Ensino de Computação à Distância

Neste trabalho, falaremos sobre o ensino à distância no curso de Ciência da Computação da UFMG e apresentaremos um panorama das disciplinas que estão sendo oferecidas online no curso e das razões pelas quais ele ainda não é totalmente ministrado à distância. Será apresentada, também, uma perspectiva do ensino à distância para esse curso da UFMG.
Autores: Raquel Brandão Rodrigues Duarte: duarteraquel.br em gmail.com
Gabriel Almeida: galmeida em dcc.ufmg.br
Ronalu Augusta Nunes Barcelos: nalura em gmail.com
Fernando Calazans Lopes: fernandocalazansl em gmail.com
Leticia Lana Cherchiglia: letslcherchiglia em gmail.com
Samir Palumbo Khalifa: samirpalumbo em gmail.com

Leia o ARTIGO COMPLETO aqui

Este artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2011.2.

26 thoughts on “Ensino de Computação à Distância

  1. Prezados autores, o artigo ficou muito bom! Bem redigido e as ideias apresentadas foram bem desenvolvidas e bem respaldas pelas referências utilizadas. O questionário aplicado aos alunos do curso de Ciência da Computação foi realizado pelo grupo? Caso sim, quero parabenizá-los! Achei muito interessante as considerações feita. Caso não faltou colocar a referência.
    Emanoela Lima – Comissão Científica – UEADSL 2011.2

  2. Emanuela,
    Obrigado pelas considerações. Esperamos que as idéias expostas no artigo sejam relevantes para o aperfeiçoamento do curso de Ciência da Computação e que a importância do EAD seja difundida.
    A pesquisa com o questionário foi iniciativa do grupo para que tivéssemos uma ideia da opinião dos alunos.
    Cordialmente,
    Samir Palumbo Khalifa

  3. De fato, a solução encontrada pela coordenação do curso foi uma que levasse em conta o perfil dos estudantes que são reprovados em tais disciplinas – unindo as tendências e estilos de aprendizagem destes (preferem estudar sozinhos e estão acostumados mais a estudarem e interagirem por meio do computador – não tendo normalmente o hábito de interagir com o professor presencialmente) e as limitações de recursos humandos e espaço físico da universidade. Interessante a ideia, mas há dois aspectos importantes que não podem ser esquecidos:

    1- O que leva tantos alunos a terem alto índice de reprovação em certas disciplinas do curso? Será a metodologia empregada nas disciplinas presenciais? Será o número de alunos por sala? Há certas disciplinas, com alto índice de reprovação, que são motivo de queixa não só entre os alunos da UFMG,mas de várias outras universidades também. E o incentivo a evitar as reprovações é primordial – pois, na hora de o estudante querer ingressar um um projeto de iniciação científica, o número de reprovações consta no currículo, influenciando-o negativamente;

    2- É importante que o aluno que faz a disciplina na modalidade online tenha toda a “infra-estrutura” virtual para que ele faça bom aproiveitamento de estudos, tais como: acesso a bibliotecas virtuais (além da indicação de livros em papel, que ele pode pesquisar na biblioteca do ICEX, ao mesmo tempo que utiliza um computador) , chat para plantões e monitorias online – além, claro, de orientações de incentivo para que esses alunos, que estão estudando “sozinhos”, não percam o foco das atividades e saibam administrar o tempo disponível corretamente.

    Levando em conta isso, é interessante a ideia!

  4. Sou aluno do Curso de Ciências Sociais e observo que as demandas são diferenciadas quanto à oferta de disciplinas online e semi-presenciais, isso em comparação aos cursos da área de Exatas. Na área de Humanas não há nenhuma matéria oferecida em uma dessas modalidades e não vejo nenhuma razão para isso, pois muitas de nossas disciplinas não possuem um milésimo do grau de dificuldade das Ciências Exatas e poderiam muito bem ser ministradas dessa forma. Uma suposição quanto a esse problema seria a da total falta de conhecimento de fundamentos básicos de computação, por parte dos professores, que muitas vezes demonstram não conhecer ferramentas importantes para o contato com o aluno, como o Moodle.

