UM DISCURSO NARRATIVO DE BULLYING NO CYBERESPAÇO

No contexto das mídias sociais, o estuda da narratividade segundo a Semiótica Greimasiana permite uma análise do processo lingüístico de interação humana em ambiente digital. Alinhando-se ao tema atual de utilização dessas mídias em suporte tecnológico como ferramentas de ensino em EAD, este trabalho analisa os mecanismos intradiscursivos que conferem significação a um texto produzido por blogueiro sobre bullying.
Autores: Andréa Marques de Azevedo
Geórgia G. Cordeiro Dantas

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19 thoughts on “UM DISCURSO NARRATIVO DE BULLYING NO CYBERESPAÇO

  1. Olá meninas!!! Parabéns pelo trabalho; achei a escolha muito interessante do ponto de vista dos percursos narrativos de todos os envolvidos – professora, agredido, colega do agredido e mãe do colega – se assim posso chamá-los. Observei também, não sei se o grupo concorda comigo, que a manchete foi feita para chamar a atenção do público, mas talvez não retrate um caso de bullying especificamente e sim um caso de discriminação e preconceito que, apesar de talvez não se encaixar no conceito de bullying, merece toda a atenção da comunidade. Entretanto, de novo fica a impressão que a mídia e a sociedade estão “abusando” do conceito de bullying…
    Abraço da Ana Bovo

  2. Olá Andréia e demais autoras do texto,
    Parabéns pela análise dos mecanismos intradiscursivos do texto utilizando a Semiótica Greimasiana. Assim como o texto não pertence ao autor, a palavra, depois de lançada, já não pertence ao emitente, atingindo terceiros ( o texto mostra claramente o alcance do bulling de acordo com os valores do sujeito e também o alcance contraposto à posição do manipulador em relação ao manipulado: a professora atinge fulaninho( vítima) , alcançando também a mãe de fulaninho (terceiro que desestrutura-se emocionalmente – fui realmente amada?) influenciando ( manipulando) Lucas que emite juízo de valor e propaga o que ouviu.
    Andréia, possuo convivência com o uso do blog como ferramenta de aprendizagem e parabenizo vocês pela brilhante participação.
    Sucesso!
    Josefa

  3. Perfeito: “A educação desse
    ponto de vista reflete e perpetua o quadro de valores de uma sociedade, sendo o
    cyberespaço apenas mais um ambiente para que esses jovens expressem esses
    valores.
    ” Gostei da introdução, bem abrangente sobre o tema, muito informativa, mesmo sobre a teoria usada. Parabéns, beijos
    Ana

  4. Olá! Parabéns pela seleção desse corpus. Se Freud tivesse trocado a figura “mãe” por “certas professoras” certamente nos livraria de muitos traumas.
    Bj
    Marisa

  5. Às vezes me perdi na análise. Não fica bem marcado quem vocês estão designando de S1(talvez eu tenha lido muito rápido também). Acho que o texto (completo) ajudaria…Sobre a questão do bulling focalizando a professora, achei bastante interessante.

  6. Olá,
    Parabéns!!
    Gostei dos conceitos utilizados como referencial teórico.
    Concordo plenamente quando dizem que o desenvolvimento do bullying infere: “a aquisição de status versus a privação de status, visto que quem pratica o bullying busca a sensação de superioridade enquanto o que sofre tem sentimento de inferioridade e incapacidade, dentre outros”.

    Abçs
    Agleice

  7. Minha Carol:

    Obrigada pelo carinho. Beijocas da Mamãe.

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    Ana Bovo:

    Que bom você ter gostado. Nós recortamos o texto de um blog, mantido por uma jornalista. Ela nominou o “post” assim e recebeu 63 comentários, a maioria dos blogueiros desejando trucidar a professora. Na leitura deste “post” e de outros do blog, existem pistas de que a autora possivelmente narra fatos reais ocorridos com o filho, Lucas (aiai, não ponho minha mão no fogo, vai que é puro efeito de sentido criado por uma destinadora-manipuladora competente, rs). Agora, o debate em torno de “bullying” é intenso mesmo, multidisciplinar, conforme comentários postados em outros trabalhos deste evento e espero que tenha resultados concretos. Agradecemos sua visita, bjs.

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    Olá, Josefa,

    Nós agradecemos.
    Em especial, fiquei feliz por prestigiar o nosso trabalho, sei do seu interesse pelo uso pedagógico das mídias sociais.
    Bjs.

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    Ei, Ana (A “profe”):

    Uau! Que bom você ter gostado.
    Agradecemos pelo incentivo tão importante para continuarmos a trilhar os caminhos semióticos. Apenas começamos, há muito o que aprender. Valeu, bjs!

