Megan e Josh – um caso de veridicção

Será apresentado o caso de Megan Taylor Meier, uma adolescente de 13 anos nascida em Dardenne Prairie, nos EUA. Sob o olhar teórico da veridicção da semiótica será analisado este Cyber Bullying que culminou no suicídio de Megan. A razão que a levou a depressão foi o término do namoro virtual com Josh, um personagem criado por suas vizinhas. Link: http://www.youtube.com/watch?v=v-u17Qk6zyA&feature=related
Autores: Anderson Pimentel Borges

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10 thoughts on “Megan e Josh – um caso de veridicção

  1. Oi Anderson,

    Um caso clássico de cyberbullying. Sua escolha da análise a partir do conceito de veridicção ficou ótima. Após a leitura do artigo pude consolidar melhor esse conceito. Parabéns!

    Abraços,

    Mônica

  2. Olá, Anderson!

    Seu texto vem reforçar nosso entendimento sobre o poder da manipulação, e ainda esclareceu alguns conceitos, que as vezes nos perdemos entre tantos.

    Parabéns!

  3. Anderson, seu trabalho entra num aspecto do bullying na internet que é muito interessante. As pessoas tem, em maior ou menor grau, uma certa habilidade para lidar com o ser e o parecer das coisas em situações de contato face a face muito maior do que tem em situações mediadas por alguma tecnologia, por exemplo o telefone. Até eu já caí no golpe do telefonema do sequestro… Bom, não caí totalmente, mas sofri muito porque não tinha certeza que o suposto sequestro da minha filha mais velha era um engodo (fiquei duas horas no telefone com os supostos sequestradores enquanto tentava, pelo chat e mensagens no celular, encontrar minha filha; enrolei o quanto pude e não paguei nada; mas o sofrimento foi real). Notem: foi numa época (2006) em que eu não lia notícia alguma, então não sabia que este golpe estava sendo aplicado; mesmo assim, analisei as palavras dos sequestradores e, racionalmente, sabia que nenhuma informação que eles dispunham tinha vindo de outro lugar que minhas próprias palavras no telefonema em questão: mesmo assim o medo de perder a filha foi maior que a razão. Saber manipular é uma arte que todos nós dominamos (senão sequer nos comunicaríamos), mas saber manipular com má intenção é uma arte que poucos dominam. Aprendemos a confiar para poder nos comunicar e é justamente isso que nos torna vulneráveis. Quem não confia em ninguém, não consegue se comunicar, tem muita dificuldade de relacionamento. Quem confia, corre riscos. E isso não importa se é na internet, no telefone ou com a pessoa que pediu informação no meio da rua: confiar é sempre, ao mesmo tempo, necessário e arriscado. Parabéns, ótimo trabalho.
    Beijos
    Ana

  4. É mesmo, Ana. O /crer/ e tão modalizador quanto o /querer/. Sem esse start não avançamos. Teu exemplo é cristalino e não há mal algum na manipulação. O problema é a manipulação voltada para o mal.
    Anderson, parabéns.
    Marisa

  5. Parabéns pelo trabalho, Anderson! O exemplo foi muito bem escolhido e o modo como o tema foi abordado revela a necessidade urgente de conscientizar os usuários da internet, principalmente os adolescentes, sobre os devidos cuidados para lidar com as informações veiculadas nesse ambiente virtual.

  6. Anderson, seu trabalho ficou ótimo.Leva-nos, por meio da semiótica, a pensar sobre o perigo dos falsos perfis na internet. Recentemente fiz uma conta no facebook e me deparei com uma página que fizeram para um senhor daqui de minha cidade que tem problemas mentais e se denomina Rei Mundial do Brasil. Ele anda de terno e maleta como um político. Construíram todo um perfil falso para ele,com formação acadêmica e tudo. De início, achei engraçado. Depois, fiquei pensando na seriedade do caso. Não deixa de ser bullying, mesmo que ele não tenha ideia disso. Muitas pessoas fragilizadas se deixam levar por personagens criadas nas redes sociais, tamanho o poder de veridicção de seus recursos. A persuasão é tão forte que os desavisadoslogo logo se tornam signatários desse contrato de risco…
    Parabéns!

  7. Anderson,

    Parabéns pela escolha do objeto e da análise clara e objetiva do cyberbulling sofrido por Megan.

    Para mim seu trabalho toca num outro ponto muito relevante: o de criar espaços sociais para a discussão de competências para navegar com segurança na internet. Como no caso da prof. Ana, precisamos formar habilidades para avaliar a relação de confiança que deve ser estabelecida, ou não, entre os usuários da internet, em especial entre os das redes sociais. Quem sabe assim estaríamos mais preparados para lidar com os casos de falsidade ideológica tão comuns na internet e talvez essa discussão pudesse ter evitado um fim tão trágico para Megan.

    Abçs
    Andréa

  8. Olá Anderson,
    Parabéns pelo trabalho, você conseguiu explicar a teoria de uma forma bem clara e objetiva. O texto escolhido facilitou bastante esta abordagem. Infelizmente vemos a cada dia fatos como este acontecendo com nossas crianças e adolescentes.
    Ana, muito interessante seu exemplo e a questão de analisar as palavras dos supostos sequestradores.
    Abraços,
    Francine Mendes

  9. Oi Anderson!
    Interessante e triste o caso analisado por você. O esclarecimento sobre o que é cyber bullying no início do texto é bem coerente, tendo em vista as interpretações acerbadas feitas em muitos episódios.
    Iludida, Megan parece ter sido ingênua ao não perceber os sinais sobre a verdade oferecidos no relacionamento estabelecido. Contudo, o jogo era sujo. Como o intuito de uma das partes era o de enganar, o contrato fiduciário foi mantido apenas pela vítima. Seu destinatário ardiloso e desonesto acaba cometendo um grande crime. Mesmo num relacionamento virtual, não podemos mensurar o tamanho do sofrimento de Megan. “A paixão, portanto, está longe de ser física; ela é uma interpretação cultural das perturbações corporais perceptíveis, uma moralização social sobre um fazer individual.” (MATTE, 2009)
    Espero que nós, usuários da internet e das redes sociais, e sobretudo nossas crianças e adolescentes, estejam mais atentos à manipulações e intimidações on line.

    Abraço!

  10. Anderson,
    Através da atração, sedução e manipulação o destinador praticamente tomou “posse” das atitudes do destinatário.
    As ferramentas tecnológicas sõa indispensáveis no mundo atual, no entanto, podem ser utilizadas para açoes degradantes.
    O desfecho trágico de cyber bulying sofrido por Megan é um triste exemplo de tal fato.