Fazer Cerveja e Fazer Distribuição Linux: uma ode à diversidade

Existe algo em comum entre a lista de distribuições GNU / Linux feita pelo site DistroWatch ( http://distrowatch.com/ ) e a carta de cervejas do Delirium Café ( http://deliriumcafe.be/ ) em Bruxelas: a imensa variedade.
Autores: Paulo Cesar Vieira Pereira

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20 thoughts on “Fazer Cerveja e Fazer Distribuição Linux: uma ode à diversidade

  1. Olá
    Muito interessante a comparação feita, de certa forma atrai o interesse de um leitor, assim como fez comigo. Mas seria bom se o Linux fosse tão atrativo como a Delirium Tremens e fosse tão bem difundido como uma boa cerveja belga.

    • Entre as pessoas que conhecem as cervejas belgas, a mais respeitada é a Westvleteren.

      E ela nunca gastou um centavo em propaganda 😀

      E o acesso à cervejaria é penoso ( fonte: http://www.brejas.com.br/blog/06-09-2007/historia-de-viajante-westvleteren-44/)

      “Depois de percorrermos a estrada entre Vleteren e Poperinge várias vezes, indo e voltando à busca de qualquer placa indicativa, nos resignamos com o fato de que simplesmente não há qualquer informação sobre a localização do mosteiro e do restaurante. Após perguntarmos em vários mercadinhos e postos da estrada, acabamos por pura sorte encontrando, quase totalmente encoberta pelo mato, uma minúscula placa branca a indicar: St-Sixtusabdij. Ao lado, brotava uma estradinha inacreditável, tão pequena que só cabia um carro.”

      Mas o esforço vale a pena. Do mesmo texto:

      “Dia seguinte, lá pelas nove da manhã. Naquela hora, até a Fabi, que não é cervejeira, estava decidida a vencer aqueles monges. Questão de honra. Pé na estrada. Aconteceu, enfim. Westvleteren 12, 8 e Blonde. Pra arrematar, outra 8, perfeita. O resto é êxtase, silêncio e contemplação…”

      *****

      Quanto ao “Linux tão atrativo como a Delirium Tremens”, fale com o pessoal do Facebook.

      É sistema que roda nos computadores deles: http://www.developer.com/open/article.php/3894566/Inside-Facebooks-Open-Source-Infrastructure.htm

  2. Bem legal como o artigo foi construído, colocar lado a lado o desenvolvimento das cervejas e as distribuições GNU / Linux mostra bem como a liberdade de criação de alguma coisa gera pluralidade e consequentemente uma especialização que gera qualidade e melhoria. O questão fundamental é termos liberdade para experimentar.

  3. Parabéns por fazer uma comparação que, antes da leitura do artigo, soa como um grande desafio. Isso desperta a curiosidade de leitores.
    Compartilho da opinião do Fabiano. Ah se tivéssemos tantos atrativos quanto a Delirium!!!

  4. Bem legal seu artigo e bem fundamentado, já estava com umas ideias de produzir cerveja artesanal, foi um incentivo e aprendizado a mais.

  5. Muito interessante a comparação feita. Estrategicamente o título atrai o interesse de um leitor, assim como fez comigo, profundo apreciador de cerveja. Mas seria bom se o Linux fosse tão atrativo assim e fosse tão bem difundido como o Windows e uma boa cerveja belga.

    • Divulgação?

      As melhores cervejas belgas nem sequer têm rótulo. Quando muito, uma identificação para fins legais na tampa e uma marca na garrafa. Exemplo, as cervejas trapistas Westvleteren.

      É a mesma coisa com o Linux. Afinal, são poucas pessoas que sabem que ele domina a área da supercomputação: http://www.top500.org/statistics/details/osfam/1

      Tem certas coisas que dispensam propaganda 😉

  6. Parabéns pelo tema! Muito criativo, mostra que cada cerveja e distribuição Linux tem seu lugar, e que há para todos os gostos! A ideia foi desenvolvida no texto com muita habilidade.

