Quem é livre no Facebook?

A presente conferência busca questionar a suposta liberdade que se tem no site Facebook, que conecta redes sociais, o maior do gênero. Os usuários, geralmente, se sentem livres para postar e compartilhar textos diversos. Para tanto, o usuário aceita os termos de compromisso e uma controversa política de uso de dados que permite ao sistema, por exemplo, o acesso, por meio do seu endereço de IP, todos os seus cliques, incluindo as páginas da web que visita.
Autores: Carlos Henrique Silva de Castro

Leia o ARTIGO COMPLETO aqui

62 thoughts on “Quem é livre no Facebook?

  1. Carlos. Gostei muito da reflexão e questionamento seu que deve ser interessante para todos os que participamos nessa rede social. Por extensão poderíamos perguntar também. Por que o gigante Google é gratuito? Abraços, Gonzalo

      • Atrás da pecha de gratuitos, eles têm feito muito dinheiro com dados dos usuários. O texto tem o objetivo de alertar. A questão dos jovens que usam sem saber as possíveis consequências é muito séria Gonzalo, como vc postou no Facebook, e os professores têm papel social importante em questionar, esclarecer. Espero que esse diálogo chegue até eles.

  2. Boa tarde, Carlos.

    Sua colocações não muito válidas e relevantes, refletindo um sentimento comum.
    É fato que ao navegarmos pela web deixamos rastros intencionais, ou não. Todavia, quando um serviço qualquer toma a liberdade de obter informações que [digamos assim] são irrelevantes (páginas fora do contexto daquela aplicação) e ainda, sem o explicito consentimento do usuário temos então uma invasão de privacidade.
    Realmente é de se considerar que as estatísticas de acesso e navegação são úteis para “melhorar os serviços”, mas desde que esses levantamentos [de página acessadas] sejam apenas das páginas localizadas dentro do facebook e não durante todas as página navegadas pelo usuário na web.

    • Franxico, o maior dos problemas, pra mim, é a desinformação. Se o Facebook esclarece, de verdade, não após o 100º click, já ajuda. É claro que não resolve, pois a força do modismo pode fazer muitos, inclusive jovens que usam computadores compartilhados, a trocarem sua privacidade pelo uso da rede, mas que o façam conscientemente.

    • Não é novidade que as grandes empresas provedoras de serviços online como Facebook e Google conhece mais os usuários do que eles própios. Todos nós que utilizamos destes serviços devemos ter noção de que isto acontece. Definitivamente neste ponto a nossa privacidade tende quase que a zero.

      Um ponto importante que não foi muito ressaltado no artigo e que eu queria deixar em aberto para discução é o significado de liberdade. Como muitos já devem ter ouvido, a frase “a sua liberdade termina onde a do outro começa” vale também para as redes sociais. O fato de as vezes estarmos “isolados” atrás de uma tela de computador não nos dá o direito de postar comentários ofensivos a outras pessoas e até mesmo a moral pública, sendo que esta rede social é um “local” público. Tenho certeza que isso não seria feito em um ambiente de onde um grupo de pessoas estivessem reunidas como em uma sala de aula, o escritório de uma empresa ou até mesmo uma praça.

  3. Achei o seu artigo muito interessante e compartilho da sua preocupação quando ao final fala sobre o uso de nossas informações para além do uso para fins comerciais. Infelizmente, os termos de uso não são lidos pela maioria (incluindo eu) por pura comodidade, sem consciência do quando podemos estar privando a nossa própria liberdade..

    • Fernanda, eu que me propus a falar do assunto e que, então, deveria conhecer profundamente a tal política de usos de dados do Facebook, me surpreendi e muito com todos esses detalhes. Nossa identidade está registrada virtualmente como uma tatoo permanente que acho difícil de apagar. Ou seja, de virtual não tem nada.

  4. Carlos,
    Excelente o artigo, meus parabéns pela elaboração e pela insistência em buscar nas “entranhas” do Facebook as verdades sobre a utilização de nossas informações.

    Com relação ao mesmo tema, compartilho com você e os demais participantes do evento o link de uma reportagem da revista Veja, publicada a dois dias atrás, a qual indica que a participação do facebook e outros sites em projetos de espionagem.

    http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/eua-dizem-que-empresas-de-internet-tem-conheciomento-de-espionagem

    Espero que contribua para o seu estudo.

