabéns pelo artigo, está realmente muito bom! Adorei a leitura.

    • Obrigado pelo comentário, Esther! Realmente o Diogenes é mais um ótimo exemplo de como os novos recursos tecnológicos podem contribuir bastante com o estudo das línguas clássicas.

      É muito pertinente a sua observação no sentido de que ainda não observamos, no Brasil, iniciativas de revitalização dos métodos de estudo das línguas clássicas, o que é de se estranhar principalmente no caso do latim, tendo em vista que, em termos populacionais, somos o maior país de língua românica do mundo (enquanto que grande parte das inovações para o estudo do latim ainda vem de países de línguas germânicas…). Creio que esse cenário somente será alterado por meio de políticas públicas – inclusive no âmbito acadêmico – que reconheçam a importância devida ao aprendizado das línguas clássicas não apenas para o conhecimento do português ou das letras em geral, mas às ciências humanas como um todo.

  5. Bruno, muito interessante o seu artigo. Realmente, a expansão dos acervos digitais e da presença do software livre pode beneficiar em muito a pesquisa filológica e o acesso aos meios de informação. É interessante ver que há programas de muito potencial na área das letras clássicas e que eles podem dar maior autonomia a uma área muito dependente das pequisas em fontes não muito fáceis de se localizar. A possibilidade da internet, nesse sentido de ampliar e aglutinar as fontes de pesquisa e informação, é muito promissora. Mas ainda é preciso, infelizmente, retirar esse estigma, esse preconceito da “falta de utilidade” do ensino das línguas clássicas, que as prejudica inclusive na política de incentivos fiscais. Parabéns.

    • Obrigado, Guilherme! de fato, essas ferramentas digitais tornam muito simples a realização de um trabalho de pesquisa nas fontes clássicas que era extremamente difícil, quando não impossível, em meio físico, havendo ainda muito o que ser explorado com esses novos recursos. Mas, como você bem disse, o estigma que ainda ronda o estudo das línguas clássicas deve primeiramente ser eliminado para que sejam criadas as condições ideias para a realização desse trabalho. E isso depende de vontade política, inclusive (e, talvez, principalmente) dentro das próprias universidades.

  6. Ótimo texto, Bruno. Apesar de não ser estudante de latim, também sinto a ausência de edições de qualidade de obras em línguas clássicas, mesmo sendo amplamente difundidas na cultura popular e estando em domínio público. Saindo um pouco do foco do seu estudo, o que você acredita que pode ser feito a respeito?

    • Marina, acho bem pertinente a sua pergunta. Apesar de nos últimos anos terem aparecido diversas boas edições de obras da literatura antiga clássica – as editoras Hedra e 34, por exemplo, publicaram diversos clássicos grego-romanos em traduções diretas, algumas das quais até então inéditas -, ainda há uma evidente lacuna na publicação desses clássicos no Brasil (algumas obras, como a ‘Ciropédia’ de Xenofonte, somente foram traduzidas para o português no século XIX, e outras, como as ‘Vidas Paralelas’ de Plutarco, nunca tiveram uma tradução integral direta do grego para o português). Creio que um dos modos de sanear essa carência passa pela universidade pública, que pode ampliar os incentivos à realização de trabalhos de tradução por parte de seu corpo docente e até mesmo estimular os alunos de graduação e pós-graduação a realizar, com a orientação adequada, traduções que podem eventualmente resultar na publicação de livros, inclusive por meio das editoras universitárias.

  7. Bruno, parabéns pelo trabalho! Interessante a abordagem de algo atual, ligado às novas tecnologias, como o software livre relacionado ao ensino das línguas clássicas. Leitura interessante demais. Abraço.