Um estudo semiótico num suposto caso de bullying envolvendo aluna surda

O artigo apresenta um estudo semiótico da veridicção e isotopia, na visão da semiótica francesa, num suposto caso de bullying retratado em um vídeo “Jovem surda é vítima de bullying de colegas e professora em escola no Rio”. A análise do vídeo, na perspectiva da semiótica, mostra como a estratégia da veridicção pode levar o enunciatário a se deixar influenciar pelo enunciador. Ao identificarmos as isotopias utilizadas pelo enunciador, foi possível compreender como elas definem um percurso programático para a construção do efeito de sentido de verdade, interno ao texto, uma espécie de debreagem veridictória que cria o efeito de“plausível”, recurso muito utilizado quando se busca a adesão de um auditório que se alimenta de sensacionalismos.
Autores: Maria do Carmo Ferreira dos Santos
Letícia Capelão

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19 thoughts on “Um estudo semiótico num suposto caso de bullying envolvendo aluna surda

  1. A análise é muito interessante e me chamou a atenção justamente pela questão da manipulação que induz à interpretação que os entrevistadores querem dar ao fato ocorrido: isso também acontece no objeto que analisamos (comentários para o jornal O Povo). Percebo que há uma tendência a classificar como bullying situações que talvez não sejam exatamente isso… Abraços e parabéns! Ana Bovo

  2. Pessoal, de certo modo voltamos ao tema que me proponho a discutir, a necessidade de uma tipificação do que vem a ser bullying, bulizador e bulizado. O exemplo que vocês é claríssimo dessa necessidade. Me parece que corremos o risco de uma banalização, de um esvaziamento do termo.
    Falar de bullying está nas pautas dos jornais, então, eles sapecam qualquer coisa. Ontem saiu no clipping do UOL, eu creio a seguinte manchete: Rubinho sofre bullying dos mais novos. E depois, no corpo do texto o redator associa o bullying às “brincadeirinhas verbais” de Massa e Bruno Senna.
    Voltando ao texto de vocês, parabéns por chamar a atenção para a construção das isotopias.
    Beijo da
    Marisa

  3. Olá pessoal!
    Concordo com o comentário anterior.
    Através desse trabalho é possível notar que o bullying não tem limites. Esse tipo de ação rompe as fronteiras do respeito, educação, classe social, etc. Portanto, é uma questão que precisa ser discutida na sociedade e não pode ser banalizada. Parabéns pelo trabalho.

    Abraço,
    Ester.

  4. O trabalho de vocês aponta para questões fundamentais no que diz respeito ao bullying e a teoria semiótica foi utilizada com esmero na construção e desvendamento das estratégias que causaram o efeito em foco: a verdade do bullying não é uma verdade simples, aliás como nenhuma é. Foi interessante que, embora sem citar Bakthin, trabalharam muito bem com o conceito do não-dito como construtor de efeitos de sentido, adorei. Aqui entra uma das grandes falácias do bullying: a hipervalorização do poder do agressor e a subestimação do poder do agredido é mais preconceituosa do que a agressão em si. E é justamente, como muito bem apontado por vocês, na relação entre o ser e o parecer que o suposto “benfeitor” que vem a público “em defesa” da vítima acaba por vitimizá-la muito mais do que o fato que serviu de mote para a encenação. Parabéns!
    Beijos
    Ana

  5. Olá, Pessoal,
    Importante a visão apresentada por vocês sobre a divulgação e a interpretação de casos como se fossem bullying, sem realmente serem. Alguns casos são suposição, generalização, falsa interpretação e até mesmo denominados assim, principalmente na mídia, para chamar atenção e dar audiência.
    A pergunta que faço é: será que se a aluna não fosse surda o caso seria mostrado também como bullying? Penso que o repórter se aproveitou dessa da surdez para passá-lo dessa maneira ao público visto o assunto ser o auge do momento e chamar mais atenção do que falar da falta de estrutura da escola, da falta de domínio (leitura e escrita) da LP como segunda língua pela aluna e a mãe usa esse mesmo motivo para justificar o não cumprimento do contrato de sua filha com a escola, que é o de fazer as atividades escolares como ler o livro que foi solicitado. Pura manipulação como bem mostrado por vocês.
    Parabéns pelo trabalho.
    Bjs.
    Agleice