    Atenciosamente,

    Caroline Fonseca

    • Obrigado por compartilhar Caroline. Com essa matéria, podemos notar que a preocupação com nossos dados, realmente, não é à toa.

  5. A escolha do tema foi muita feliz. As redes sociais estão no cotidiano de grande parte das pessoas, mas poucas tem consciência dos impactos do uso dessas ferramentas de comunicação. Vale elogiar a clareza e objetividade com que o assunto foi abordado.

    • Obrigado pela leitura e pelos comentários Darlan. Isso aqui é o ínício de uma diálogo. Pelo menos pra mim. Caso eu tenha nova chance, devo agregar as obsevações dadas pelos leitores ao texto para a continuidade do diálogo.

  6. Concordo que o Facebook, assim como outras redes sociais, invadem a privacidade de seus usuários; certamente, com objetivos capitalistas. Porém, percebo que as pessoas, cada vez mais, têm tido uma necessidade excessiva de se expôr, o que valida o sucesso dessas redes. Não acredito que a maioria dos usuários esteja preocupado com a sua privacidade; ao contrário, o que me parece é que, ao cadastrar-se em redes sociais, procura-se (sem generalizações) fugir da vida privada ou, pelo menos, escancarar a todos “amigo” ou “seguidores” os atos realizados, desde os mais corriqueiros e banais, os pensamentos, gostos e até a imagem.
    Essa, talvez, seja outro ponto de discussão.

    • Deboraesper, importante ponto este observado por vc. Realmente tem muita gente pouco interessada em privacidade. Mas mesmo essas pessoas, eu acredito, devem saber onde vão parar seus dados. A decisão do que fazer com nossa imagem, deve ser nossa, antes de tudo.

  7. Lendo o artigo, muito bem escrito pelo autor Carlos Henrique Silva de Castro, pude perceber o quão pequeno somos perante essas grandes empresas. Somos manipulado e vigiados constantemente sobre tudo que fazemos. O perigo mora quando achamos que estamos “protegidos”. O que mais irrita o cidadão em geral, principalmente usuários deste tipo de site, é o fato de as políticas de privacidade serem muito obscuras e camufladas. Por que se coloca certas frases importantes do termo com letras minúsculas, que nem o melhor dos observadores enxergariam? Enfim, é lamentável termos que conviver com isto mas está é nossa realidade.

    • Olá Luiz! Como vc, também me sinto pessoalmente afrontado com essa maneira desonesta de driblar a acesso à informação (letrinhas miúdas, letras garrafais em pontos que interessam mais ao dono do site, etc.). Nossa arma é a educação, a leitura. Né não!? Lutemos!

  8. Não gostei muito do artigo exposto. Primeiramente, o artigo tem pouca base científica, usa de termos superficiais para convencer o leitor, como: “não nos parece um ato de boa fé”, “após muito mel-na-boca-do-usuário”, entre outras. Para mim, autores que usam essas expressões para convencimento do leitor, mostram claramente que o embasamento científico é fraco, daí vem tal necessidade de convencimento com poucos argumentos embasados.
    Sobre o envio de propostas comerciais baseadas na suas atividades dentro da rede social, eu lhe pergunto, você tem informações sobre as demais redes sociais e sites em geral? Essa prática é extremamente comum, uma vez que a principal (muitas vezes a única) fonte de renda de um site como esse são as propagandas. Limitar esse tipo de acesso significaria limitar a Internet como um todo, seria retroceder a tecnologia, uma vez que esse dinheiro não é necessário só para manter o site, como para gerar conhecimento científico dentro da web.
    Sem querer me exceder muito, tenho outras discordâncias e acredito que plena liberdade na web não existe. Para quem entende sobre o assunto um pouco mais, você pode estar sendo vigiado a qualquer momento que se conecta a Internet. É ilusão acreditar que isso ocorre só em uma rede social.

    • Obrigado Camila Faria Vieira pelos comentários.

      É ótimo encontrar discursos de discordância, só assim podemos crescer em nossos argumentos. Uma discussão com apenas um ponto de vista fica limitada.

      Vamos então discutir os pontos colocados por você:

      Primeiro, você diz que limitar o acesso dos sites aos nossos dados retrocederia a tecnologia? Desculpe, mas temos, como bons exemplos de iniciativas lucrativas, os Softwares Livres. Aqui nesse evento mesmo podemos encontrar exemplo de como se fazer dinheiro e tecnologia sem usar dados alheios.