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    Olá, Marisa,

    Freud esqueceu de teorizar sobre a culpa das mães no outro lado da moeda: culpadas do que dá errado, mas culpadas também do que dá certo. Concorda? Então, aqui em casa, quando abrem a sessão de reclamação, costumo dizer que a “sessão está aberta inclusive para o que deu certo”, rsrsrs. Acredite, a sessão se esvazia, + rs. Obrigada pela visita. Bjs.

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    Olá, Agleice.

    Obrigada por prestigiar o nosso trabalho.

    Bjs.

  8. Olá, Rafael.

    Obrigada por pontuar a dificuldade encontrada, assim podemos buscar sermos mais didáticas.

    Segundo nos parece, ao longo do texto encontram-se quatro percursos gerativos de sentido, o que pode realmente ser confuso numa leitura muito rápida – a própria análise da narrativa não foi fácil, especialmente na terceira parte dado à sutileza do discurso frente a um determinado quadro de valores.

    Em cada um desses percursos, designamos “S1” (Sujeito 1) específicos, quais sejam:

    Na primeira parte – Antes do almoço:

    Percurso da 1ª transformação: S1 = S2 = “Fulaninho”, também chamado de “Molequinho”, sujeito realizado em junção com objeto = escrever “cartinhas de amor”;

    Percurso da 2ª transformação: S1 = “Professora”, sujeito realizado em junção com objeto = atenção do aluno(s)/turma;

    Percurso da 3ª transformação: S1 = “Professora”, porque “se não manipula toda a turma, explicitamente manipula o aluno, “Lucas”, o qual inicialmente fecha o contrato de manipulação”, sancionando: “E o fulaninho da minha classe que virou menina?”

    Na segunda parte – Na hora do almoço:

    S1 = “Eu” no percurso da 4ª. transformação: “O ‘Eu’ destinador usa a sedução, modalizando o destinatário ‘Lucas’ pelo querer fazer para obtenção de sanção positiva. ‘Lucas’ adere a esse quadro de valores para manter uma imagem positiva junto à mãe”.

    Concordamos com você, a princípio: o texto completo ajudaria, mas por uma questão que ainda não é pacífica sobre os direitos autorais e, seguindo a orientação da nossa professora, optamos por informar o link onde o texto pode ser lido integralmente, acrescentando negrito às pistas trabalhadas.

    Neste aspecto ainda, pensamos que direcionar os leitores para o texto no blog afigurar-se-ia como uma dinâmica complementar ao enfoque de nosso trabalho, o qual também abordou o uso pedagógico das mídias sociais no contexto do UEADSL, sendo a interatividade intrínseca à atividade de ensino/aprendizagem (no caso, ensino/aprendizagem da Semiótica Francesa – trilha da narrativa, utilizando as mídias sociais como ferramentas), conforme delineamos: “Em si mesmo, o trabalho ilustra a utilização de mídia social e TIC para ensino de leitura e produção de texto”. Ou seja, nós mesmas enquanto alunas da SEMIOTEC fizemos esta atividade proposta pela professora para aprendizagem de Semiótica e Tecnologia (SEMIOTEC).

    Conforme nota de rodapé, “O discurso sobre bullying encontra-se disponível no seguinte link: . Acesso em: 30 setembro. 2011”.

    Realmente, a transcrição do texto teria sido “supimpa”, mas… contamos com a sua compreensão, ok?

    Que bom você ter gostado. Sugerimos visitar o blog, cremos que você gostará mais ainda de ver a maioria absoluta dos blogueiros modalizados, salvo duas ou três exceções.

    Confesso que me abstive de ler os comentários antes de finalizar a análise e, depois de ter lido, além de me surpreender com apenas um comentário na mesma linha da análise proposta para a terceira parte do texto, observei que não houve nenhum comentário sobre a tentativa de modalização em “…já passou da hora da dita cuja mal amada receber uma carta de amor escrita por um homem de verdade”. Ou passou desapercebido, ou não interessou a ninguém que do marido da professora se tenha dito não “ser homem de verdade”…

    Agradecemos, Rafael, por prestigiar nosso trabalho.

    Abraços.

  9. Olá, Washington.

    Agradeço em meu nome e das co-autoras, Geórgia e Márcia, por prestigiar nosso trabalho.