  7. Não gosto de cerveja e nem do Linux, mas não poderia deixar de interagir. Gostaria de saber como surgiu a ideia de traçar o paralelo apresentado no artigo. Como você pensou nisso, Paulo?
    É muito bom ver a criatividade aflorar no meio acadêmico. E ainda há pessoas que acreditam que não existe mais originalidade… Obrigada por me fazer acreditar que posso ter uma ideia original! Paula Tatiana P. Santos.

  8. O artigo é bastante interessante à medida que consegue estabelecer uma metáfora, onde se compara a lista de distribuições GNU / Linux feita pelo site DistroWatche a carta de cervejas do Delirium Café.
    No discorrer da discussão, afirma-se que no que se refere ao universo das cervejas o símbolo da Terceira Revolução Industrial seria a variedade, na qual surgiram Inúmeros tipos de leveduras, de maltes, de lúpulos, de processos de elaboração, disponíveis tanto para as indústrias quanto para os cervejeiros domésticos.
    No que se refere aos sistemas informacionais, qual seria a grande novidade que surgiu a partir da Terceira Revolução Industrial e como as leis que restringem a liberdade na Internet podem comprometer essa evolução?

    • A novidade no que se refere aos sistemas informacionais é a enorme variedade de dispositivos existentes, por exemplo, celulares com processadores ARM e computadores com processadores x86.

      Isso criou um desafio adicional: todos esses dispositivos deveriam ser capazes de conversar entre si. Por exemplo, escrever um e-mail num celular que possa ser lido num PC e vice-versa.

      Para facilitar as coisas, o Facebook apelou para o Linux: são mais de 500 milhões de usuários que usam toda uma infraestrutura com base em LAMP (Linux/Apache/MySQL/PHP), fonte: http://www.developer.com/open/article.php/3894566/Inside-Facebooks-Open-Source-Infrastructure.htm

      O Google fez o mesmo: o Android roda Linux ( fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Android_%28operating_system%29 ) e os enormes servidores também ( fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Google_platform )

      *****

      Sobre as leis que restringem a liberdade na Internet, elas jamais vão conseguir restringir a criatividade.

      Vou citar um exemplo histórico: os alemães, mesmo depois de tantas guerras, são os primeiros a admitir que “Die Gedanken sind frei” (tradução: Os pensamentos são livres)

      Há séculos, eles têm umas das leis mais restritivas do mundo para fazer cerveja: Reinheitsgebot

      E a criatividade dos cervejeiros alemães em relação a essa lei fez com que o país, além de ter uma enorme variedade de cervejas, fizesse essa bebida ser reconhecida pela qualidade no mundo todo.

      Afinal, “Die Gedanken sind frei” 😉

  9. Parabéns pelo trabalho!! A comparação foi muito inusitada, e na verdade, o que me fez clicar nesse artigo dentre tantos. Para mim, totalmente leiga em programação, é um alívio saber que existam textos como esse, tão didáticos. Obrigada por finalmente me fazer entender a lógica do Linux (algo que nunca consegui antes) e pela ótima leitura.

    • Tem um bocado de História, Louise.

      Afinal, “a cerveja já era conhecida pelos antigos sumérios, egípcios, mesopotâmios e ibéricos, remontando, pelo menos, a 6000 a.C. A agricultura surgiu na Mesopotâmia em um período entre a revolução do Neolítico e a Idade dos Metais. A mais antiga lei que regulamenta a produção e a venda de cerveja é a Estela de Hamurabi, que data de 1760 a.C. Nela, se condena à morte quem não respeita os critérios de produção de cerveja indicados.” ( fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerveja )

      Essa conversa sempre foi bem séria 😉

  10. O texto mais curioso de todos! Relacionar Linux e Cerveja realmente é uma coisa que eu nunca havia pensado antes. Muito bem ilustrado e as referências para os curiosos deixaram-me feliz. Melhor texto que li aqui. Realmente impressionada! Parabéns pelo ótimo trabalho!

  11. Ual! O texto é simplesmente criativo, crítico e inteligente! A inteligência para divulgação de uma marca, a torna forte ou fraca. Depende de como se divulga para obter o sucesso de adesão. Uma ode ao desenvolvimento de maneiras criativas de divulgar o Linux! Excelente!