  5. Boa tarde Débora,

    sobre o item 1, alguns dos pontos levantados são justamente os que tentamos esclarecer com a pesquisa. A hipótese vem da minha experiência de que a participação dos alunos nas aulas, de modo geral, é muito baixa. Sempre me perturbaram os argumentos contra o ensino a distância que se apoiam na falta de interatividade. Há neles a sugestão velada de que os alunos aproveitam bastante a presença do professor, o que, a meu ver, não é verdade, independente do número de alunos na turma. O que observo é que os indivíduos que levantam dúvidas em aula são sempre os mesmos, enquanto o resto não se manifesta. Isso se relaciona a questão do número de alunos por sala. Ja ouvi alunos reclamando sobre ‘aulas de cálculo em auditório aom 100 alunos’, como se isso fosse um absurdo. Eu gostaria de sugerir que estes alunos dessem uma olhada, no youtube, nas aulas de física do Walter Lewin, professor emérito de física no MIT, que são dadas em auditórios que acredito ter, no mínimo, 200 alunos. Sobre a metodologia, caso ela seja a causa primária das reprovações, é um ponto à favor do ensino a distância. Para solucionar um problema qualquer é importante identificar quais medidas podem ser tomadas e quais não. Boa parte dos professores já estão em idade avançada e dificilmente aceitariam mudar seu modo de dar aula, especialmente quando há pouca garantia de que a mudança será positiva. Temo que esse observação pareça um tanto ‘cômica’, mas é minha opinião. É inviável uma mudança de metodologia em larga escala que dependa da aceitação de todos os professores. No entando, no ensino a distância, a metodologia não precisa de um ator que a exerça. O ator é o sistema, que pode ser melhorado incrementalmente. Nele podem ser incorporados os pontos positivos de cada professor, seja o volume de conhecimento, sua profundidade, a didática etc. Voltando a questão da participação, não penso que uma mistura de textos e vídeos seja, em qualquer aspecto, inferior às aulas presenciais para a maioria dos alunos.

    Sobre o item 2: Concordo, especialmente em relação ao repositório virtual.

    Só para deixar claro, pessoalmente prefiro aulas presenciais, mas a minha opinião sobre o tema é que dados os custos de uma ampliação na estrutura física e no quadro de funcionários, o aumento do número de alunos e o alto índice de reprovação, vejo o ensino a distância uma alternativa perfeitamente viável (desde que bem executada).

  6. Boa tarde, André!

    Concordo com você, realmente existem ainda muitas barreiras em relação às disciplinas online e semi-presenciais, e uma delas, infelizmente, acaba sendo os professores. Lá na Computação mesmo temos alguns que preferem não utilizar o Moodle, por não se acostumarem com o ambiente ou não saber utilizá-lo, e isto é algo que nós, alunos, achamos estranho ocorrer na nossa área.

    Acredito que essa falta de interesse ou mesmo preguiça por parte dos professores acaba atrasando o ensino e impedindo que este seja pleno. Se eles não contribuirem e mudarem sua forma de pensar e agir, não adianta nada a universidade querer que existam mais disciplinas à distância, pois se elas forem criadas os professores as ministrarão mal, o que não é bom também para os alunos.

  7. Boa tarde, Emanoela!
    Não sei se com a resposta do Samir ficou claro, mas nosso questionário foi de nossa autoria, aplicado a 60 de nossos colegas de turma.
    Agradecemos as congratulações! 🙂
    Abraços!

  8. Débora,

    Acredito que o desempenho insuficiente de certos alunos pode ser ocasionado pelo alto grau de dificuldade do conteúdo ministrado mas, também, pelo excesso de atividades em que esses alunos podem estar envolvidos.