      Um segundo ponto de discussão, é quando você diz não acreditar na existência da liberdade na internet. Meu ponto de discussão não é a existência de 100% ou 0% de liberdadde em toda a internet. Venho aqui apenas com o objetivo de questionar ama suposta liberdade em e esclarecer o que pode ser feito com seus dados. Ou seja, é um tuma rede social de grande relevância a fim de educar. O grande problema nosso é entregarmos nossos dados sem saber que o estamos fazendo e sem conhecer esse o real/potenacial risco disso. Se sabemos o que vão fazer com nossos dados e concordamos, tudo bem. Não sou contra, de forma alguma. Eu, por exemplo, sei o que o Facebook faz com os dados e o uso, como muita gente. Repito, a questão é abrir os olhos de quem não sabe sobre as políticas de uso de dados para que, então, toma uma decisão baseada na correta informação.

      Outro que você usa é que “… você pode estar sendo vigiado a qualquer momento que se conecta a Internet. É ilusão acreditar que isso ocorre só em uma rede social.” . No próprio artigo há exemplos sobre isso. Não somos iludidos, pelo contrário, somos conscientes e, o mais importante, nós buscamos conscientizar pessoas.

      Agora, vamos discutir outra questão também posta por você: dados e linguagem

      Você pontua: “Primeiramente, o artigo tem pouca base científica”. Sobre isso, acredito que os dados pelo próprios Facebook são suficientes e foi isso o que foi feito. Como anunciei na primeira sentença do artigo, “não se trata de um tratado filosófico sobre liberdade e privacidade”. Até porque essa não é a proposta do evento que sugere um texto de até 4 páginas.

      Você continua assim no seu comentário: “… usa de termos superficiais para convencer o leitor, como: “não nos parece um ato de boa fé”, “após muito mel-na-boca-do-usuário”, entre outras.” Com esse trecho você completa a sentença anterior que se refere à base científica. Você fala de linguagem ou de dados? Acho que você quis dizer ‘linguagem’ tendo em vista que os exemplos dados são sobre a linguagem utilizada. A esse respeito, esclareço que ela foi escolhida propositalmente tendo em vista que o evento é voltado para graduandos e o tema rede social tem grande penetração no público jovem que, por sua vez, prefere uma linguagem mais informal. Temos que ser caretas pra discutir liberdade e privacidade em evento científico é!??

      Sobre informações sobre demais redes sociais, sites, etc. O último ponto levantado no seu comentário, eu tenho informação sim e os leitores deste texto também apresentam algum conhecimento disso. Basta que leiamos todos os comentários que citam, inclusive, o Google. Contudo, me limito à minha proposta que é questionar a liberdade especificamente no Facebook.

      Os comentários aqui do debate me incitam a continuar a escrever mais sobre o assunto liberdade e privacidade na rede. Muitos, infelizmente, desacreditam no fato de que podemos lutar com a invasão que sofremos diariamente, como a crença em uma impotencialidade por parte de nós, o público. Mas eu penso o contrário, penso que o poder é de quem se educa e educação, por sua vez, é a base pra lutar contra a opressão.

      Fico feliz em propor esse debate aqui no UEADSL 2013.1.

  9. Gostei muito do tema proposto no artigo, exatamente porque nos permite pensar a liberdade que temos ou não temos não só no facebook e outras redes sociais como também nos outros tipos de acesso à Internet. Penso que a informação de que tudo que fazemos no facebook é registrado num banco de dados que pode ser visualizado pelos administradores é pouco divulgada e, quando é, a maioria dos usuários não se importa muito. Cabe a nós pensar se essa liberdade fantasiosa é o que de fato os usuários buscam, se o fato de se sentirem vistos pelos outros não remete à uma necessidade interna de se mostrar e expor certos valores. Desde os posts e compartilhamentos às conversas no bate papo, as pessoas estão transmitindo suas opiniões, segredos, uma parte de si, independente do conteúdo. O contrato estabelecido pelo facebook com os usuários é exatamente esse. A liberdade não aparece como um problema e em meio as curtidas e compartilhamentos, muitas vezes ninguém a contesta ou reflete sobre isso.