  6. Gostei bastante da análise e principalmente do alerta para a importância da conscientização dos alunos para essas estratégias de manipulação que constroem a verdade no texto. É importante destacar que só podemos questionar essa verdade por outro(s) texto(s), trazido(s) mesmo no momento da análise, por exemplo, aquele que traz outro olhar sobre o surdo mudo e que acaba sendo bem lembrado e usado para desvendar os sentidos do texto em foco. Além disso, vcs trabalharam com os pressupostos. Quando dizem, por exemplo: “Antes da reportagem, a aluna não tinha vergonha da sua condição.”, perceptível no enfoque dado pelo repórter à fala da menina: “Agora eu tenho vergonha de ser surda”. Dessa forma, o próprio texto parece suscitar outras verdades, o que resulta neste ótimo apontamento que vcs lançam: “as discrepâncias entre as falas do repórter, da mãe e da adolescente”. Isso fica claro como? Pelos diálogos do texto construído na reportagem com outros textos que vcs mobilizam para a análise e também pelos mecanismos internos de produção do texto. Além disso, daria para mostrar isso pelos gestos do vídeo? Em algum momento a linguagem de sinais da aluna ou os gestos dos outros sujeitos evidenciam uma discrepância? Ou são recortados de tal forma que não deixam isso marcado?
    Abrs,
    Dani

  7. Bacana a observação das incoerências dos níveis superficiais, esse tipo de manipulação é lamentavelmente muito comum. O apelo emocional e essa incansável vitimização desnecessária tem se mostrado recorrentes nos trabalhos. A primeira impressão é sempre essa.

    O que me fez pensar no bullying como algo mais complexo do que as primeiras impressões.

  8. Muito bom!!!
    O trabalho apresenta em suma dois textos articuados em um. O ocorrido em sala de aula como um suposto bullying e um outro que é a entrevista realizada pelos reporteres.
    A análise que o grupo faz é muito preciosa em todos os sentidos pois trazem o nao-bullying mascarado de bullying (ser vs parecer), e da manipulação dos jornalistas tendo o sensacionalismo sobre a prática de bullying como mote e uma vitimização preconceituosa em relação á protagonista surda.
    O levantamento e análise das discrepâncias das “falas” nesse trabalho para mim é um dos pontos altos.
    Parabens!!
    bel

  9. Prezadas autoras:

    Interessante o trabalho, bem demonstrada a manipulação pelo repórter no sentido de pretender caracterizar a situação como “bullying” pela circunstância da aluna ser surda.

    A análise expõe o quanto o sensacionalismo não se preocupa com o mal maior para os envolvidos, desde que garantida a mobilização da opinião pública em favor dos índices de audiência. Por manipulação do destinatário, é que o repórter torna o ocorrido um pretenso caso de bullying, ou seja, em tese, não seria.

    Em si mesma, “a situação desagradável de ouvir a professora dizer em voz alta frente à turma, que ela ganharia zero” seria humilhante para qualquer aluno(a), independentemente de ser ou não portador(a) de deficiência. A manipulação esvaziou a situação vexatória e a “fala” da aluna sobre “agora” ter vergonha de ser surda, nossa, eis o ápice da perversão jornalística precisamente delineada neste trabalho.

    Se a situação narrada é “desagradável”, “humilhante”, mas não caracteriza “bullying”, concordo com Marisa: está passando da hora de se estabelecer parâmetros para bullying, bulimizador, bulizado, se é que o termo já não se encontra banalizado, em que pesem a subjetividade inerente aos valores individuais e dos múltiplos grupos aos quais os indivíduos buscam pertencer, bem como as garantias constitucionais para o nome, a imagem e a honra.