    Aproveito para noticiar e compartilhar com as colegas, Márcia e Geórgia (meninas: nós, na fita, rs) e a organização do “UEADSL-POS 2011: Cyberbulling”, a satisfação por várias pessoas acessarem ao ambiente de Texto Livre e nosso trabalho, especificamente, embora tenham preferido postar comentários em outros canais: ex-alunos da Academia de Polícia Militar, alunos do Curso de Especialização em EAD do SENAC, Servidores do Tribunal de Justiça de MG, parentes e amigos.

    Obrigada, pessoal.

    Bjs, Andréa.

  10. Olá pessoal,
    Estive presente no chat em que este texto foi apresentado, desta forma a leitura do artigo está bem clara, gostei muito da exposição teórica e posterior análise prática. Observei também que alguns pontos destacados no chat pela Ana foram revistos e retrabalhados. Parabéns pelo texto.

  11. Andréa, Georgia e Márcia,

    A análise de vocês foi bastante criteriosa e esclarecedora. Ela me ajudou a compreender melhor muitos conceitos da semiótica, em especial, o trabalho com o percurso gerativo de sentido traçado e a proposta de construção de um significado para o texto em função da compreensão do quadro de valores histórico-sociais de cada sujeito implicado na narrativa. Parabéns!

    Andréa Ribeiro

  12. Andréa, Geórgia e Márcia,

    Particularmente gostei muito da iniciativa da equipe em abordar o bullying envolvendo a interação humana em ambiente digital, ao analisar os mecanismos interdiscursivos de um texto produzido por um blogueiro.

    No meu entendimento, há um ponto interessante no artigo produzido pela equipe que eu gostaria de ressaltar: o bullying não se prende ao ambiente escolar e não se limita ao ambiente familiar, mas se estabelece na relação do contexto escolar/familiar.

    Desejo um ótimo evento à equipe.

    Naziozênio Lacerda

  13. Que trabalho bacana, meninas!

    Gostei muito da clareza com a qual expuseram a oposição:
    Aquisição de status X Privação de status
    De fato, o bullying acontece no encontro daquele que precisa sentir-se superior com aquele que tem baixa auto-estima e por isso é incapaz de despertar o respeito daqueles que vivem a sua volta, principalmente, daqueles que precisam de uma vítima para se auto-afirmar.
    Na verdade, também interpreto o bulizador como um incapaz, pois alguém satisfeito consigo mesmo não necessitaria de uma vítima para sentir-se realizado.

    Parabéns!

  14. Olá pessoal

    Primeiramente quero agradecer a todos que prestigiaram nosso trabalho. Andréa respondeu de forma bastante eloqüente as questões colocadas. Quero ressaltar que a ausência do texto origem foi uma decisão consciente devido a questões (ainda não claras) de direitos autores. Contudo, para os que chegaram depois o texto encontra-se referenciado e a Andréa em comentário anterior compartilhou o link nesse fórum.

    Agradeço a todos os comentários generosos e críticas construtivas. Agradeço aos visitantes mais recentes:

    Francine – Sim tivemos toda uma preocupação em adotar os pontos frisados pela Ana. Muito obrigada por acompanhar nosso trabalho desde o chat da disciplina 😀

    Andréa Ribeiro – acredito que falo por todas ao afirmar que ficamos muito felizes em ouvir que o trabalho ajudou no esclarecimento de alguns conceitos. Muitos dizem que se aprende fazendo, realmente a experiência do trabalho também instigou reflexões que nos ajudou a compreender melhor a teoria.

    Naziozênio – Muito obrigada, é recompensador observar que o nosso enfoque no trabalho também se mostrou relevante para os leitores 😀

    Ranielli – Concordo com a sua opinião. Acreditamos que é por meio da privação de status do outro que o “bulizador” vê sua aquisição de status. O “bulizador” tanto quanto o que sofre o bullying parte de um estado inicial de privação de status.

    Mais uma vez agradeço a todos pela atenção comentários e críticas construtivas.

    Um grande abraço

  15. Ranielli, Naziozênio, Xará e Francine, queridos colegas,

    Faço minhas as palavras da Geórgia que muito bem expressou o nosso sentimento por compartilharem do nosso trabalho.

    Sinceramente agradecida pela carinhosa atenção de todos os visitantes, sinto-me recompensada por ter colaborado de forma produtiva tanto para a compreensão da teoria como para reflexões sobre o tema deste UEADSL-POS.

    Mais ainda, agradeço pela oportunidade de refletir e aprender em companhia de vocês.

    Abraço cordial e fraterno,

    Andréa Marques de Azevedo.

  16. Parabéns pelo texto apresentado!
    A proposta de uma exposição teórica seguida de uma análise prática tornou a leitura muito mais esclarecedora.