    • Oi Jéssica! Expressão boa a que você utilizou sobre a liberdade aparente das redes socis: “Liberdade fantasiosa”. A vontade de ser visto, curtido, pode levar as pessoas a abrirem mão de seus dados. Essa vontade de compartilhar pode ter outro sintoma que também tem sido muito discutido: Amigos online são companhias satisfatórias? Que tipo de amizade é essa? Ela supre a necessidade de interação do ser humano ou, pelo menos, contribui? E a fama? 100 curtidas em um post e mil amigos no Facebook garante fama? Que valor tem a fama? São questões dessa natureza que surgem nessa nossa sociedade que parece solitária, mesmo compartilhando tanto. Daí, vem uma nova questão à minha mente: Isso é realmente novo? Ou fomos sempre solitários? Questões não nos faltam prra debater, não? Obrigado por compartilhar aqui seu ponto de vista a respeito dessa fantasia que PODE SER a liberdadde no ambiente on-line.

  10. Sempre se gastou uma fortuna com pesquisas, para coletar dados o IBGE gasta orçamentos absurdos. Mas tudo bem… desde que esses dados sirvam para termos melhores políticas públicas (e fazem), desde que sirvam para termos algum controle sobre o nosso crescimento demográfico e espacial (e servem), desde que gerem estatísticas de livre acesso que fomentam a nossa economia e permitem ações mais precisas (e geram). Não acho que coletar informações sejam um perigo em si… mas a forma como essas informações são utilizadas, sem dúvida são potencialmente avassaladoras. Vender informações é crime em muitos casos (vejam o caso do Wikileaks), e o Facebook o faz sem nenhum escrutínio, ou supervisão. Se esses dados coletados servissem para gerar melhores iniciativas públicas, além de publicidades, o problema seria amenizado. Mas o mais perto que os nossos orgãos governamentais já chegaram da coleta de dados do facebook, foi o marketing eleitoral dos governantes para ganhar grandes salários por mais quatro anos.

    • Oi Diego! Concordo com vc totalmente e acho que o Facebook, ao enviar anúncios de seus parceiros para nossa TL, está vendendo nossos dados tb. Como vc disse, o grande problema é o controle desse tipo de mercado, a supervisão. E de supervisão nós, pelo menos no Brasil, somos totalmente carentes. Espero que mais gente se preocupe com isso e, em breve, tenhamos alguma normalização que contribua para o controle do uso de nossas informações pessoais na rede. Friso: CONTROLE DO USO POR TERCEIROS, afinal, a rede deve ser livre para expressarmos nossas opiniões, sempre!

  11. Gostei muito do tema proposto, bem atual. O artigo ajuda a refletir sobre a liberdade que temos não só no facebook como em outras redes sociais e na internet em modo geral. Na época atual, em que o acesso à informação ficou bastante facilitado, temos que restringir as informações que fornecemos sobre nossa vida na internet, porque elas podem ser utilizadas por pessoas mal intencionadas para nos prejudicar.

    • Bom ponto Ramon! Nessa selva, temos mesmo que ficar de olho naquilo de compartilhamos e, além disso, infelizmente, o que está em nossas máquinas que as redes sociais podem acessar. esse último ponto é o difícil e o absurdo. Como pontuei no artigo, ao criarmos uma conta no Face, abrimos nossas máquinas para o monitoramento deles por meio de IP. E aí? Como fazemos? talvez tenhamos que ter uma máquina offline. Mas isso não é demais? Acho que a primeira iniciativa é como porpôs o Diego em comentários acima: o uso dos dados de nossas máquinas tem que ter normas específica e, mais importante, fiscalização.

  12. Realmente ninguem é livre no Facebook. Posso frisar que o site solicita que o usuário não desative os cookies de seu navegador com a desculpa de eles são necessários para o correto funcionamento da página. Fica óbvio que a coleta de informações é o foco do negócio.

    • E muita gente cai nessa e em outras armadilhas parecidas klertton. A intenção dessa discussão é abrir o olho de alguns. Pelo menos alguns né! Espero que consigamos.

  13. Gostei do artigo exposto pois coloca em pauta a questão de a liberdade que vivenciamos na internet é realmente uma liberdade plena. Ele expõe sua ideia de forma clara apontando pontos fortes da questão como o fato de o Facebook lucrar tanto sendo que se diz gratuito.