    Parabéns pela análise!

    Abraço cordial,

    Andréa Marques de Azevedo.

  10. Ei Ana,
    Lendo o seu artigo, eu repensei o bullyng de uma outra visão. Considerando os significados apontados para bullyng no seu artigo:

    “O bullying, palavra originada do inglês, significa ameaça, intimidação, coação, brutalidade, praticada repetidas vezes por um sujeito para agredir outro. A melhor tradução do termo para o português seria intimidação, ou seja, ação de inspirar medo, apreensão, atemorizar-se, tornar-se tímido, além dos resultados dessa ação5. A palavra inglesa é mais utilizada por possuir uma carga semântica capaz de abarcar o
    conjunto de comportamentos que se insere no âmbito deste tipo de fenômeno. (…) O bullying não é simplesmente, como muitos minimizam, um comentário cortante ocasional feito por uma pessoa importante para quem o ouve, à mesa do café da manhã, um dia ruim com o chefe ou crianças brigando no pátio. Bullying é crueldade deliberadamente voltada aos outros, com intenção de ganhar poder ao infligir sofrimento psicológico e/ou físico.”

    Considerando que houve manipulação pelas reportagem, quem sabe, uma análise invertida: quem causou o bullying não foi a professora, mas quem sabe os repórteres. 🙂 É um caso a ser estudado.

    Bjos e obrigada.
    Letícia e Madu.

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    Ei Marisa, ótimos questionamentos: o que é o bullying? Quem é o bulizador e bulhado quando se banaliza o termo pela mídia? Será que a mídia não se torna então o próprio bulizador?
    Acessamos esta notícia. Brincadeirinhas verbais sobre os cabelos escassos do Rubinho? “Em meio às brincadeiras, Barrichello corre sem aspirar grandes resultados, pelos resultados ruins que o carro da Williams apresentou desde o início da temporada.” E pergunta-se novamente: o que é bullying, de fato?
    Obrigada.
    Letícia e Madu.
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    Ei Ester, é uma pena mesmo pois a mídia explora sempre e com muita intensidade conceitos, situações que envolvem o público e por aí vai. E com isso, muito se perde e, por fim, não se sabe mais quando começou, de onde surgiu e a que se refere.
    Obrigada.
    Letícia e Madu.
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    Sim, Ana Matte, você tocou num ponto que me marcou quando vi o vídeo pela primeira vez. Eu fiquei emocionada e senti que a reportagem foi mais preconceituosa que a agressão em si. A agressão se tornou apenas mais uma notícia e as vítimas se tornam atores de uma história!
    Obrigada por seu comentário! Ficamos muito feliz!
    Bjos. Letícia.

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    Ei Agleice,
    acreditamos que se a aluna não fosse surda, o caso não chamaria atenção. Mas veja só a situação: o caso só chama a atenção porque se tratar de uma aluna surda, sendo ainda colocada numa situação de “incapaz” de realizar a tarefa porque não leu o livro. E porque ela não leu? Não se sabe.. porque ela é surda? Os surdos não sabem ler? Isso somente confunde mais o público e manipula-os para considerar os surdos como incapazes, sem sequer compreender a realidade deles. E como abordamos no artigo e você ressaltou: nada sobre a surdez ou questões de linguagem foram consideradas na reportagem. A chamada “aluna surda” foi somente um recurso para realmente chamar mais a atenção do público.
    Obrigada.
    Letícia e Madu.
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    Ei Dani,
    como o vídeo é editado e montado, acreditamos que o que se passa no vídeo é utilizado como estratégia para manipular a construção da verdade no texto. Uma verdade que não é. Um exemplo citado é quando a repórter ainda enfatiza: “Mas esse sinal é de conhecimento de todos. Você quer voltar para a escola”. E a aluna sinaliza “não”. “O motivo ela também consegue facilmente explicar com as mãos.” A aluna sinaliza que chorou muito, chorou muito”. Mesmo quem não entende Libras, compreende o sinal de chorar. E aluna logo a seguir faz sinais dizendo que “eu casa, eu casa ficar”. Ela aparece novamente dizendo: “zero, muito, eu triste, chorei muito, nervosa muito”.
    Obrigada.
    Letícia e Madu.
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    Ei Paulo, realmente com estes trabalhos desenvolvidos também estamos repensando o bullying e sua complexidade. Assim como a manipulação.
    Obrigada.
    bjos.
    Letícia e Madu.

