Ensino com software livre e o mercado de trabalho

Análise das implicações do uso e ensino exclusivo de software livre no curso de Estatística na UFMG e a inserção do graduando no mercado de trabalho onde prevalece o uso de software pago. Mudança na cultura de uso de software livre nas empresas, ou adaptação do Estatístico ao software pago.
Autores: Grazielle Albertina de Castro
Tairine Júnia de Góis Monteiro
Vinícius Passos Ribeiro

Leia o ARTIGO COMPLETO aqui

19 thoughts on “Ensino com software livre e o mercado de trabalho

  1. O tema discutido é interessante e bem colocado. Falta apenas um pouco mais de teoria a respeito do tema para solidificar a discussão proposta.

    • A concepção do mercado diante do software livre, de fato, ainda bloqueia as oportunidades de uso aberto deste recurso. O tema proposto foi bem objetivo ao visualizar este quadro de conflito entre as ferramentas que o profissional ou estudante podem utilizar e o que lhes é viável aplicar. Acredito que esta dificuldade em se “dominar” softwares livres entra naquele velho embate: quem se interessa em oferecer cursos para estes se já existe um software – pago – que é familiar e tátil para uma grande maioria de usuários? Esta é uma pergunta a se discutir.

  2. Gostei do tema proposto!
    Como vocês disseram, o profissional deve se preparar para usar todos os tipos de software, seja ele livre ou não. Além disso, as empresas procuram profissionais bem capacitados no software livre, mas como são poucos, eles são disputados. Pensando nisso, seria de interesse dos alunos aprender mais a respeito do software livre para poder ser um profissional bem capacitado e disputado no mercado de trabalho.
    Qual é a sugestão de vocês para que todos os alunos graduandos possam sair da UFMG como pessoas capazes não apenas de utilizar o software livre, mas também de treinar uma equipe multidisciplinar e implantar o software na empresa na qual ele trabalha?
    Obrigada! Bárbara

    • O aluno deve ser um bom profissional não só na implantação de um software como também deve dominar a teoria sobre o assunto assim terá uma boa analise nos resultados produzidos pelo software. O graduando deve ter iniciativa para buscar outras fontes de conhecimento para outros softwares, tanto como participando de outros eventos acadêmicos, disciplinas eletivas e optativas, palestras entre outros formas de capacitação de softwares.

  3. Muito bom o artigo! Concordo plenamente com a visão das autoras, os softwares livres são uma grande ajuda no meio acadêmico. As instituições de ensino e os alunos normalmente não tem capacidade financeira de bancar softwares caros e essas iniciativa sprovém um meio legal de utilização de ferramentas importantes no ensino.

    • Marcos Torres,
      A utilização do R é fundamental no curso de Estatística. Embora o mercado de trabalho utilize muito mais outros softwares pagos, no meio acadêmico há uma prevalência do uso do software livre R. Como você pontuou, o software livre é uma ferramenta essencial para o ensino por ser gratuito e, em geral, de grande qualidade.

  4. Devemos ser cauteloso ao criticar ou comentar algumas práticas utilizadas nas universidades e escolas. Pela breve apresentação no artigo percebi que os professores adotam o software estatístico R por ser um software livre e por exigir do aluno uma maior conhecimento básico. Acredito que a didática por trás desse processo é que se o aluno é capaz de produzir com um software básico é capaz de trabalhar com qualquer um. Assim como ocorre em vários cursos principalmente na UFMG os docentes primam pelo ensino e compreesão da teoria e da base do ensino e não se delongam na aplicação prática. Acredito muito nessa forma de aprendizado pois assim como os professores acredito que se você tem uma boa base pode desenvolver o que for necessário. Gostaria que os autores comentassem a respeito da minha percepção a respesito do artigo.

    • Thales Lucas concordo com sua percepção. Os nosso professores adotam o software R por ser acessível a todos os alunos e a partir da base obtida, o aluno é capaz de manipular os demais softwares. Mas também o aluno deve buscar outras fontes para utilizar outros softwares, como em alguns eventos, palestras, disciplinas eletivas\ e ou optativas temos a exposição e conhecimento dos softwares pagos e livres.

  5. Eu, como graduando de Engenharia Mecânica, tenho alguns pontos a ressaltar em relação ao artigo publicado. No curso de Engenharia Mecânica também é comum este tipo de problema. Não possuímos a qualificação necessária para utilização de determinado software. Independente do tipo de software adotado pela universidade, livre ou pago, o que se deve ter é um treinamento para que o usuário possua qualificações para utilizá-lo. O mercado de trabalho exige esta qualificação do colaborador. O que um pouco me conforta é que algumas das grandes empresas oferecem treinamentos e cursos, constantemente, para seus colaboradores.

