GNU/Linux: a obra-prima da colaboratividade

Em um mundo onde a tecnologia impera e a computação passa cada vez mais a ser inerente ao cotidiano, é importante conhecer e compreender como os elementos computacionais, especialmente o software, são incluídos nos dispositivos. Na maioria dos sistemas embarcados, o sistema operacional empregado é o GNU/Linux, de livre distribuição. Mas quando se trata de computadores pessoais, a história é bem diferente: o mercado é dominado por sistemas operacionais pagos, que além de serem caros, cerceiam liberdades que deveriam ser direito de todo usuário. Neste artigo são discutidas as condições peculiares que permitiram o desenvolvimento de um sistema operacional em constante expansão, que conquista cada vez mais usuários ao redor do mundo.

Palavras-chave: software livre, liberdade, GNU, Linux, tecnologia, computação, sistemas operacionais, compartilhamento
Autores: Laura Rolla Antuña
Izabela Karennina Travizani Maffra
Tatiana Schmidt Gonçalves
Felipe Peixoto de Araujo

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Este artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2012.1.

7 thoughts on “GNU/Linux: a obra-prima da colaboratividade

  1. Também acho que o fato de ser colaborativo é a grande vantagem do sistema Linux. A possibilidade de se alterar o sistema “ao gosto do freguês”, como disseram, é fundamental em um mundo no qual as mudanças acontecem em ritmo tão acelerado como é o nosso.

    • Exatamente, o fato de o Linux ser apoiado por tantos colaboradores diferentes, espalhados pelo mundo, de certa forma favorece uma rápida resposta às necessidades dos usuários, o que é facilmente visível pelo grande número de versões que podemos encontrar desse sistema operacional.

  2. Muito bom o artigo. Apesar de ser interessado por desenvolvimento de software, não conhecia os conceitos de Catedral e Bazar.
    Acredito que o motivo maior da baixa adesão dos usuários a sistemas abertos resida, na verdade, na baixa adesão das empresas a sistemas abertos. Nos primórdios da computação pessoal, o primeiro contato das pessoas com os computadores vinha do ambiente em que trabalhavam, e não no ambiente doméstico, devido ao alto custo. Assim, foi natural que as pessoas optassem pelo sistema que já conheciam (Windows, Office, etc). Os usuários corporativos até hoje buscam softwares pagos pela conveniência: em caso de falhas no servidor de uma grande empresa, seria mais fácil ligar para o suporte técnico da Microsoft, que mantém equipe treinada e especializada 24 horas, ou procurar pela solução nos blogs e fóruns?
    Não sou opositor do software livre: estou escrevendo este comentário através do Google Chrome, utilizo celular com sistemas Android e utilizo, com relativamente grande frequência, o Ubuntu. No meu trabalho como desenvolvedor de sistemas chão de fábrica para a indústria, no entanto, ficaria muito receoso de implantar o sistema Linux não apenas pelo problema de suporte citado acima mas também pelo simples fato de todos, e afirmo que são realmente todos, os sistemas para automação industrial serem baseados na plataforma Windows.
    Não podemos negar, por esse ângulo, que o Linux é um produto de nichos e que este talvez seja o maior motivo de sua baixa adesão.

    • A situação descrita é, sem dúvida, uma situação na qual o suporte vindo do desconhecido, da entidade mística “comunidade”, pode parecer muito arriscado. Eu vejo como alternativa a contratação de especialistas em Linux, mas acredito que ser “especislista” em Linux pode ser bem mais difícil, pois o sistema evolui tão rápido, em pontos diversos.

      Mas, novamente, reitero que ainda que algumas situações possam, talvez, justificar a utilização de sistemas pagos, nada justifica a sua predominância, como ocorre atualmente.

  3. Ao longo dos anos, as plataformas criadas a partir do GNU/Linux (são centenas de distros) proliferaram o desenvolvimento tecnológico em (arrisco) todas as áreas do conhecimento. Na última década, com a queda vertiginosa dos preços dos computadores, muitos deles vieram com sistemas Linux. Estes sistemas, que no ínicio não eram amigáveis ao usuário comum, tem sido foco de grandes melhorias.

    • Justamente Vinicius, devido à maleabilidade que o código aberto oferece, as possibilidades de melhoria e adaptação do GNU/Linux para auxiliar no desenvolvimento de sistemas das mais diversas áreas do conhecimento foram enormemente facilitadas, o que resultou em avanços tecnológicos em muitas delas. Esperamos que com a melhoria da interface com o usuário a utilização desse sistema operacional se popularize ainda mais nas outras áreas do conhecimento, saindo apenas do âmbito Computação. Dessa forma, os ganhos proporcionados serão não só pessoais, mas de toda a comunidade científica!

  4. Laura, Izabela, Tatiana e Felipe, concordo com o André quando ele diz que a plataforma Windows é a mais utilizada; o que dificulta a implantação do Linux. Sou usuária do Ubuntu, mas não consegui migrar completamente para o sistema, visto que no meu curso universitário (Letras) o Windows ainda é amplamente utilizado. Como recebo trabalhos de colegas do curso e de alunos do Cenex no formato Word, preciso utilizar os dois sistemas. Na verdade, a maior parte dos professores do curso de Letras da UFMG que, vale a pena ressaltar, são todos doutores, preferem utilizar o Windows e não aceitaram migrar para o Linux. Acredito que essa não deva ser a situação apenas do curso de Letras da UFMG. Portanto, sugiro que projetos como o SOLAR (http://www.fafich.ufmg.br/rponline/arquivo/rponline/15/d_empauta_solar.htm), do departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG sejam divulgados pelo e-mail da Reitoria pois, na Letras, não recebemos com muita frequência divulgação de palestras ou de projetos do DCC por e-mail, visto que, normalmente, são divulgados para os cursos da área de Exatas. Como sou da área de Linguagem e Tecnologia, acho que projetos como esse devem ser aplaudidos e, portanto, divulgados pelo e-mail da Reitoria para que toda a comunidade acadêmica possa conhecê-los.