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    Ei Bel, obrigada. Realmente, é o bullyng mascarado através da manipulação que faz um parecer ser. Como voces destacaram no artigo de vocês:

    Segundo Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade
    Estadual de Campinas (Unicamp), “para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa”[4].

    O que você ficou pensando?

    bjos.
    Letícia e Madu.

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  11. Ei Andrea,
    Realmente, o sensacionalismo e exploração do tema pela mídia podem se tornar agressores mais fortes que o próprio suposto bulimizador.
    Obrigada pelo comentário.
    Bjos.
    Letícia.

  12. Letícia e Madu, parabéns! A análise está muito interessante. Pode-se perceber os diferentes níveis de manipulação no texto. Os pais não querem que seus filhos passem por frustrações e, é óbvio, as crianças e adolescentes também não desejam enfrentá-las. Assim, é muito mais fácil encontrar “desculpas” para encobrir falhas do que assumir a “responsabilidade” por determinadas ações. É triste perceber como a imprensa tem feito sensacionalismo com falsos casos de bullying. Reportagens desse tipo só servem para mascarar o problema e distanciar sociedade de possíveis soluções.

  13. Acho que as questões de veridicção já foram bem discutidas aqui. parabenizo as meninas pelo bom texto apresentado. Nesse caso, me junto à Agleice que questiona o preparo dos professores de Português e da escola no que se refere a trabalhar em sala de aula com um surdo que nem sabia qual era a instrução dada sobre a atividade de leitura, segundo a reportagem que não consegui acessar pelo link indicado. É claro que a obrigação do aluno é fazer as atividades propostas, não questiono isso. Mas sabemos que essa obrigação não garante o cumprimento das instruções, nem para aluno ouvinte que deve estar atento ao que o professor fala e nem sempre está. Aí fico pensando como será essa sala de aula que ocorreu o contratempo? Ano passado, eu tive uma aluna com síndrome de down por 40 dias. Eu cheguei a pedir ajuda à direção que simplesmente me disse para deixar a aluna quieta no canto dela, dar boas notas e pronto. Pode uma coisa dessas? Saí da escola por conta de pontos de vista muito diferentes da equipe pedagógica e direção. É claro que o surdo, ou qq PNE, deve ter um trabalho diferenciado, contextualizado à sua realidade, que o motive realmente. Sobretudo por se tratar de português como L2. Algo que nem todo professor de português sabe. Se não for assim, o aluno não vai se sentir acolhido e vai acabar se rebelando, mesmo que seja não fazendo uma atividade. O problema tá muito mais embaixo. Hoje, os dirigentes lotam as turmas e o professor mal tem tempo para o diálogo produtivo. Ele vira uma ‘coisa’ briguenta em sala que nos faz termos vergonha da classe. Nesse último domingo vi o quadro “conselho de classe” do fantástico da Tv Globo e fiquei com muita vergonha. O que se mostrava no programa era professores estressados, sem as mínimas condições para o trabalho, adoecidos mesmo. E o pior, nos representando. Trabalhos como os nossos devem ser levados adiante para uma melhor discussão. Eu, como educador e pesquisador, confesso que é a primeira vez que participo de uma discussão dessas. Imaginem um prof que dá aula em 3 turnos e passou longe da pós-graduação? Temos que ajudar a divulgar nossas reflexões para aumentar o diálogo e a conscientização.

    Abçs.