    • Oi Amanda! As pessoas têm grande ilusão com o gratuito né!? Fico pensando: Como nós ainda não aprendemos que tudo cai na nossa conta? O custo de tudo é repassado, sempre, ao consumor, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente. Vejamos o caso do Facebook, acessamos o serviço mas, em troca, entregamos nossas máquinas e tudo que construímos nelas. Qual o valor disso? No meu caso, vale, quase, minha vida. Pois trabalho na minha máquina e nela está tudo que produzo ou planejo produzir. Ainda bem que minha cabeça é melhor que minha máquina e, caso eu perca tudo, até backups, posso começar de novo…. 😉

  14. Gostei muito do artigo, bastante esclarecedor. E é isso mesmo, nada nos chega de graça, as vezes o custo está por trás de algo que fazemos e que jamais imaginamos. Precisamos ter conhecimentos do que realmente estamos utilizando para não cairmos em ciladas. Valeu!

    • Obrigado pela participação e pro agregar ao nosso debate igenivan. Educar é a tônica aqui. Abraço.

  15. Ótimo artigo e excelente discussão que você nos propõe, Carlos Castro. De fato, ninguém é livre no facebook. As pessoas de um modo geral aceitam os termo de uso dos dados por parte do facebook, incluindo cookies confirmando ciência do consentimento, quando na verdade não leu nem um parágrafo desses termos. Essa é uma atitude muito ingênua, principalmente, para aqueles que divulgam ao extremo sua vida pessoal. Com certeza, muitos sites se dizem gratuitos para incentivar seu uso, mas por traz tem toda uma política de lucro e interesses empresariais. Devemos está mais atentos quando autorizamos determinados sites, como o facebook, a utilizar nossos dados pessoais na rede.

    • Jaiza, acho até desonesta a forma como esses sites lidam com a falta de conhecimento do usuário. Muita gente nem sabem o que é cookie e, na verdade, temos questões muito mais urgentes em termos de letramento digital e acessibilidade. Só discutindo e abrindo essas e outras questões ao público para educarmos nosso povo no meio dessa selva. Obrigado por participar.

  16. Parabéns pelo seu texto, gostei bastante da sua reflexão.
    Hoje em dia as pessoas postam nesses sites de relacionamentos todo e qual quer tipo de informação, sem se preocuparem que essas informações serão divulgadas por todo o mundo.
    Em exemplo de como essas informações postadas nesses sites podem ser usadas para fraldes, foi uma reportagem exibida no fantástico, onde uma falsa vidente perguntava o nome completo do cliente, e seu compareça procurava informações nesses sites de relacionamentos, levando a pessoa a crer no poder de vidência da mulher

    • Ri com esse exemplo agora Flávio. É muita ingenuidade, não!? Isso existe sim é desse tipo de gente que todos se aproveitam, Da charlatã ao poderoso site de relacionamentos.

  17. O tema abordado é muito interessante e atual. Depois do “boom” do uso das redes sociais, em que todos “são obrigados” a fazer parte de alguma rede para que seja “aceito” sociedade, podemos nos perguntar se realmente somos livres. Como disse no inicio, apenas o fato de estar inserido numa rede social já se torna uma obrigação, e não uma liberdade de escolha de fazer parte daquele grupo, pois caso não faça parte, será “excluído” da sociedade. Como é abordado no artigo, tudo que é feito no Facebook é registrado e pode ser visto por todos os seus amigos. Ainda existe o fato de nem tudo ser publicável, pois caso seja expressado alguma opinião que não seja bem vista pelos outros, a pessoal passa a ser “condenada” por apenas ter expressado sua opinião. Com isso, é possível identificar que o Facebook e que em nenhuma outra rede social existe liberdade, pois somos vigiados e condenados por tudo que fazemos online.

  18. O texto é muito pertinente, o facebook é um ferramenta de entretenimento, mas que pode ser utilizado como ferramenta pedagógica, tornando prazeroso o processo de aprendizagem. Naíola

    • Com a consciência devvida naiola, o Facebook pode ser um importante aliado. Eu apresentei um trabalho no X EVIDOSOL que se utilizou do Facebook e muitos professores já o fazem tb. A minha alerta aqui, neste texto, é para os desavisados.

  19. Achei o tema do artigo bem pertinente, visto que o Facebook é uma das redes sociais mais acessadas mundialmente. Pessoas leigas no assunto desconhecem o fato citado no texto e não protegem os dados fornecidos pelos próprios usuários no site. Mais uma prova de que liberdade “ilimitada” acaba comprometendo nossa segurança. A indústria do marketing fatura quantidades exorbitantes de dinheiro ultrapassando as fronteiras da privacidade.

