A Influencia das Redes Sociais Nos Processos de Recrutamento das Empresas

Com a propagação do acesso a internet e redes sociais, a quantidade de informações profissionais, pessoais e comportamentais disponível de cada pessoa tende a aumentar na rede. Isso está despertando o interesse das áreas de contratação de muitas empresas no Brasil, que se utilizam dessas fontes para avaliar os candidatos às vagas de emprego. Uma análise de como esse processo acontece, bem como de seu embasamento ético, será feita com fins de esclarecer o que os recrutadores buscam nos perfis de cada candidato, ajudando os leitores a preparar o que pode ser chamada de marketing pessoal virtual.

Palavras-chave: redes sociais, processos de recrutamento, marketing pessoal virtual
Autores: Gustavo Henrique Diniz de Araújo

Leia o ARTIGO COMPLETO aqui

Este artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2012.2.

25 thoughts on “A Influencia das Redes Sociais Nos Processos de Recrutamento das Empresas

  1. Considerando a significativa ampliação da participação das pessoas em redes sociais, faz-se pertinente abordar como as empresas têm feito uso desse recurso no processo de recrutamento para preenchimento das vagas ofertadas, conforme discutido ao longo do artigo. Instigante a temática abordada em seu trabalho. O texto está claro e conciso e o tema abordado é relevante e atual. Parabéns pelo trabalho!

    • Parabéns aos participantes pelo trabalho completamente pertinente com a realidade dos alunos e das pessoas que acessam a internet pelo fato de utilizarem as redes sociais como forma de compartilhar sentimentos pessoais e de cunho acadêmico na internet.
      Tal interação se faz válida para o crescimento intelectual daqueles participantes.
      Joana Arzberger

  2. Com o aparecimento de uma rede social especializada e voltada para o mercado de trabalho como o Linkedin, a tendência é que redes sociais pessoais como o Facebook percam espaço no processo de recrutamento das esmpresas?

    • Cada tipo de rede social tem um papel específico e determinante no processo de recrutamento. Em redes como o Linkedin, empresas verificam currículo, experiência profissional, trabalhos e publicações científicas, entre outros feitos profissionais do candidato. Em redes sociais pessoais como o Facebook, características do candidato como criatividade, conduta, espírito de liderança, entre outros podem ser analisadas. Dessa forma, os dois tipos de mídias se completam e devem ser ainda muito utilizadas nos processos de seleção de uma empresa.

  3. Uma empresa tem conduta antiética ao acessar informações pessoais dos candidatos em redes de relacionamento?

    • Da mesma forma que um candidato pesquisa os atributos de uma empresa (salário, local, marca, benefícios, conduta), a empresa tem o direito de pesquisar características do candidato, visando achar aquele que mais se encaixe no perfil da vaga, proporcionando benefícios para ambas as partes.
      Ao se cadastrar em uma rede social, o candidato está dando aceite de sua exposição ao mundo. Se qualquer um pode acessar e se uma contratação correta traz tantos benefícios, por que a empresa não deveria lançar mão de tal ferramenta no processo de seleção.
      Assim, acreditamos que as empresas podem e devem acessar redes sociais para avaliar candidatos, sem feriri assim sua ética.

  4. A minha posição em relação a este assunto é que o uso das redes sociais para o recrutamento é uma coisa negativa. Isto porque os recrutadores irão procurar e podem encontrar coisas embaraçosas de atividades que os candidatos realizam fora do comportamento profissional, ou seja, em seu tempo livre, e isto poderá prejudicá-los, sendo que eles somente tem esse comportamento fora do trabalho. Dentro da empresa, estas pessoas podem ser puramente profissionais e ótimos trabalhadores, mas os recrutadores não verão isso, pois estão pensando nas coisas que acontecem fora daquele ambiente, ao utilizarem as ferramentas das redes sociais para avaliar seus candidatos.

    • Concordo que este tipo de análise pode levar, eventualmente, a diagnósticos injustos.
      O recrutador, portanto, deve saber julgar o que é tolerável em tempos de descontração, mas preconceito, por exemplo, é injustificável em qualquer ambiente.
      Um dos intuitos deste trabalho é o de alertar as pessoas quanto ao marketing pessoal virtual: você não acha que seria uma boa ideia trancar os conteúdos embaraçosos somente para os amigos, por exemplo?

  5. Eu acredito que as empresas deveriam utilizar apenas redes estritamente profissionais para verificar os dados do seu candidato. Em redes sociais como o Facebook, os usuários postam coisas sobre sua vida pessoal que podem ser vistas positivamente ou negativamente pela empresa. O que você acha da importância dessa separação entre vida pessoal e vida profissional juntamente com redes próprias para cada?

    • É uma boa ideia também! Muitas empresas já estão começando a fazer essa separação. Como o Linkedin ainda não é tão difundido quanto o Facebook, muitas outras acabam verificando redes pessoais também…

    • Concordo com você sobre a questão de separar redes sociais de redes profissionais. Até mesmo porque o conteúdo postado em ambas as redes é diferente. Sendo assim, analisar redes sociais pode gerar um pré-conceito por parte da empresa, sendo que várias pessoas possuem comportamentos profissionais diferentes dos pessoais. Quanto ao artigo, gostei do tema escolhido pelo grupo. É um tema bastante recorrente e importante para a atualidade. Parabéns.