    Portanto, o ensino à distância agiliza a vida de quem trabalha ou está envolvido em algum projeto de pesquisa, por exemplo; o que pode melhorar o desempenho dos alunos que são mais autodidatas.

    Além disso, desenvolver uma prática de estudos autodidata pode melhorar nosso processo de ensino-aprendizagem em todas as áreas da nossa vida. Nessa perspectiva, o ensino à distância nos ensina a sermos mais independentes e a buscar fontes alternativas para desenvolver nossas habilidades de leitura, escrita, informáticas, organizativas e a ter mais compromisso com nossas atividades acadêmicas.

    As disciplinas presenciais, por sua vez, não nos permitem visualizar os trabalhos dos nossos colegas, por exemplo. E eu acho essa experiência muito enriquecedora. Acredito, também, que ela pode minimizar os altos índices de reprovação daqueles alunos que, não somente participam das atividades propostas, mas procuram ler os trabalhos de seus colegas durante o curso.

  9. Oi, Pessoal,
    Vejo no ensino à distância uma ótima oportunidade de ampliação do número de vagas nas Universidades, principalmente nas públicas; uma forma de fazer com que as pessoas que trabalham ou que possuem problemas com conciliação do tempo possam se programar para estudar; e uma maneira de desenvolver no aluno o espírito colaborativo, interativo e autônomo de aprendizagem. Mas, infelizmente, as barreiras ainda são muitas e estão relacionadas à estrutura, à formação, às políticas públicas e valorização desse tipo de ensino.
    Letícia, sobre a resposta que você deu ao André, digo que a ideia que tinha até então era a de que professores do curso de ciências da computação não se opunham ou pelo menos não tivessem dificuldades e receio quanto ao uso do Moodle.
    Abç.
    Agleice

  10. Oi Agleice,

    De fato, o ensino à distância é uma ótima oportunidade para alunos que residem nos lugares mais longínquos estudarem em uma universidade pública no Brasil.

    Essas barreiras que ainda existem, não vão tardar em ser superadas. Acho que a EaD é o futuro da educação nas universidades públicas e privadas, pois a procura por estes cursos tem crescido vertiginosamente.

    Quanto à valorização deste tipo de ensino, acho que depende da Instituição que o oferece. O diploma de ensino à distância das universidades públicas brasileiras sempre será valorizado pelo mercado de trabalho nas duas modalidades de ensino: presencial e à distância.

  11. Raquel,
    Quando você disse acima “Acredito que o desempenho insuficiente de certos alunos pode ser ocasionado pelo alto grau de dificuldade do conteúdo ministrado mas, também, pelo excesso de atividades em que esses alunos podem estar envolvidos.”, concordo plenamente!

    Realmente tem estudantes que necessitam trabalhar, o que reduz o tempo disponível para se dedicar aos estudos. E, muitas vezes, não só há a questão do tempo reduzido, pelas horas de trabalho, em si – mas também o “desgaste” mental provocado pelo deslocamento entre os locais de estudo e de trabalho (principalmente em cidades grandes como BH, nas quais há problemas de longas distâncias, trânsito, etc). Para esses estudantes que trabalham, a EAD é uma alternativa bastante viável.

    Tem também aqueles estudantes que já possuem filhos, e nem sempre têm com quem deixá-los para poder ir à faculdade. Para esse público, a EAD também é uma boa alternativa – pois, de casa mesmo, a pessoa pode ter acesso as aulas e atividades, dentro do tempo que lhe for mais adequado.

    Além disso, existem estudantes com problemas crônicos de saúde ou portadores de deficiência, que têm dificuldade de se deslocar até um estabelecimento de ensino. Para eles, a EAD é muito útil (conheço casos assim). Tem também aquelas pessoas com doenças ou deficiências que, para realizarem tratamento médico, necessitam fazer viagens constantes, ou mesmo passar dias e dias internadas em hospitais. Logo, cursar uma faculdade presencial para elas é praticamente impossível, pois acabariam perdendo o ritmo dos estudos e sendo reprovadas por falta. Logo, a EAD acaba sendo a única oportunidade de tais pessoas fazerem um curso superior. Basta ter um computador e acesso a internet- para onde elas estiverem , elas poderem ir seguindo as aulas, paralelamente aos tratamentos de saúde.