  20. olá Eva,
    pode parecer estranho mas o que você disse é verdade. Não ter um perfil no facebook pode afetar sim a vida das pessoas fora da web. Esse semestre aconteceu a 1ª Semana da Engenharia Mecânica da UFMG. O evento era aberto ao publico e dispensava inscrição. Para incentivar a participação, os organizadores sortearam uma calculadora HP 50g durante o evento, mas só concorreu quem realizou os seguintes “passos”:
    1 – Curtiu a página da SEMEC no facebook;
    2 – Compartilhou a foto promocional do evento, no facebook
    3 – Realizou inscrição pelo http://tinyurl.com/d4bm78e (da google).

    Podem haver muitas justificativas para isso (patrocínio talvez), mas fica claro e inquestionável que houve exclusão social fora da web.

    Não sei se é o espaço para isso, mas existe uma tendência de se restringir as inscrições de um modo geral apenas pela internet. Em 2005 eu lembro de ter feito inscrição para um concurso da Petrobras pelos correios (na agência da rua São Paulo, no centro de BH, R$ 25,00 no caixa), mas hoje só é possível pela internet.

    • Sobre exclusão dos que não estão na web, já excluídos de alguma forma, temos exemplos vários klertton. A seleção de vagas nas universidades, por exemplo, por meio do sistema do governo federal SISU, só pode ser feito on-line. Não recrimino o uso de boas ferramentas mas excluir os que não têm acesso realmente é lhes tomar uma chance que pode ser a única. É excluí-los de uma vez por todas. Bom ponto a ser debatido. Obrigado pela contribuição.

  21. Gostei muito do tema proposto, bem atual. O artigo ajuda a refletir sobre a liberdade que temos não só no facebook como em outras redes sociais e na internet em modo geral. Na época atual temos que restringir as informações que fornecemos sobre nossa vida na internet, porque elas podem ser utilizadas por pessoas maliciosas para nos prejudicar.

  22. Boa tarde Carlos,

    Diante da sociedade em que vivemos hoje, onde se você não está presente em redes sociais, você está praticamente excluído da sociedade, seu artigo é de grande importância.
    Muitas pessoas usam as redes sociais sem saber de fato quais informações a seu respeito estão sendo acessadas. E isso é muito grave.
    A liberdade e invasão da privacidade foram crescendo simultaneamente e hoje tomam proporções absurdas. Parece que quanto mais liberdade a pessoa busca, mais está sendo invadida.
    Seu artigo foi muito esclarecedor e preocupante. Fiquei com dúvida se, quando fecho o meu facebook, sem sair da minha conta, ainda assim eles terão acesso a informações do tipo sites acessados? Em relação à conversas pessoais, eles também têm acesso?
    Obrigada!

    • Oi Kamila! Uma resposta precisa sobre suas questões, eu não posso dar. Talvez um técnico poderia nos ajudar (Algum aí?). Contudo, pelo que sei, se vc não sai da página efetivamente (logOUT), seus dados, não só no caso do Facebook, mas em e-mails tb, por exemplo, sua conta está desprotegida. Outra coisa é que seus dados foram armazenados enquanto vc estava online, os tais cookies. Assim, logou, o sistema acessou e armazennou seus dados que podem ser consultados posteriormente. 😉

  23. Boa Tarde,

    O Facebook, Google e tantos outros softwares que utilizamos usa nossas informações (sites que entramos, gostos) para servir de anuncios, não é atoa que as maiores empresas do mundo são de softwares!
    Apesar de ser contra a privacidade dos indivíduos, se usada imparcialmente essa coleta de dados tem grande importancia para a internet em geral, pois além dos anuncios essas empresas e isso serve para ver em que pode melhorar ou inovar. Agora se algum hacker conseguir esses dados ai sim, estaremos completamente vulneráveis.
    Gostaria de terminar dizendo que não é só o Facebook que usa esse tipo de controle, Tudo que fazemos “on-line” é monitorado, afinal os browser também sabe os sites que entramos e coleta esses dados, logo é quase impossível ter privacidadee a única coisa que podemos fazer é “torcer” que nenhum hacker pegue nossos dados.

    • Muito bom que vc tenha frisado Filipe Moreira, o tópico aqui é o Facebook mas a maioria faz o mesmo, como o Google, já citado anteriormente aqui no nosso bate-papo. Valeu pela contribuição.

