O uso de software livre no ensino e aprendizagem de língua estrangeira

No presente artigo, mensuramos os benefícios do uso de softwares livres no processo de aprendizagem de língua estrangeira. Quais são os recursos que podem ser utilizados pelo professor para facilitar o acesso do aluno à lingua estrangeira? E quanto ao aluno, quais são os softwares que podem auxiliá-lo em suas habilidades de compreensão e produção em língua estrangeira? O uso do computador pode ser visto como um incentivo ao estudo, à medida em que foge dos métodos tradicionais? Além de debater tais questões, apresentamos uma análise de softwares livres voltados para a área, como o Open Teacher e o Dictionarist. Um breve panorama do impacto do uso de softwares livres no ensino e aprendizagem de Francês e Alemão também é apresentado, por serem as línguas lecionadas pelas autoras.

Palavras-chave: software livre, língua estrangeira, ensino e aprendizagem, francês, alemão
Autores: Carlota Kapp Silva: carlotaks em gmail.com
Lívia Cristina Lopes Chaves: liviacristinalc em gmail.com

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Este artigo recebeu Menção Honrosa pela Comissão Científica do UEADSL2011.2.

15 thoughts on “O uso de software livre no ensino e aprendizagem de língua estrangeira

  1. Muito bom o trabalho de vocês. É, de fato, fundamental apresentar aos alunos outras formas de estudar um idioma e o SL tem se mostrado um material bastante interessante.

  2. Caras Carlota e Lívia,

    Para comprender melhor as informações que vocês forneceram neste artigo, baixei o programa Open Teacher em italiano (língua que tenho fluência) e visitei o site do Dictionarist.

    Achei o Open Teacher de difícil compreensão, mesmo tendo baixado a opção em italiano. Os testes que fiz não deram certo. A interface, realmente, é bem simples e é muito fácil baixá-lo, mas não sei se conseguiria aplicá-lo ao ensino de línguas estrangeiras.

    Entretanto, achei muito interessante o Dictionarist. É uma pena que não tenha as opções português/italiano e italiano/português. De qualquer forma, acho possível fazer um trabalho de tradução bem instigante através deste software livre. Gostei muito da opção de áudio e de sinônimos, porém, a parte da conjugação verbal não é muito precisa, pois ela conjugou o substantivo “dog” do inglês em todos os tempos verbais.

  3. Olá Raquel! Muito obrigada pelo seu comentário e pelo interesse.

    Eu também não achei o Open Teacher muito simples à primeira vista. O fato de ele ser todo em inglês dificulta a compreensão, mas achamos ele útil, já que, após uma exploração um pouco mais profunda de suas ferramentas, conseguimos criar os testes citados no artigo e que nós acreditamos serem interessantes para os professores e alunos. Talvez seja conveniente que o professor demonstre para seus alunos como montar um determinado exercício, desse modo os alunos podem fazer em casa sem maiores dificuldades e praticar bastante.

    O Dictionarist é sim um software muito interessante, seria ainda mais interessante se pudéssemos baixá-lo, como aparentemente é possível, mas até hoje não conseguimos. Quanto à conjugação verbal, vale lembrar que existe o verbo em inglês “to dog somebody”, portanto acho que foi esse verbo que ele conjugou. Apesar de não termos feito testes de conjugação para o nosso artigo, nós consideramos muito bom o desempenho do Dictionarist nesse quesito.

    Se você continuar explorando os softwares e tiver mais comentários, por favor escreva-os aqui pra nós!

  4. Muito interessante o trabalho de vocês! É muito bom ver que há professores interessados em mostrar aos alunos as possibilidades de uso dos softwares no aprendizado de línguas estrangeiras. Com certeza, uma ótima forma de tornar a aula mais produtiva!
    Daniele de Oliveira / UEADSL 2011/2

  5. Daniele, o aumento da produtividade da aula e da qualidade da aprendizagem dos alunos é, com certeza, algo em que os softwares livres analisados podem ajudar os professores, se utilizados da forma correta, observando-se suas limitações. Muito obrigada pelo comentário!

  6. Boa tarde!

    Parabéns pelo artigo, escrito muito bem, capaz de prender a atenção.

    Achei muito intereressante como vocês citaram um certo preconceito que os profissionais da área de Letras têm dos avanços tecnológicos aplicados à área.
    Como vocês julgam que poderiam contribuir para facilitar o contato das mentes mais conservadoras com os softwares livres?

