Um mestre, por favor!

Onde foi que deixei meus mestres? Tive vários, alguns poderosíssimos. O mais importante deles se foi pra outra dimensão há mais de dez anos e até hoje ele “aparece”, igualzinho nos filmes do Skywalker, com revelações. Antes de ir pra lá ele era bem mais compreensível. Ou será que os meus problemas é que ficaram mais complexos, de modo que respostas diretas não ajudam mais? Enfim, no bar, no chat, nos sistemas de busca online… procura-se um mestre, por favor!
Autores: Ana Cristina Fricke Matte

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15 thoughts on “Um mestre, por favor!

  1. Sensacional! Leveza e um toque de humor para falar de questões tão importantes. O mestre que se necessita nos dias atuais: “é mestre do saber fazer saber, e também mestre do querer fazer saber fazer”. A falta de liberdade ou o excesso de respostas do nosso amigo Google. E o diploma, o peso de um papel nas costas dos que têm e não conseguem voltar atrás. Parabéns! P.S.: Será que um dia conseguirei encontrar amigos como o Rafinha no IRC?

    • Obrigada, Simone! Você já tem um: o Hugleo 😉
      O Hugleo também conhecemos no IRC, também verdinho, verdinho, e nos ajudou pra caramba, hoje é o diretor de softwares do Texto Livre.
      Abraço!
      Ana

  2. Em UM MESTRE, POR FAVOR!
    Ana Matte nos instiga a refletir sobre a semiótica do mestre, ou melhor dizendo, do sábio.
    Ana é criativa, crítica e no seu artigo soube sabiamente articular conhecimento, titulação, internet e sistema de buscas.E com isso nos despertou para o sentido e significado do que somos hoje. Mestres existem? Sim com certeza e são especiais. Podem estar em toda parte. Parabéns Ana, o seu texto me fez pensar no mestre que sou, que fui e que almejo ser. Grande abraço. Suzana

    • Obrigada, Suzana,
      essa lista de coisas que você falou, acho que, se fosse falar de forma mais acadêmica, daria um livro. Mas não acho que o livro teria o mesmo efeito: tem certas conexões que precisamos fazer mais rápido para dar o pulo do gato!
      Forte abraço
      Ana

    • Divido os dizeres da Suzana, que texto show! Agora relembro todos os grandes mestres que tive e que carrego, às vezes sem nem ao menos notar. Que os futuros mestres carreguem como base o compartilhamento de ideias e modos de docência.
      Abraço,
      Kátia Ariane

  3. Olá, Ana!

    Parabéns pelo texto. Achei ótimas as tuas reflexões. Me levou a imaginar diversas cenas principalmente com relação ao nosso imaginário sobre um mestre (título, sabedoria, um estilo ou caracterização positiva de um profissional, etc). E fiquei divagando nessas reflexões e como tens razão sobre as formas de relacionar o título ou um adjetivo por aquilo que sabe ou compartilham. O ideal era que , independentemente de ser ou parecer é que tivéssemos pessoas mais abertas a compartilhar seus conhecimentos e ver o que aqui resulta nos outros em termos de crescimento. Hoje vemos muitos agregando valores, mas compartilhando pouco. Parece até uma selva. Capaz de tu pedir um mestre e te darem um gambá. rsrsrsrs

    Adorei o humor e as reflexões acerca do “Um mestre, por favor!”
    Mais uma vez parabéns.

    • Adorei o texto e o comentário do Bruno! De fato é uma selva!! Tenho a mesma impressão. Acho que toda essa nomenclatura (mestre, doutor, pós doutor) ajuda na criação desse imaginário infeliz. Por mais mestres do compartilhamento, e não dos diplomas na parede. Nessa terra dos diplomas sempre tenho a impressão de o compartilhamento é limitado, até mesmo para ajudar a manter essa ideia de que “eu sou mestre, eu sei tudo e mais um pouco, e você não”.

      Um abraço,
      Thalita

      • É mesmo, Thalita. A ideia de “detentor do saber” precisa acabar. Sempre digo: o conhecimento não é do homem, é da humanidade.
        Me lembra aquela música da Cássia Eller:

        Queremos saber,
        O que vão fazer
        Com as novas invenções
        Queremos notícia mais séria
        Sobre a descoberta da antimatéria
        e suas implicações
        Na emancipação do homem
        Das grandes populações
        Homens pobres das cidades
        Das estepes dos sertões
        Queremos saber,
        Quando vamos ter
        Raio laser mais barato
        Queremos, de fato, um relato
        Retrato mais sério do mistério da luz
        Luz do disco voador
        Pra iluminação do homem
        Tão carente, sofredor
        Tão perdido na distância
        Da morada do senhor
        Queremos saber,
        Queremos viver
        Confiantes no futuro
        Por isso se faz necessário prever
        Qual o itinerário da ilusão
        A ilusão do poder
        Pois se foi permitido ao homem
        Tantas coisas conhecer
        É melhor que todos saibam
        O que pode acontecer
        Queremos saber, queremos saber
        Queremos saber, todos queremos saber
        (fonte: http://letras.mus.br/cassia-eller/65537/ quem quiser ouvir…)

        Obrigada, Thalita, não só pelo comentário, mas pela companhia nessa estrada afora 🙂

    • Bruno,
      tô rindo do gambá 🙂
      concordo plenamente, compartilhar – de verdade – é o ponto chave de uma mudança, não só na educação, mas na sociedade, porque implica uma mudança profunda do sujeito com sua cidadania e também com sua humanidade.
      Temos que sair da Selva, Tarzan tá mei velhim, né?
      obrigada,
      Abraço!
      Ana

  4. Mestres são figuras incríveis mesmo. Fico impressionado com aqueles que se dispõem a usar o seu tempo para escrever tutoriais e explicar como fazer.

    O que ganham em troca? Seria esse um mestre sem recompensas? Tipo o mestre de RPG que se sacrifica para planejar tudo para os outros usufruírem e se divertirem com aquilo que ele fez.

    Gosto desses mestres aí, ajudam demais.

    Valeu Ana,
    Belo texto!

    • Boa lembrança, Paulo, entram aí os mestres do RPG também 🙂
      Isso me fez questionar: se, por definição, professor é aquele que compartilha seu conhecimento; então deveria ser professor quem gosta de compartilhar, não é? Ora, porque ainda tem tanto professor com medo de parecer “saber menos” que aquele que está ensinando? Pra ensinar direito é preciso estar aberto a aprender, todos os dias. E vale a pena.
      abraço
      obrigada
      Ana

  5. Oi Ana,

    Fiquei aqui pensando…

    Será que a gente procura o que já somos ou, às vezes, nem sabemos que já somos?
    Ou sabemos sim e só provocamos!
    Fico com a última! 😉

    Inspirador:

    “Não é mestre do saber, é mestre do saber fazer saber, e
    também mestre do querer fazer saber fazer. Mestre em processos mentais, em
    vinculações, em instabilidade. Seu conhecimento é como a liberdade do software
    livre – uma liberdade para fazer alguma coisa específica –, é um conhecimento
    durável até que seja devidamente desestabilizado. E, se considerarmos que
    estabilidade, em última instância, é ilusória, momentânea, uma tendência e não um
    fato, o desejável é que seja desestabilizado”

    Bjs.

  6. Ótimo texto! “Um mestre, por favor” é um tipo de texto que nos faz refletir nos mestres que tivemos em nossas vidas e que tipo de mestres somos, já que a vida é uma mescla de partilhar, ensinar e aprender.