  24. Carlos, boa noite!
    Seu artigo é realmente elogiável. Suas considerações foram fantásticas!!!
    De uma forma muito pertinente e adequada você conseguiu mostrar como o Facebook é um indústria que faz uso de nosso exercício de liberdade para gerar lucro.
    Além disso, você mostrou como, na verdade, todos nós temos acesso a este tipo de informação, ou seja, às políticas de privacidade de sites e redes sociais como o Facebook. Mas quem se dá ao trabalho de ler este tipo de documento? Isso é o mesmo que assinar um contrato sem ler ele antes.
    De toda forma, isto é um fato preocupante, porque estamos contribuindo para a extinção de nosso próprio direito de liberdade. Afinal, é mesmo necessário o Facebook saber exatamente a localização de onde estamos postando algo? Ou que sites, que não o próprio Facebook, estamos visitando? Se isto não é invasão de privacidade e extinção de liberdade, eu não sei mais o que é.

    • É um contrato, mesmo que um tanto unilateral e questionável. Se acham necessário invadir nossa privacidade, muitos permitem que isso ocorra sem saber que o estão fazendo. Isso não é justo.

  25. Ótima reflexão, Carlos. Estava conversando sobre isso recentemente e fiquei feliz ao ler o seu artigo. Parabéns por trazer essa discussão para o UEADSL. Permita-me um breve relato (ou será um desabafo?). Saí do Facebook há anos, mas o uso das minhas informações pessoais por diversos sites ainda me incomoda muito. Quando abro meu e-mail vejo publicidade baseada nas minhas últimas visitas, sabe? Sempre aparecem itens que cobiço e acompanho frequentemente na esperança de um dia entrarem em promoção. Quero acompanhá-los, mas não quero ser perseguida por eles. É uma pressão muito grande para efetuar a compra. É como se um vendedor de uma loja física ficasse me seguindo mesmo depois de olhar a vitrine e apenas sair do estabelecimento. É um absurdo! Essa publicidade invasiva, que parece inofensiva me acompanha em todos os sites que visito. O pior é que não posso me defender. No passado, sofria com publicidade no celular, hoje já consegui bloquear esse tipo de sms. Inclusive, a Anatel obrigou as operadoras a informarem o consumidor sobre o direito de não receber essas mensagens. Considerando essas questões, gostaria de saber se você acredita que nós, como usuários, poderemos mudar essa realidade na internet algum dia. Se sim, o que seria necessário para fazê-lo, Carlos? Paula Tatiana P. Santos.

    • Paula, comigo acontece exatamente o mesmo e fico irratadíssimo tb. Tô pra mudar até de e-mail, mais uma vez, por causa disso. Eles realmente nos perseguem. Ainda não descobri o que fazer além de desabilitar cookies. Se eu descobrir um modo mais eficaz, prometo novo texto no UEADSL 2013.2.

  26. Artigo muito interessante, ele esclarece e coloca em pauta uma coisa que poucas pessoas sabem.
    A falta de privacidade ao se fazer uma conta no facebook. Essas informações deveriam ser amplamente divulgadas, já que muitas pessoas que usufruem do serviço não sabem que estão sendo exploradas, principalmente pelo fato de que suas preferências estão sendo ”vendidas” para a publicidade, o que é um absurdo. Parabéns pelo artigo.
    Gustavo

  27. Olá Carlos,

    Achei seu trabalho muito bacana, realmente o facebook é uma ferramenta democrática para todos os fins. Concordo quando você fala sobre a utilização comercial. Atualmente usamos o face para postar além do nosso dia a dia, mas sim para divulgação.

  28. Excelente artigo! Temática muito pertinente nos dias atuais. Trabalhei em uma pesquisa em que estudava o quanto as redes sociais afetavam a constituição da subjetividade dos adolescentes e os resultados foram surpreendentes, percebemos que muitas vezes as pessoas, principalmente os adolescentes não tem noção do quanto se expõe e do que estão sujeitos ao postarem algo na rede. Parabéns pelo artigo!