    Entretanto,há uma parcela de estudantes que vive reprovando em disciplinas do curso superior e que precisa ser melhor orientada em relação ao aproveitamento do tempo de estudos, seja presencial ou seja à distância: são aqueles estudantes que têm um pouco mais de “sorte”, bancados financeiramente pelos pais (e que têm como única obrigação o estudo). Vemos que, não raro, tal público desperdiça a grande oportunidade de dedicarem profundamente aos estudos,aproveitando a chance que muitos não tem, que é a de ter mais tempo disponível para estudar… Aí já não sei afirmar o porquê de, muitas vezes, tais estudantes terem fraco desempenho acadêmico: se é por falta de orientação pedagógica adequada, ou se é por superestimar o tempo livre – deixando para estudar de véspera-, ou se muitas vezes é pura falta de compromisso e responsabilidade mesmo (contrastando com os estudantes que precisam trabalhar e que, justamente por ter menos tempo para estudar, acabam aprendendo a se organizar e valorizar cada minuto do tempo de estudo). Então, para esse público que só estuda, é FUNDAMENTAL que eles sejam orientados adequadamente a COMO estudar. Dessa forma,aí sim, a EAD pode ser uma ferramenta enriquecedora para eles também! Aí, dessa forma, em vez de induzir à procrastinação de tarefas para essa parcela de alunos, vai ser um excelente instrumento para o estudante que não trabalha aprender a ser autodidata e a se organizar também. Caso contrário, nem EAD nem ensino presencial fará com que eles passem de ano… Ou seja: as ferramentas para ajudá-los estão aí; mas, para que seu uso não seja inócuo, os usuários precisam ser devidamente orientados para fazer delas um uso proveitoso! 😉
    Abraços.

  12. Olá, Débora.
    Obrigada por deixar um comentário.
    Contudo, discordo de você quando pontua que a aplicabilidade do Ensino à Distância deva levar em conta se o aluno trabalha ou não. Tal diferenciação não pode ser considerada para que um curso, que seria presencial, seja instituído na modalidade à distância. Em minha opinião, a adoção de ensino à distância deve ocorrer naqueles casos em que os alunos, de outra forma, não teriam acesso ao ensino. Como, por exemplo, nos casos de pólos urbanos mais afastados da cidade em que a Universidade se situa. Creio que esse também é o mote seguido pela UFMG quando da adoção de EaD em seu seio.
    Abraços.

  13. Agleice,
    Em relação à sua supresa devido aos próprios professores de Computação terem “restrições” ao EaD, infelizmente é verdade. Muitos deles dizem que “não sabem mexer no Moodle”, então que o melhor é ter aula presencial e colocar notas em seus sites pessoais, por exemplo. Alguns nem gostar de utilizar o diário eletrônico e reclamaram quando seu uso se tornou obrigatório.
    Desta forma, vemos que não adianta nada a pessoa estar inserida no meio se não deseja mudar, seja devido a preconceitos ou outras desculpas mesmo (“mas há 30 anos eu dou aula assim e sempre funcionou…”, “pra que irei mudar se daqui a 2 anos estou aposentando?”, etc)! Eu acredito que caberia à UFMG dar palestras ou orientar os professores nestes casos, estimulando o EaD.
    Abraços!