  7. Oi Mariana! Acho que o maior argumento a favor da aceitação do uso de softwares livres e outros recursos tecnológicos é o simples fato de que eles são graneds facilitadores do trabalho dos profissionais da área de Letras, inclusive os professores. Isso aliado ao fato de que, apesar de toda essa facilidade que apresentam, os recursos tecnológicos ainda não são capazes de substituir os livros, objetos de grande afeto por parte desses profissionais. Os livros de papel ainda são os mais confiáveis, seguros e eficazes suportes de um conteúdo, e não acredito que isso vá mudar em breve. Entretanto, são inúmeras as possibilidades que os recursos tecnológicos – especialmente os softwares livres – oferecem para a “manipulação” desses conteúdos. Sendo assim, ponto é: não precisamos e nem devemos trocar uma coisa pela outra, podemos conjugá-las para que, harmoniosamente, elas trabalhem em direção à eficiência e produtividade do ensino e aprendizagem.

  8. Olá Carlota e Lívia, tudo bem?

    É bom ver que vocês, que ainda estão no começo do processo de formação, estão preocupadas com a incorporação das novas tecnologias no campo da aprendizagem. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o currículo do curso que vocês frequentam, se ele prioriza a formação de um professor que irá atuar no desenvolvimento do letramento digital dos alunos. Eu ainda acho que esse tipo de formação é precária no curso superior. O que vocês acham?
    Abraço,
    Marcus Valadares

  9. Olá Marcus!

    O currículo do curso de Letras não dá nenhum enfoque à formação do professor capacitado em letramento digital. Acho inclusive que o preconceito dos profissionais de Letras em relação às tecnologias no ensino ainda é bastante grande, o que leva a um pequeno atraso nesse aspecto que você citou. Mas acho que pequenos passos em direção à incorporação da tecnologia no ensino estão sendo tomados e bem aceitos. O ensino de língua estrangeira abre uma boa porta nesse campo, porque é um ensino que se propõe a ser moderno e não se prende tanto a tradicionalismos. Conforme o sucesso da tecnologia e do uso de softwares livres for se consolidando nessa área, em que ele é mais aceito, as outras áreas – como por exemplo o ensino de português e literatura no ensino fundamental, ou até mesmo a alfabetização – vão lentamente começar a incorporá-lo. E isso tudo se refletirá no ensino superior e na formação do professor. Acredito que a resistência ainda continuará por um tempo, mas acabaremos chegando a um ponto em que o avanço tecnológico será bem aceito e muito bem explorado pelos profissionais do ensino.
    Abraço,
    Carlota

  10. Olá Marcus!
    Devido à grande força e magnitude que a UFMG apresenta na área de pesquisa, temo que os assuntos peculiares à Licenciatura fiquem um pouco defasados. Praticamente todas as disciplinas que abordam especificamente as questões profissionais de um professor são ministradas não na Letras, mas sim na Faculdade de Educação, e não são muitas. Cada uma dessas disciplinas trata de um tema específico: didática, política, psicologia… E são mais voltadas para a teoria e a história do que para a discussão de questões práticas, então é pouco o tempo que sobra para as discussões alheias ao foco. Temos que considerar também o fato de que a realidade encontrada nas escolas, de modo geral, não é oportuna ao letramento digital. De acordo com o que pude perceber lendo artigos e, principalmente, ouvindo o relato dos meus colegas nas disciplinas de Prática do Ensino, muitas escolas não têm computadores disponíveis, quando têm não são suficientes para todos os alunos, ou seu uso é muito restrito. Então isso acaba sendo pouco discutido na universidade (talvez por, erroneamente, não parecer necessário, ou por ser um assunto aparentemente “sem solução”) e os futuros professores saem com pouca orientação nesse sentido.

  11. Gostei do texto, está muito bem escrito e apresenta diversas alternativas para o ensino e aprendizagem de linguas estrangeiras. O fato de o Brasil sediar grandes eventos nos próximos 5 anos torna extremamente necessário capacitar os profissionais e a população em geral para comunicar com os estrangeiros, destacando-se os trabalhadores de hotéis, taxistas e comerciantes. Quanto maior o número de alternativas para que atinja-se esse objetivo, mais aptos os brasileiros estarão de atender essa demanda por comunicação em outro idioma, principalmente o inglês.

  12. Você tem razão, Rodrigo, com a proximidade desses eventos, houve um aumento súbito de interesse pelas línguas estrangeiras. Fico contente com isso, por mais que esse interesse seja motivado por razões outras que não a língua em si e seu contexto cultural. E, claro, quanto mais recursos eficientes tivermos, melhor! Obrigada pelo comentário e pelos elogios.

  13. Muito bom o artigo. Bem escrito e bem fundamentado. Gostei de como foram expostos pontos positivos e negativos sobre o uso de novas tecnologia no ensino de língua estrangeira. De fato ainda há os resistentes a mudanças. Parabéns!

  14. Mas sempre haverá alguém que resista, não é? Eu mesma tenho algumas ressalvas… Mas obrigada pelo comentário, Geovane!