  14. Olá meninas. Parabéns pelo trabalho 😀
    A sua fundamentação foi rica e bastante didática. Concordo com muitos dos que aqui participaram, esse trabalho mostra o tipo de manipulação sensacionalista que estamos acostumados a esperar do nosso “jornalismo”.
    Todos os argumentos que vcs levantaram foram defendidos com esmero. Eu particularmente achei interessante a discussão sobre as isotopias do texto do vídeo.
    Contudo, e ressalto que o comentário não é uma critica, porém uma curiosidade por querer saber mais, acharia bem interessante uma análise da situação de constrangimento da aluna em sala. Do texto de vocês pude comprovar que o fato da aluna ser surda-muda não foi causador da situação, apesar de ter sido construído pela mídia dessa forma. No entanto existiu sim o constrangimento a uma aluna de forma pública, atitude questionavel vinda de uma educadora. Teria muito interesse de ler uma análise mais profunda sobre esse aspecto do texto. Faço a sugestão de que quando vcs publicarem esse texto (pq ele de fato MERECE ser publicado) explorem também esse aspecto.

  15. Parabéns pelo trabalho, meninas!! Ficou ótimo!!
    A mídia utiliza termos sensacionalistas, como “jovem surda-muda” (ela provavelmente não é muda, apenas surda, e não fala por não escutar, mas esse fato não pode ser visualizado no vídeo) para manipular, atrair a atenção e comover os telespectadores. É claro que se a professora realmente agiu dessa forma com qualquer aluno teve uma atitude completamente errada, mas o foco da entrevista, como vocês citaram, foi explorar o fato da estudante ser deficiente auditiva, portanto ser incapaz (não poder e não saber) de reagir a agressão.
    Abraços,
    Cibelle

    Obs: Não consegui ver o vídeo pelo link do artigo, mas consegui ver por esse: http://www.youtube.com/watch?v=vmCBdOcK2bM

  16. Me emocionou essa resposta do Carlos, um depoimento e tanto! E fica a pergunta: como divulgar? A Rede Bobo não vai vir aqui pra nos levar para o Fanático…
    Por curiosidade, fiz duas buscas no google:
    ciberbullying
    bullying e ciberbullying
    considerando que as pessoas geralmente não vão além das duas primeiras páginas da pesquisa e não aparecemos em nenhuma delas…

  17. Oi gente!
    Como a Ana Bovo já comentou lá em cima, percebi também a semelhança da análise de vocês com a nossa. A manipulação do repórter começa pela manchete e observamos que há um problema conceitual por parte dos profissionais da comunicação envolvidos, os quais não atualizam o real sentido de bullying, o qual não se caracteriza como fatos isolados.
    Temos ali o contexto criado no ambiente jornalístico, o da notícia, com o intuito de ganhar adeptos ao que veicula. Contudo, não temos o contexto macro, o que aconteceu de fato, nem a comprovação das palavras usadas pela professora da classe (“fora do texto não há salvação”) e acho que fora do contexto também não.
    Abraço!

  18. O tema do vídeo chamou minha atenção, pois tenho na família caso de surdez. E gostaria de compartilhar com Carlos a angústia que passou na escola na qual lecionou. Já aconteceu de eu ter em sala 2 alunos surdo-mudo e nenhum apoio pedagógico, nem humano e menos ainda material. Agora, vejo na escola em que atuo vários casos considerados especiais, no entanto, são tratados da forma que vc relatou, “deixei-os quietos, estão aqui para socializar”, pergunto que socialização é essa? Na realidade não há inclusão e sim exclusão.

    Através da análise ficou mais fácil de entender os conceitos da semiótica e percebemos o poder da manipulação. Concordo com os comentários acima em relação ao que realmente é classificado ou não como bullying. Parabéns.

  19. Muito interessante essa sistemática abordada bem como os comentários que li até o momento, pois analisar a semiótico através de estudos de cas a torna bem mais construtiva. Quanto aos comentários em relação ao bullying foram muito bem esplanadas;Parabéns!