    • Realmente Luiz Eduardo algumas pessoas, senão a grande maioria, forma sem ter conhecimentos suficientes para a utilização de softwares da sua área. Sejam eles livre ou pagos. Seria uma grande iniciativa das universidades darem cursos, pelo menos o básico, dos softwares utilizados em cada área. Assim, pelo menos não sairíamos formados sem capacidade básica para utilizar os softwares.

  6. Acho que faltou um pouco mais de base teórica no texto e explicações mais detalhadas a respeito da cultura livre. O texto baseou-se muito na utilização do software e na falta de orientação adequada ao aluno como ferramenta, deixando de citar assuntos importantes como por exemplo, em que a cultura livre poderia beneficiar os estudantes universitários.

  7. Ao discutir sobre os vários softwares utilizados na área de estatística, o grupo levanta um questão de suma importância para os profissionais que atuam na área. A mudança da utilização do software gratuito como o R, nas universidades; para os softwares pagos, usados no mercado de trabalho, como o Minitab. Como isso, eles concluem que o estatístico, além de ser obrigado a ter uma excelente formação acadêmica, deve ainda dominar os softwares e as suas tecnologias.
    Fica claro, para mim, que o ensino nas universidades está evoluindo e que, com certeza, a internet faz parte dessa evolução.

  8. O tema escolhido foi bastante interessante. Realmente apenas a graduação não prepara o aluno de forma plena para o mercado de trabalho. Cursos dos mais diversos sempre tem que ser buscados pelos profissionais e isso não ocorre apenas no caso exemplificado dos softwares, mas também em vários outros quesitos necessários à profissão. Mas é interessante saber o quão essencial está sendo a aprendizagem de manuseio de um software livre, de forma a ser inclusive o diferencial do profissional.

  9. De grande relevância o assunto proposto, pois essa é uma realidade do estudante da UFMG, principalmente os da Estatística. Os softwares trabalhados no ambiente acadêmico são os livres. E no momento que os estudantes entram no mercado de trabalho, seja por um estágio ou ocupando uma vaga de emprego, as empresas utilizam os programas pagos. E dessa maneira, perdemos todo o conteúdo ou habilidade desenvolvida dentro da universidade. Muito importante levarmos esse assunto até as alçadas do curso e da Universidade.

  10. O tema escolhido e abordado pelo grupo foi muito bom, pois realmente é isso que acontece, aprendemos softwares livres durante nossa formação, e quando procuramos emprego em uma empresa privada, esses mesmos softwares não são utilizados, e sim os que são pagos. Com isso, tudo aquilo que aprendemos sobre os softwares livres durante a formação torna-se inútil, pois eles nem mesmo são utilizados. Sabendo disso, nós estudantes principalmente de estatística, devemos procurar minicursos de softwares pagos para a nossa inserção no mercado. Caso contrário, perdemos vagas em empresas privadas por não saber manusear alguns desses softwares.
    Muito bom artigo.

  11. Muito bom o artigo!
    Assim como vocês, também acredito na importância dos SL’s no meio acadêmico. O fato de os softwares proprietários custarem caros, implica em um dificuldade para as instituições de ensino e os alunos bancarem esse tipo de software. Essas iniciativa provém um meio legal de utilização de ferramentas importantes no ensino.

  12. Boa abordagem. No cotidiano do profissional de estatística se faz necessário o uso de softwares para a análise de dados. O uso do software R no curso de Estatística é muito grande, mas também se utilizam outras ferramentas para a análise de dados.

  13. Achei muito legal a visão de vocês sobre o software R. Sou aluno de Ciência da Computação e já tive oportunidade de trabalhar com o R durante a disciplina de probabilidade e, no momento, na minha iniciação científica, no Laboratório de Bando de Dados.
    Pode ser interessante vocês buscarem algumas disciplinas no DCC, para melhorarem a lógica de programação, o que facilitaria o uso do R.

  14. Este trabalho mostra a distância que existe ainda entre os ideais da cultura de software livre e a realidade que os estudantes encontram fora da universidade. Existe um abismo entre apenas a mera conclusão da graduação e a realidade lá fora. Seja em qual curso for, os profissionais acabam tendo a obrigação de complementar seus estudos com ferramentas que ainda são exclusividade de entidades privadas no mercado de trabalho.