  29. O artigo aborda uma temática muito interessante, questionando as políticas de privacidade do Facebook. Poucas são as pessoas que tem conhecimento de que o site de mídia social, de fato, usa uma série de artifícios para parecer idôneo aos olhos de seus membros, quando na realidade tem acesso a uma série de dados particulares de acesso dessas pessoas.
    Tendo em vista as discussões sobre liberdade na Internet, até que ponto você considera que o usuário que possui uma conta cadastrada no Facebook seja livre, no que diz respeito à sua privacidade de acesso e troca de informações?
    Você acredita que é necessário algum tipo de intervenção do Estado nessa questão, que envolve a liberdade dos cidadãos?

  30. Parabéns pelo artigo e pela paciência! Pessoalmente nunca passei do primeiro clique nas Políticas de Uso e coisas do tipo. É claro que o lucro do facebook e outros produtos e serviços gratuitos sempre virão por outras vias que não a cobrança direta do consumidor, e a mais óbvia delas é a publicidade. Isso é uma prática antiga e que, me parece, acaba ganhando um outro potencial visibilidade como tudo na internet. No mundo em que vivemos, informação é dinheiro. Acho que no fim das contas, o que o Facebook fez foi conseguir um jeito de que as pessoas abrissem mão de informação de forma inicialmente voluntária e é claro, transformar essa informação em dinheiro. Muitos fazem enquetes, pesquisa de marketing, rastreiam suas contas, te entregam formulários, o Facebook deixa você usar o Facebook. É essa a troca. Talvez o que incomode tanto é que cessão dessa informação para nós não é tão clara quanto quando preenchemos um formulário.

  31. Olá Carlos, boa tarde!
    Muito interessante o seu artigo! Parabéns!
    Hoje o facebook se tornou a rede social mais popular, e devido ao grande número de pessoas a ela conectada temos que redobrar nossa cautela. De modo que, não tornemos o privado em público. É preciso cuidado ao utilizá-lo e o artigo nos auxilia orientando e explicando.

  32. Muito bom e interessante o assunto abordado no artigo. Hoje em dia tudo que é colocado no facebook está disponível para milhares de pessoas, e pode ser interpretado e repassado como as pessoas queiram. É claro que não podemos esquecer que o facebook é uma grande ferramenta para varias coisas, inclusive muitas empresas crescem por ajuda dele, mas todos nos temos que ter responsabilidade ao lidar com tal ferramenta tão grandiosa. Muito bacana o artigo, por se tratar de um assunto tão atual e presente na vida de muitos.

  33. Adorei o texto de vocês. O que mais me chamou atenção foi como vocês questionaram a moralidade em contraponto a liberdade de exposição no Facebook. Afinal, dentro de uma rede social as pessoas tentam manter seu perfil de acordo com sua representação em sociedade. Parabéns pelo ótimo artigo!

  34. Muito interessante o assunto proposto. A analise feita foi bastante frisada em argumentos e dados verídicos. Eu sou uma das pessoas mencionadas no artigo que nunca leram “termos de uso” e a “política de uso de dados”. Depois da leitura, passei a ter outra opinião sobre o assunto ” Quem é livre no Facebook ” e concordo quando menciona-se que o Facebook não é gratuito, e sim muito caro quando custa minha liberdade.
    Parabéns pelo artigo.
    Abraços,
    Aline

  35. Ótimo tema, hoje em dia estamos cada vez mais disponíveis ao mercado digital, nós mesmos fazemos todo trabalho para esse comercio eletrônico, publicamos o que gostamos, relacionamos produtos de interesse, o que torna muito lucrativo para as empresas donas das redes sociais que com todas as massas em suas mãos, revendem nossas informações valiosas para empresas de produtos e serviços, temos que ter cautela em relação ao nível de privacidade que queremos ter, quanto menos nos envolvemos mais estamos salvos.

  36. Acho importante a abordagem desse tema, pois vários usuários não tem conhecimento sobre o que alguns softwares ou websites detem de informações sobre os usuários do mesmo. E nem sempre essas informações são mantidas em sigilo. Bom artigo.

  37. Achei o texto sensacional. Faz crítica criteriosa às “ciladas” muito bem camufladas das redes sociais, em relação à privacidade dos usuários. Poucos brasileiros possuem hábito da leitura constante, e muitos menos de ler letras minúsculas quem contém informações sobre a política da empresa. Concorda-se com termos de uso, sem a mínima crítica ou posicionamento. Somos escravos desse tipo de socialização. Conhece-se seu perfil para realizar melhor publicidade e boas vendas dos produtos e grandes marcas. Excelente trabalho. Parabéns.