  6. Penso que as empresas n deveriam avaliar redes sociais a exemplo do facebook mas tb acho que nos dias de hoje onde tudo ou quase tudo gira em torno das redes de relacionamentos acaba sendo difícil sequer dar umas espiada e conhecer um pouco mais do candidato a funcionário da empresa.

    • Praticamente em qualquer atividade, hoje em dia, fica muito difícil não utilizar redes sociais…Isso não é diferente nos processos de recrutamento.
      Já que já sabemos o que eles procuram, devemos preparar o nosso marketing pessoal virtual, tracando algumas fotos e informações apenas para os amigos…O que você acha?

  7. Caro Gustavo,
    Interessante a questão que você aborda.
    Acredito que mais que pensar sobre o impacto positivo e negativo das redes sociais no processo de seleção das empresas, devemos refletir sobre o espaço de rompimento entre o público e o privado que esses ambientes encarnam. Essas duas esferas confundem-se muito na contemporaneidade e, acredito, por isso, o interesse das empresas em pesquisar o que seria no passado restrito ao privado.

    • Exatamente. Atualmente, a separação entre privado e público encontra-se numa linha muito tênue…É uma das maiores dificuldades do nossa tempo fazer essa separação com justiça e ética.

  8. Muito instigante e polêmico o assunto abordado no artigo do grupo. A discussão acaba girando, de um lado, em torno dos investimentos perdidos com os contratados que não se adaptam ao trabalho e, do outro lado, a questão do direito a privacidade das informações publicadas nas redes sociais. Excelente trabalho! Parabéns!

  9. Muito pertinente o assunto abordado no artigo. Vivemos em uma sociedade que há muito tempo não basta somente ser, é preciso também parecer ser. Penso que a exposição no mundo atual pode trazer esses tipos de problemas. A informação está acessível a todos, cabe distinguir qual o propósito da divulgação e a utilização que se fará dela. A maioria das pessoas no Facebook, por exemplo, estão “desarmadas” e não o utilizam como uma ferramenta de promoção (mkt) pessoal para arrumarem emprego ou ser decisivo na sua vida profissional, utilizando mais como lazer, para descontrair e comunicar com os amigos. O “perigo” é que se distoe o uso das redes sociais para se encaixar nos padrões exigidos das empresas. Penso que no momento da entrevista, pessoalmente, é que se deve tirar dúvidas e conhecer o candidato. O assunto é polêmico e merece uma ampla discussão.

  10. O uso das redes sociais no processo de Recrutamento e Seleção é interessante,mas é necessário ter cautela. O ideal é buscar informações em redes profissionais,como é o caso do LinkedIn, que é voltado basicamente para o mercado de trabalho.Outras redes como Facebook e Twitter são utilizados com a finalidade de lazer e podem comprometer a avaliação do candidato.

  11. Achei o tema abordado muito interessante e pertinente. É um assunto atual e que nos envolve, uma vez que interfere na carreira de futuros profissionais. Creio que essa tendência de recrutamento auxiliado pela avaliação de perfis em redes sociais só tende a crescer. Não acho essa postura anti-ética, desde que os candidatos tenham conhecimento sobre essa possível análise. Gostaria de saber se as empresas têm o costume de informar aos candidatos que podem utilizar a análise de perfis em redes sociais como parâmetro de escolha.

  12. O artigo aborda uma discussão que é sem dúvida uma questão atual e real, mas acredito que uma entrevista e um bom currículo ainda valem mais, afinal as informações postadas na maioria das redes sociais tratam de questões da vida pessoal dos usuários. É preciso que as empresas na hora de recrutar avaliem o candidato pelo currículo e pela articulação do mesmo durante o processo de entrevista. Quanto aos usuários dessas redes cabe um pouco de bom senso quanto à exposição que fazem das informações pessoais.

  13. Redes Sociais é um ambiente onde o usuário tem a liberdade de se expressar, tendo a ressalva que o mundo todo pode ler o conteúdo.
    Cabe a cada usuário ter critério ao escolher o que deve ser postado e o que deve ser reservado. Vai da maturidade de cada um. Um perfil em uma rede social pode dizer muito sobre uma pessoa, traçar uma imagem a partir dos gostos, locais que frequenta e um esboço das ideologias, quase um “retrato” da personalidade do individuo.

  14. Sempre tenho essa visão de que as redes sociais estão sempre sendo avaliadas. Queria fazer uma observação de que o twitter pode ser bem reservado sim – assim como o Facebook – se a pessoa escolher ter um perfil privativo e determinar de forma seletiva o público de seus tweets.

    Gostei bastante do trabalho, demonstrou bastante conhecimento sobre o assunto.

  15. Parabéns pelo artigo! Retrata muito bem como as relações profissionais evoluíram com a ascensão das redes sociais. Quem se candidata a uma vaga deve ficar cada vez mais atento com seus perfis pois de certa forma ele são como nós nos apresentamos para o mundo.

  16. Muito bom o artigo. Ele nos faz refletir um pouco sobre que tipo de imagem estamos passando para os outros através das mídias sociais. Eu acredito que esta “invasão de privacidade” que a empresa faz é válida. Certo que muitas pessoas conseguem separar o lado pessoal do profissional, há certas características nossas que não aparecem em uma entrevista ou no ambiente de trabalho e são mais fáceis de serem percebidas nas mídias sociais que utilizamos. Devemos manter sempre em atenção àquilo que estamos deixando disponível para os outros.