  14. Agleice,
    Tem razão a Letícia quando afirma que nem todos os professores de Ciência da Computação exploram em sua inteireza os artefatos e instrumentos disponíveis no Moodle, de modo a aproveitar também um ensino semipresencial. Conforme bem salientou a Letícia, há professores que apenas usam o Moodle como diário eletrônico, para lançamento de notas e faltas. Há de serem lembrados, no entanto, também os professores que se utilizam de outros instrumentos específicos do Departamento de Ciência da Computação – o Learnloop (https://cursos.dcc.ufmg.br) e o http://golfinho.dcc.ufmg.br/ead, para interagir com os alunos.

  15. Débora,

    Eu não acho que a EaD deva ser estruturada pensando nesta parcela de alunos que não querem saber de nada. Aliás, acho muito bom que eles existam nas universidades, pois, visto que me dedico muito aos meus estudos, acabarei ficando com as melhores oportunidades no mercado de trabalho e na carreira acadêmica que pretendo seguir.

    A EaD, portanto, deve desenvolver as habilidades e competências de quem gosta de estudar e deseja aprimorar seus conhecimentos através de recursos inovadores e de qualidade, que estão sendo exigidos pelo mercado.

    Esses alunos que costumam ser reprovados em suas disciplinas, acabam sendo exluídos pelo próprio sistema, uma vez que temos um prazo para concluir a nossa graduação. Quanto ao desperdício de tempo que eles empreendem, acho que, mais cedo ou mais tarde, eles vão se concientizar da importância do tempo perdido e vão demonstrar a incompetência deles em realizar tarefas.

  16. Parabéns ao grupo pelo trabalho e pelas discussões que este gerou. De fato, os apontamentos críticos que foram feitos em relação ao modo de como o ensino à distância é tratado, devem ser considerados.

  17. Obrigado Fabiane por nos deixar esse elogio, pelo seu tempo e sua atenção dedicados à leitura do nosso artigo! E reforçando o que você disse, o ensino a distância merece um espaço de discussão, uma vez que ainda não está tão consolidado como o ensino tradicional presencial.

  18. A discussão sobre a adesão ao moodle colocada pela Letícia e fomentada pela Agleice mostra que ainda existe uma certa resistência à utilização do ambiente virtual. O ser humano têm essa tendência a querer permanecer em uma zona de conforto e isso se comprova nesse caso. Percebo que nesse ponto temos a prerrogativa moral de difundirmos as facilidades dessas ferramentas e tentarmos incomodar os que insistem no usual e não percebem o quão antiquado ficaram. Tentaremos fazer nossa parte e divulgar a discussão para nossos professores.

  19. Raquel, obrigada pelos comentários! Bastante pertinentes! 🙂
    No entanto, gostaria de esclarecer que eu não restringi a aplicabilidade da EAD só para quem trabalha. Mencionei também pessoas com dificuldades de locomoção, pessoas que necessitam viajar constantemente e não podem ter frequencia regular num estabelecimento de ensino presencial, etc – ou seja, uma diversidade de públicos! 😉 E concordo com você que a EAD também é uma poderosa ferramenta para pessoas que necessitam estudar mas moram longe de um centro universitário e não têm como fazer viagens diárias à cidade onde está a faculdade – ou não tem como mudar de cidade devido aos estudos e se manter nesta.

    Se você ver meu comentário em relação ao artigo “Ideias para viabilizar o EAD nos cursos de engenharia” ,(http://www.textolivre.pro.br/blog/?p=1778), verá que apontei exatamente isso: as pessoas que moram longe de uma boa universidade,com a EAD, podem realizar o sonho de fazer um curso superior – que, presencialmente, seria inviável. Ok? 🙂
    Abraços!

  20. Ops,o comentário acima era direcionado à RONALU… confundi os nomes. Desculpe-me, Raquel! 😀

  21. Raquel, Gabriel, Ronalu, Fernando, Leticia e Samir,
    Seu trabalho foi mesmo uma grata surpresa, posso indicá-lo para apresentação em outros ambientes? É muito importante divulgar trabalhos assim, sérios. Tenho notado que a voz dos alunos sobre essas questões fica relegada a segundo plano, muitas vezes vejo colegas proclamando a altos brados que “coitados dos alunos, não merecem disciplinas online” como se disciplina online fossem paliativos – e você perceberam bem: provavelmente foram criadas somente com esse intuito. A sorte é que a grande maioria dos professores que dão aulas online tem plena consciência do potencial dessa modalidade de ensino, não só pelas facilidades em termos de deslocamento dos estudantes, mas por permitir, de fato, trazer o mundo para dentro da sala de aula. E é isso que estamos fazendo aqui. Parabéns.
    bjs
    Ana Cristina

  22. Achei muito interessante a pesquisa realizada sobre o aproveitamento dos alunos nas aulas presenciais, e por experiência própria achei até que o número de alunos que interagem seria menor. Esse é um forte contra-argumento pra quem critica EaD. Um exemplo de EaD que eu posso citar é um curso de Inteligência Artificial oferecido gratuitamente e on-line pela universidade de Stanford (www.ai-class.com ). Acho que teve uns 100,000 inscritos, isso mostra o potencial do EaD. No mais, o artigo ficou muito bem escrito também, parabéns =]

  23. Muito bacana o texto de vocês. Após ler a parte da pequena pesquisa que fizeram, fiquei pensando que isso pode variar bastante de acordo com o curso e com certeza com o envolvimento acadêmico do aluno. Sou da psicologia e acredito que nada substitui o professor em sala de aula. Nas aulas que faço sempre surgem várias questões, os professores lembram de casos clínicos e nos dão várias dicas com relação a prática profissional, e essas coisas não seriam possíveis ou seriam bem mais raras, em disciplinas em modalidade virtual.

    Outra questão é com relação ao comentário do colega André: “Na área de Humanas não há nenhuma matéria oferecida em uma dessas modalidades e não vejo nenhuma razão para isso, pois muitas de nossas disciplinas não possuem um milésimo do grau de dificuldade das Ciências Exatas e poderiam muito bem ser ministradas dessa forma.”.

    Acredito que a escolha da modalidade online para as disciplinas não seja é feita a partir de um julgamento do curso, se este é difícil ou não. E a área das Ciências Humanas é bem diferente das Ciências Exatas, a começar pelo seu objeto de estudo. Não dá para medir dificuldades ou facilidades, são coisas diferentes.

    As coisas parecem estar bem misturas.

  24. Ana Cristina,

    realmente, é bom saber que o EaD está sendo mais difundido e levado à sério. Como mencionado pelo Lucas, esta aula de inteligência artificial de Stanford (www.ai-class.com) está dando muito certo, os comentários são muito positivos!
    Inclusive os alunos da própria universidade que terminarem o curso poderão integralizar créditos, o que é um ótimo incentivo!

    Abraços!

  25. Ana Cristina,

    fiquei muito satisfeita em ver a sua opinião sobre o nosso artigo em seu blog. Interesso-me muito pela área de “Linguagem e Tecnologia” e espero participar ainda de muitos eventos importantes como esse.

    Acredito que as habilidades cognitivas dos estudantes sejam bem mais diferenciadas e específicas do que a maior parte dos professores pensa (GARDNER, 1985); portanto, seria importante que eles fossem orientados nas escolas e universidades a fazerem as disciplinas onde cada um pudesse desenvolver melhor suas próprias habilidades.

    Existem alunos, por exemplo, que conseguem estudar em ambientes barulhentos, desordenados, ouvindo música e outros que já precisam de silêncio absoluto. Há aqueles, porém, que são mais autodidatas e conseguem render muito mais na frente do computador do que em aulas presenciais.

    Tenho certeza que as discussões que estão sendo feitas nesse evento irão repercutir sobremaneira em âmbito nacional e internacional e contribuir para atingir um público mais específico; o que irá desenvolver, mais rapidamente, o ensino e a pesquisa nessa área.

    Um abraço.